sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Memórias do século XX: Dercilio do Banjo, uma vida musical

 

Dercilio do Banjo e Luiz na clarineta, com grupo musical
em apresentação no Colégio Rio Branco, em 21/10/1983


Dercilio do violão ou Dercilio do banjo, como ficou conhecido, foi “uma figura que se incorporou definitivamente à história musical bonjesuense” (1). Suas memórias (2), escritas em 1979, ajudam a retratar o ambiente musical de sua época, e têm sua origem assim explicada por Luciano Bastos:

No afã de preservar para os póstumos uma fase do passado propus ao Dercilio uma gravação em que de viva voz perpetuasse suas lembranças, os acontecimentos. Qual não foi minha surpresa quando meses após recebi dele um caderno onde narra o que afirma ser “minha humilde história” (1).

Infância e juventude

Dercilio de Souza Pires (3) nasceu em Salgado (4), um pequeno povoado às margens fluminenses do rio Itabapoana, que hoje existe apenas na memória e, talvez, em vestígios arqueológicos que aguardam maiores pesquisas.

O ano era 1902, e Salgado vinha perdendo sua gente, desde que o Porto da Limeira, razão de sua existência, praticamente deixara de operar, em fins do século XIX (5). O êxodo também chegou para a família de Dercilio, depois que seu pai, Francisco Baptista Pires, carpinteiro, se acidentou quando trabalhava em uma obra na próspera São José do Calçado (ES), o que fez com que a esposa, Saturnina de Souza Pires, arrumasse a mudança e fosse cuidar do esposo.

Junto com os sete filhos, sendo dois de colo, D. Saturnina saiu de Salgado, em 1910, numa madrugada de verão, a pé, em direção a S. José do Calçado, carregando os poucos pertences da família em uma carroça. Dercilio tinha, nessa época, oito anos de idade, e se recorda de ter visto, no caminho, o lugarejo Ponte de José Carlos (6), na outra margem do rio, e passado por Bom Jesus do Itabapoana (7).

A travessia do rio foi feita em uma ponte em ruínas (8), com a carroça tendo que ser conduzida por pessoas. A chegada a São José do Calçado, depois de muita caminhada, se deu no fim da tarde.

Em virtude de outro acidente de trabalho, em uma obra perto do Córrego do Jacá, o Sr. Francisco Baptista Pires acaba falecendo. Dercilio, com idade entre dez e onze anos, conta que já se “virava”, e dentre as atividades que foi desenvolvendo na vida esteve a de marceneiro, tipógrafo, pescador, aprendiz de alfaiate, padeiro e, é claro, tocador de violão.

Às margens do Itabapoana

No mês de maio de 1926, aos 24 anos de idade, Dercilio e um irmão se mudam para Bom Jesus do Itabapoana (RJ), onde haviam alugado do Sr. Jácomo Cavichini uma padaria que estava fechada. Fabricando pão de sal, roscas de vários tipos, pão sovado, entre outros, logo a padaria viu sua freguesia consolidada. Dercilio era o vigia da massa, que começava a ser fabricada às seis horas da tarde e ficava em descanso até três ou quatro horas da manhã.

E era justamente nesse intervalo, enquanto sua massa “descansava”, que o jovem Dercilio se envolvia com uma grande paixão: a música. Nesse tempo eram muito comuns as serenatas, e os companheiros se reuniam no Bar do Sr. Carlos Hirsch (9), ponto de referência na época para a juventude local.

Bom Jesus - Jornal, 1928

Os músicos eram o maestro Clovis Brandão (10), Antonio Carlos Paiva na clarineta, Carlos Hirsch no violino, Levy Xavier no piston-surdina e o jovem Dercilio no violão. Os cantores eram muitos, sendo os “firmes nas serenatas” o Amory Silveira, o Ricardo Soares, o Jorge Teixeira (vulgo “Juvêncio”), o José Fraga e o Licínio da Silva. Como toda serenata tem seus ouvintes, os apreciadores infalíveis lembrados por Dercilio eram o Homero (vulgo “Tijolo”), o José Megre e o Amador Pinheiro. Outro ouvinte sempre presente, o Dr. Otacílio de Aquino, além de apreciador, também foi autor de um Fox Canção de muito sucesso na época, “Ano Bom”, cantado por Jorge Juvencio.

