quarta-feira, 11 de junho de 2014

10/06/1989: alunos do Colégio Rio Branco comemoram a Copa do Mundo

        
          Contagiados pelo clima da Copa do Mundo, alunos e professoras da 1ª a 4ª Série do Colégio Rio Branco, no dia 10 de Junho de 1998, comemoram a estreia - Brasil x Escocia.





ALVIM, ÍDOLO DA TORCIDA OLÍMPICA

                                                           

Alvim, antigo lateral esquerda do Olympico F.C., visitando a exposição Memórias do Nosso Futebol, encontrou a camisa com a qual conquistou o disputado campeonato bonjesuense de 1973, e que se encontra em destaque num dos paineis centrais da exposição. 

Alvim é dono de um grande acervo de fotos e objetos do clube, gentilmente disponibilizados por ele ao Espaço Cultural Luciano Bastos para a montagem da exposição. Além da camisa campeã, também é dele a bandeira do painel e várias faixas conquistadas em vários campeonatos.

Para conhecermos um pouco mais de sua vida e carreira, reproduzimos artigo de Ademir Paulo Pimentel, publicado no jornal A Voz do Povo, em sua edição de 22.09.1973.




Pedro Álvares Cabral

Por Ademir Paulo Pimentel


Nome de descobridor, dificilmente Bom Jesus terá condições de descobrir um outro Alvim, verdadeira pérola auri-rubra, Alvim impressiona os Estádios, por ser o jogador de apenas um braço, circunstância decorrente de um acidente do trabalho.

Filho de Pedro Francisco da Silva e da. Alzira Tardin da Silva, Alvim nasceu no dia 3 de maio de 1941.

Iniciou sua carreira esportiva no “Ollympico” aos doze anos, integrando a equipe juvenil, na lateral esquerda, tendo como técnico Celso “Canário”. Posteriormente, integrou o juvenil do “Fluminense”, sendo técnico Nizinho. Indo para Rio Bonito, atuou no “Cruzeiro” e “Motorista”, retornando a Bom Jesus em 1959, como titular do “Olympico”, o que é até hoje.

Consignou em toda a carreira, 862 tentos. Seria o 863 dia 9, porém foi anulado pelo árbitro. Na atual temporada, marcou seis tentos.

Campeão, no ano de 1962 e artilheiro – doze tentos, sendo vice artilheiro nesse ano, o aatual presidente Braz, com onze tentos. Bi-campeão nos anos de 1966 e 1967, sesria tri mas o “Liberdade” não deixou.

Casado com d. Terezinha de Souza Cabral, advindo desse feliz enlace três filhos: Jânia, Janilson e Julio Cesar Souza Cabral. Ambos os filhos já se despontam, sendo exímios batedores de bola nos intervalos de jogos.

Pretende encerrar sua carreira este ano, com o título de campeão, não se satisfazendo com os de campeão do torneio início e super-campeão do turno.

Este é o Alvim, o ídolo da torcida olímpica.


A Voz do Povo, 22.09.1973



Alvim, com a camisa do Olympico F.C., campeão de 1973

                   


Equipe do Olympico F.C., que enfrentou o misto do Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, dia 15 de agosto de 1965. 
Em pé, Wilson Jaburú, Helio Galo, Luiz Carlos, Helvécio, Carlinhos, Ronaldão, Pascoal e Ari. 
Agachados: Dilsinho, Triguinho, Alvim, Branco, Arara e Vampiro (massagista). 
Foto tirada no campo do Olympico. 
Fonte: Reminiscência Esportiva do jornal O Norte Fluminense 












segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vídeos sobre futebol, produzidos por alunos do IFF, integram a exposição Memórias do Nosso Futebol, no ECLB


Resultado da parceria com o IFF, vídeos produzidos por alunos estão à disposição do público na exposição Memórias do Nosso Futebol, no ECLB



        Às vésperas da Copa do Mundo, quer saber mais sobre a história do Brasil nas Copas? ou sobre o Racismo no Futebol? A exposição Memórias do Nosso Futebol, em exibição no ECLB desde maio, pode te ajudar.

       Vídeos produzidos por alunos do IFF, com esses e outros temas, integram a exposição Memórias do Nosso Futebol, no ECLB. Claro que os clubes homenageados, Olympico F.C. e Ordem e Progresso F.C. não ficaram de fora.

     Numa tela de computador montada na sala de exposições pode-se ficar sabendo sobre:

- Olympico F.C.




- A História do Brasil nas Copas



- O impacto das copas no Brasil

- A história das copas


Confira como foi a participação do Centro de Memórias do IFF na exposição Memórias do Nosso Futebol, contada pela Coordenadora Fernanda Lima Rabello:


A participação do Centro de Memória IFF-Noroeste Fluminense na Exposição “Memórias do nosso futebol”, no Espaço Cultural Luciano Bastos

         
       O Centro de Memória IFF-Noroeste Fluminense, vinculado ao Campus Bom Jesus do Instituto Federal Fluminense, foi convidado, em fevereiro deste ano, a trabalhar em parceria com o Espaço Cultural Luciano Bastos na organização da exposição “Memórias do nosso futebol: 100 anos do Olympico F.C. e Ordem e Progresso F.C”, inaugurado no dia 