Conjunto Jazz São Geraldo

Em uma das costumeiras serenatas, Dercilio conta que, após a execução de uma valsa, o maestro Clovis Brandão o convida para integrar o conjunto Jazz São Geraldo, tocando banjo (11), já que ele entendia de variações de acordes, e o banjista da época só fazia a primeira, a segunda e a terceira, e apenas de alguns tons. Convite aceito, Dercilio passou a integrar o grupo com muita alegria.

O Jazz , sob a batuta do maestro Clovis Brandão, animando festividades locais
O Momento, 1932

Na década de 1930, por vontade do irmão, o negócio da padaria é encerrado e os dois entram para o negócio de marcenaria. Dessa forma, Dercilio começa a trabalhar no fabrico de móveis, após ter passado alguns meses em Cachoeiro de Itapemirim (ES).

A turma da música, nessa época, já é outra, sendo composta pelo maestro Agnes de Aquino no saxofone, Levy Xavier no piston-surdina, Jader Silva no sax, tendo como cantores, Delbio Fragoso, Salim Elias, Amelio Medina e Diogenes Martins.

Em 1937, mais um acidente de trabalho marca a vida da família. O irmão perde dois dedos da mão direita em uma das máquinas e passa a fazer tratamento. Sem poder continuar com o negócio, Dercilio vai para o Rio de Janeiro em busca de oportunidade de emprego. Passa a trabalhar como lustrador em uma fábrica de cama, adquirindo aí sua carteira profissional de trabalho.

Depois de um tempo trabalhando no Rio de Janeiro, Dercilio retorna a Bom Jesus do Itabapoana, trazendo consigo um novo companheiro, o banjo-tenor...

No campo da música, novas mudanças na cidade (12). Logo o banjista se reintegrou ao Jazz São Geraldo, que estava agora sob a direção do Maestro Levy Xavier (13), no piston, junto com Bininho Xavier no trombone, Chiquito do Carmo no violino e Pedro Lino no piano, além de baterista e pandeirista.

O conjunto tocava no Cine Teatro São Geraldo, na Bom Jesus capixaba “terça, quinta, sábado e domingo para a moçada dançar antes da sessão cinematográfica das sete às oito horas da noite”. Isso quando não havia noite de baile no salão do cinema. O conjunto também tocou, na Bom Jesus fluminense, no Palace-Club (14), no Aero Clube, na Rádio Bom Jesus e no Ginásio Rio Branco. Além disso, o Jazz S. Geraldo era convidado para fora, “pelos quatro lados de Bom Jesus” (15).

Quatro bailes marcantes na memória:

Baile da emancipação do município, no dia 1º de janeiro de 1939, realizado, segundo Dercilio, na antiga casa Firmo, na Praça Governador Portela (16).

Inauguração do Bar Itamaraty (17), de propriedade do Sr. Leovergilio Nunes da Silva, conhecido como “Dodô Elias”. Dercilio, no banjo, tocava com um quinteto famoso composto dos três irmãos Xavier, Levy Xavier no piston, Homero no clarinete, Bininho no trombone, além de Manoelzinho Reis na bateria.

Inauguração do Bar Itamaraty, em 1939, que ficou conhecido como bar do Dodô Elias. Sentados, a partir da esquerda, Dercílio de Souza Pires (Dercílio do Banjo), Homero Xavier (clarinete), Levy Xavier (piston), Manoelzinho Reis (bateria), e Bininho Xavier (trombone). Foto: Galeria Histórica, Jornal O Norte Fluminense.

O Boletim, 1939

Baile em benefício à reabertura do Hospital São Vicente de Paulo, realizado no Ginásio Rio Branco, em 1939. O baile foi organizado pela Diretoria do Centro Popular Pró-Melhoramentos de Bom Jesus, cujo presidente, à época, era Olívio Bastos.

Bailes de Micareme no Aero Clube (18), em 1952, ao som do Trio composto por Dercilio, no banjo, Christóvão Pires na bateria e Pedro Augusto (vulgo “Macuco”) no pandeiro.

Carnavais, festas juninas e festas populares

Dessa época em diante, Dercílio conta não ter tocado mais em bailes sociais, a não ser em carnavais fora de Bom Jesus. Com a carteira profissional da Ordem dos Músicos, passou a tocar também em bailes de cabaré, nunca deixando de frequentar, é claro, as serenatas.

Entre 1952 e 1970, mesmo com Agnes de Aquino (19) não morando mais em Bom Jesus, este se fazia presente na cidade em toda Festa de Agosto, com seu sax. Junto com Dercilio no banjo e Jader Silva, também no saxofone, costumavam formar um trio.

A partir de 1968, Delcidio passa a tocar sem compromisso profissional, com seus companheiros acordeonistas Elóis Teixeira dos Santos e Romeu T. Sobrinho, fazendo show em almoço de recepções e festas juninas, em locais como o Colégio Rio Branco, o Clube do Ordem e Progresso e o Olímpico Futebol Clube.

O violeiro Dercilio é destaque no convite da Festa Junina
publicado no jornal do Colégio Rio Branco

No período em escreve suas memórias, em 1979, Dercílio toca com um companheiro de sopro, Manuel Portugal, com sua flauta de seis furos, e continua a animar festas juninas e outros festejos. Luciano Bastos destaca sua eterna juventude ao contar que no carnaval daquele ano, após tratamento médico, com seus 77 anos,

Dercilio saiu pelas ruas da cidade, em sua bicicleta, batendo um tambor. Em sua passagem com rosto feliz e alegre saudava e brincava sozinho o carnaval. Confesso que me emocionei. Que mensagem maravilhosa você estava enviando, meu bom amigo Dercilio, na simplicidade daquele desfile solitário. Nenhum livro ou palavras falariam melhor (1).

Dercilio do Banjo e Luciano Bastos, no Colégio Rio Branco, em 21/10/1983

Seus 90 anos foram festejados ao lado da esposa, Sra. Aleixina Furtado de Souza, familiares e amigos, em sua residência em Bom Jesus do Norte (20)

Dercilio deixou um legado de encantamento aos que o ouviram tocar e, nas palavras do próprio músico, deixou registradas as recordações dos “velhos tempos em que levei muitos músicos embaixo das minhas palhetadas e acordes” (2).

Em sua homenagem foi criada, em Bom Jesus do Norte (ES), a "Banda Musical Dercilio Pires" (21).

Paula Aparecida Martins Borges Bastos

(atualizado em 09/06/2025)



Notas e referências

(1) Dercilio do Violão, por Luciano Bastos. O Norte Fluminense. Bom Jesus do Itabapoana, 12/08/1979.

(2) “Nas margens do Itabapoana: minha humilde história” é o título das memórias de Dercilio do Banjo, de 1979. O original, manuscrito, integra o acervo do Espaço Cultural Luciano Bastos. Grande parte das informações constantes no presente texto tem por base essa autobiografia.

(3) Segundo o músico, seu nome correto seria Dercilio de Souza Pires, porém, de forma inadvertida, na segunda via do registro passou a constar Dercilio Baptista de Souza.

(4) Dercilio indica que Salgado ficava no lado fluminense, em torno de dois quilômetros de distância de Santo Eduardo (atual distrito de Campos dos Goytacazes) e Ponte do Itabapoana (atual distrito de Mimoso do Sul), estando localizado ao longo da estrada que ligava essas duas localidades ao povoado de Limeira, também no lado fluminense. Salgado era composto de um grupo de casas dos dois lados da estrada, bem como uma pequena Capela, no alto de um discreto morro.

(5) O transporte ferroviário, ao ser implantado na região, fez com que o transporte fluvial fosse decaindo economicamente, o que teve forte repercussão negativa nos povoados que gravitavam em torno do Porto da Limeira. Saiba mais: http://gerson-franca.blogspot.com/2010/10/curiosidade-limeira-e-os-correios.html .

(6) Atual José Carlos, distrito de Apiacá (ES).

(7) O encantamento infantil com a primeira visão da fluminense Bom Jesus, levou Delcídio a afirmar ter continuado a viagem “levando no meu coração Bom Jesus do Itabapoana”. Veja mais sobre essa parte da viagem no subtítulo “Memórias dos primeiros anos do século XX” da matéria a seguir : https://espacoculturallucianobastos.blogspot.com/2021/05/pracas-amaral-peixoto-e-governador.html .

(8) Segundo Dercílio, a ponte ficava próximo a uma fazenda da família Matias e, na época em que escreveu suas memórias, a ponte já não existia mais.

(9) A Confeitaria Hirsch, situada na atual Praça Governador Portela, era bastante frequentada nas décadas de 1920 e 1930 e, segundo notícias de jornais da época, possuía uma carta de vinhos variados, além de sorvetes, refrescos, doces e outras iguarias. Carlos Hirsch, além de proprietário, participava dos eventos musicais com seu violino, como narra Dercílio.

(10) O maestro Clovis Brandão foi o autor da composição musical “Ordem e Progresso”, com letra de Otacílio de Aquino. A marcha, composta para o Ordem e Progresso Futebol Clube, foi executada pelo conjunto Jazz, sob direção do maestro compositor, em festividade no Cine Teatro São Geraldo em 08/01/1934, durante posse da nova diretoria do Clube desportivo. Fonte: Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 12/01/1934. Disponível aqui

(11) Banjo-tenor: Banjo de quatro cordas, com pescoço curto, normalmente tocado com uma palheta, mas também pode ser dedilhado com os dedos. Foi um instrumento muito popular no Tango e em outras bandas de dança das décadas de 1920 e 1930, sendo atualmente mais comum no jazz originário de Nova Orleans. Saiba mais aqui .

(12) Segundo Dercilio, os maestros e pianistas Clovis Brandão e Carlos Paiva já não moravam em Bom Jesus do Itabapoana nessa época.

(13) Para saber mais sobre a biografia e carreira musical de Levy Xavier e sua família: https://onortefluminense.blogspot.com/2018/06/hoje-o-maestro-levy-xavier-completaria.html .

(14) Fundado por Salim Tannus, o Palace-Club era um salão de bailes localizado na Praça Governador Portela, porém não teve vida longa, indica Dercilio.

(15) O  músico faz menção, aqui, aos quatro distritos que compunham o município  de Bom Jesus do Itabapoana, na época: Bom Jesus do Itabapoana - sede, Calheiros, Rosal e Liberdade.

(16) As festividades de instalação do município ocorreram ao longo de todo o dia 1º, na Praça Governador Portela e o evento contou com a presença de políticos locais e da região, além de grande público.  A solenidade oficial ocorreu no prédio onde hoje é o Big Hotel. Segundo Francisco Camargo Teixeira, a Lyra dos Conspiradores, da cidade de Macaé, também se fez presente. A Casa Firmo, onde Dercílio indica haver ocorrido o baile da festa, foi posteriormente demolida, tendo sido construído no local o prédio do Cine-Teatro Monte Líbano, hoje com tombamento pelo INEPAC. Saiba mais em: Bom Jesus do Itabapoana, de Francisco Camargo Teixeira, 3ª ed. ampliada por Georgina Mello Teixeira, 2005; e em: http://onortefluminense.blogspot.com/2015/12/os-76-anos-de-nossa-2-emancipacao.html .

(17) Localizado na esquina da Rua Roberto Silveira com a Travessa R. T. José Teixeira, indica o músico.

(18) Segundo Dercilio, com a promoção de bailes no salão do Monte Líbano, organizado pela Rádio Bom Jesus, a “moçada do Aero”, resolveu na última hora “separar o bloco e fazer os Bailes do Aero Clube”, solicitando ao seu Diretor, Sr. Salim Tannus, sua realização. Foram duas noites, conta o músico, surpreendentes, em que a “moçada vibrou de alegria”.

(19) Agnes de Aquino fez carreira musical, tendo gravado em disco (78 RPM) a música “Caminho Errado”, junto com Carlos Magno, em 1956. No disco “As Valsas de Ontem e a Banda Campesina de Nova Friburgo”, gravou a música “Vitória Régia”, sem data. Fonte: IMMub, Catálogo online da música brasileira. Conferir aqui ,  aqui e aqui .

(20) Dercilio Batista Pires. O Norte Fluminense, Bom Jesus do Itabapoana, 27/09/1992.

(21) A Banda de Música Dercilio Pires consta no cadastro  de Bandas da Funarte: https://sistemas.funarte.gov.br/consultaBandas/listagem.php?uf=ES Acesso em 16/02/2022



Atualização em: 24/02/2022


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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Com apenas dez anos e oito prêmios internacionais de piano, Olívia Tebaldi visita o Espaço Cultural Luciano Bastos

Na última sexta-feira, 24/12/2021, a pequena pianista Olívia Tebaldi, que veio comemorar o Natal com sua família em Apiacá /ES, esteve, a convite da musicista bonjesuense e Gerente Cultural do Espaço Cultural Cafezin (de Adilson Figueiredo), Martha Salim, em nosso Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB) para conhecer e experimentar o piano.

Nascida em Teresina (PI), Olívia se mudou com a família para Vitória (ES) quando tinha apenas um ano e meio. Por ser filha de Laura Silveira (de Bom Jesus do Itabapoana) e Glauber Tebaldi (de Apiacá) e neta do pediatra Dr Sérgio Coutinho da Silveira e da professora de piano bonjesuense Regina Ribeiro da Silveira, a pequena pianista tem fortes laços afetivos e familiares com o Norte Fluminense e Sul Capixaba. 
E uma ligação especial ao local da visita: a bisavó de Olívia, Maria Elisa Rezende Ribeiro, foi aluna e professora do Colégio Rio Branco, constando em painel de homenagens; ali também estudaram, dentre outros familiares, a avó Regina, os tios Modesto e Renato Rezende Ribeiro.

Segundo seu perfil no Instagram, "Olívia começou a estudar piano aos quatro anos, em Vitória, no Espírito Santo e, desde então, fez masterclasses com renomados pianistas, como Linda Bustani, Maria Teresa Madeira, Lucia Barrenechea, Cristian Budu, Eduardo Monteiro, Diego Caetano, entre outros.

Aos seis anos, iniciou sua participação em competições nacionais de piano, como o XXVI Concurso de Piano Souza Lima, de São Paulo, o II Concurso Nacional de Piano Pró Música, de Campinas, o XVI Concurso de Nacional de Piano Cora Pavan Capparelli, de Uberlândia e, mais recentemente, o 27° Concurso Nacional de Piano Prof. Abrão Calil Neto, em Ituiutaba; Olívia obteve a primeira colocação em todos eles.

A jovem pianista também foi laureada com o prêmio máximo em concursos internacionais na Colômbia, Ucrânia, Grécia e Indonésia, além ter se classificado em outras competições nos Estados Unidos, Portugal e Finlândia; sendo assim, com apenas dez anos de idade, a pianista Olívia Tebaldi acumula dezesseis premiações internacionais e cinco nacionais em concursos de piano.

Participou ainda de recitais na Aronne Pianos, em São Paulo, e na Universidad Jorge Tadeo Lozano, em Bogotá, ambos como parte de premiações em concursos. Em Dezembro de 2020 foi convidada a fazer um recital solo no Festival Pianístico de Joinville e em março de 2021 no Instituto Ling, em Porto Alegre (RS), eventos que lançaram Olívia no cenário nacional do piano.

Aluna da professora Janne Gonçalves, na Escola de Música Gabriel Camargo, em Vitória, Olívia realizará uma histórica apresentação no ECLB, no mês de março, dentro da programação do Circuito de Piano, idealizado por Martha Salim. Neste mês, está previsto, segundo Martha, apresentações semanais de piano nos diversos locais onde estão fixados pianos em nossa cidade, entre os quais: Espaço Cultural Cafézin, de Adilson Figueiredo, Escolas de Música MusicArt, de Thadeu Almeida, JEMAJ, de Anízia Pimentel, Cristo Rei, de Marise Xavier, Hotel Itavale e ECLB.

Deve-se registrar, ainda, o importante projeto de Piano Itinerante desenvolvido pelo pianista Luis Otávio Barreto. Ele já se apresentou, com brilho, no Bistrô Malagueta e pretende levar o piano às praças de nossa cidade.

Assista à visita de Olívia Tebaldi ao ECLB.




sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Oficina virtual sobre Educação Patrimonial no ECLB



"Educação Patrimonial: conhecendo e cuidando de Bom Jesus" foi o tema da oficina realizada nesta segunda (29 de Novembro), via Google Meet, pelo professor Edimilson Antonio Mota (UFF-Campos).

Durante a apresentação, e com interação dos presentes, os participantes puderam refletir sobre a importância da preservação do patrimônio cultural de Bom Jesus, chamando atenção para os imóveis antigos do centro histórico que representam nossa memória e identidade, e que resistem às transformações e desenvolvimento da cidade.














 

Parte da oficina está disponível no canal do ECLB no You Tube. Confiram:



O evento, promovido pelo Espaço Cultural Luciano Bastos, integrou o projeto "Educação para o Patrimônio", que conta com o apoio da Lei Aldir Blanc, através da Chamada Pública 07/2021, da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Urbanismo de Bom Jesus do Itabapoana, RJ. Edimilson Mota é Doutor em Educação pela UFRJ e professor associado do Departamento de Geografia da Universidade Federal Fluminense - Campos. Uma de suas linhas de pesquisa está voltada para o estudo da Paisagem, Patrimônio e Cultura.




quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Visita do Prof. Edmilson Mota ao Centro Histórico de Bom Jesus

                        

O professor Edmilson Antonio Mota e o bolsista Pedro Henrique Pimentel, com a direção e equipe do ECLB.

O ECLB recebeu na terça-feira, 16, a visita do Prof. Edmilson Antonio Mota (UFF), que realizará a Oficina de Educação Patrimonial sobre Bom Jesus, no próximo dia 29. Edmilson foi recebido por Claudia Bastos e Paula Bastos, diretoras do ECLB, Maria Cristina Borges, Taís Borges do Carmo, Amanda Fátima Delfino, Maria Cecilia Costa Dias, e veio  acompanhado do bolsista Pedro Henrique Rodrigues Pimentel, estudante do curso de Geografia da UFF Campos.

Após conhecer o prédio, o acervo e as histórias referentes ao patrimônio que constitui o ECLB, o Professor Edmilson e seu bolsista foram acompanhados pela equipe do ECLB para uma caminhada pelo Centro Histórico de Bom Jesus do Itabapoana, percorrendo o trecho entre as Praças Amaral Peixoto, Governador Portela e Amália Teixeira. Em seguida, após uma caminhada pela Beira-Rio, às margens do Itabapoana, o grupo seguiu pela ponte central em direção à Praça Astolfo Lobo, em Bom Jesus do Norte (ES), ampliando os olhares sobre o Vale do Itabapoana.

                                       
                   Conversando sobre o patrimônio em uma pausa para o cafezinho.

              Amanda Fátima, Maria Cecília, Pedro, Prof. Edmilson, Claudia, Cristina, Paula e Taís.

                                      


Após a visita ao ECLB, uma caminhada pelo centro da cidade.

O Prof. Edmilson Mota é Bacharelando em Artes Visuais pela Uninter, com Doutorado em Educação pela UFRJ, Mestrado em Políticas Sociais pela UENF, graduado em História pela UENG e Licenciado em Geografia pelas Faculdades Simonsen. Professor Associado I da UFF Campos do Departamento GRC e do PPG em Geografia, com pesquisa em paisagem e cidade.

A Oficina "Educação Patrimonial: conhecendo e cuidando de Bom Jesus" será ministrada pelo Prof. Edmilson Mota, de forma virtual, no dia 29 de novembro (segunda-feira), às 18h), e está aberta a toda a comunidade, com um convite especial aos estudantes.

A inscrição deve ser feita através do e-mail: espacoculturallucianobastos@gmail.com , indicando nome completo e idade. No assunto do e-mail indicar: Oficina de Educação Patrimonial.





O ECLB segue fechado temporariamente para o público, realizando apenas atividades internas e eventos virtuais no momento atual.







segunda-feira, 8 de novembro de 2021

PRESERVAÇÃO DE ACERVO: CONSERVAÇÃO DE PERIÓDICOS


O ECLB ainda não está aberto ao público, mas mantém as atividades internas de preservação do acervo. Nesse mês de novembro, após a capacitação técnica presencial realizada por Valeria Sellanes, mentora do Projeto HUB + (saiba mais), ampliamos as atividades internas que compõem nossa política de preservação do acervo, iniciando ações de limpeza e restauro dos periódicos que compõem nossa Hemeroteca.



O projeto de limpeza e restauro, sob coordenação de Claudia Bastos do Carmo, conta com a participação voluntária de Amanda de Fátima da Silva Delfino, estudante do 6º período de História, da Universidade Federal Fluminense, Polo de Campos dos Goytacazes. Segundo ela, o ECLB é "de extrema importância, pois além de resgatar todo o aparato jornalístico de Bom Jesus do Itabapoana e região, ajuda-nos a conservar parte de nossa historia através de periódicos, audiovisuais, biblioteca" o que para ela são acervos "super interessantes e até mesmo divertidos. Sem contar a própria estrutura do Espaço Cultural que é por si só um patrimônio regional". 

Amanda: conservação preventiva no acervo do ECLB

Sobre sua participação no projeto de preservação do ECLB, Amanda acrescenta: "acredito que para  além deste  período acadêmico, este projeto ajudará em minha formação pessoal, curricular, na experiência profissional e principalmente em minha formação como boa Bonjesuense, onde tenho a oportunidade de aperfeiçoar meus parâmetros acerca da educação patrimonial e fazer boas amizades com prosa, café e troca de conhecimentos".


Amanda Delfino, Claudia e Paula Bastos, diretoras do ECLB, e Cecília Costa Dias









sexta-feira, 5 de novembro de 2021

VISITA VIRTUAL À EXPOSIÇÃO SOBRE O COLÉGIO RIO BRANCO COMEMORA O DIA NACIONAL DA CULTURA


O acervo do Colégio Rio Branco (1920-2010) e o prédio onde a escola funcionou por décadas ajudam a contar a história de Bom Jesus do Itabapoana e região. Hoje esse importante patrimônio é preservado pelo Espaço Cultural Luciano Bastos que, celebrando o Dia Nacional da Cultura, convida a todos para uma visita virtual às salas de exposição permanente sobre a memória escolar do Colégio Rio Branco.

O vídeo, lançado hoje, integra as atividades do Projeto "Educação para o Patrimônio", apoiado pela Lei Aldir Blanc, através da Chamada Pública nº 07/2021, da Secretaria de Cultura, Turismo e Urbanismo, Prefeitura de Bom Jesus do Itabapoana, RJ. 

Outra atividade virtual do projeto está prevista para o dia 29/11/2021, às 18 h. É a Oficina: "Educação Patrimonial: conhecendo e cuidando de Bom Jesus", ministrada pelo professor Edimilson Antônio Mota, da Universidade Federal Fluminense - Campos.

O evento é gratuito e aberto a toda comunidade, com convite especial aos estudantes. Para se inscrever, basta enviar e-mail para espacoculturallucianobastos@gmail.com , indicando nome completo e idade. No assunto do e-mail indicar: Oficina de Educação Patrimonial.

O Prof. Edimilson Mota é Bacharelando em Artes Visuais pela Uninter, com Doutorado em Educação pela UFRJ, Mestrado em Políticas Sociais pela UENF, graduado em História pela UENG e Licenciado em Geografia pelas Faculdades Simonsen. Professor Associado I da UFF Campos do Departamento GRC e do PPG em Geografia, com pesquisa em paisagem e cidade.


quinta-feira, 28 de outubro de 2021

COLÉGIO RIO BRANCO: TURMAS DE 1989







































































































  





















































VIDEOS

Formatura do Colégio Rio Branco, em 16.12.1989, no Cineteatro Monte Líbano, em Bom Jesus do Itabapoana, RJ - Parte 1

Disponível em:

Formatura do Colégio Rio Branco, em 16/12/1989, no Cine Monte Líbano, em Bom Jesus do Itabapoana, RJ. Parte 1: Entrada dos formandos. Turmas: - Concludentes do 1 Grau - Curso de Formação Técnico em Contabilidade - Curso de Formação de Professores

Formatura do Colégio Rio Branco, em 16.12.1989, no Cineteatro Monte Líbano, em Bom Jesus do Itabapoana, RJ  - Parte 2

Disponível em:

Entrada dos formandos; hino do Colégio; fala de oradores e paraninfo. Turmas: - Concludentes do 1 Grau: Oradora: Gisela Ribeiro Boechat; Paraninfo: Francisco Gomes Sobrinho. - Curso de Formação Técnico em Contabilidade: Oradora: Ednéia Maria Torres Pereira; Paraninfo: Adilton Figueiredo. - Curso de Formação de Professores: Orador: Alcino Luis Pedroza Cavichini; Paraninfo: Esio Figueiredo Nery.


Festa Agosto, 1989: Desfile do Colégio Rio Branco, na Praça Governador Portela

Disponível em: 

O Colégio Rio Branco em desfile pela Praça Governador Portela, no dia 14/08/1989, durante a Festa de Agosto, em Bom Jesus do Itabapoana, RJ. Durante o desfile, homenagem aos 100 anos de Olívio Bastos. 
A Festa de Agosto, tradicional festa de Bom Jesus do Itabapoana, ocorre anualmente nos dias 13, 14 e 15 de agosto. Durante o século XX, o Desfile Escolar era uma das principais atrações da Festa, atraindo grande público à Praça Governador Portela.

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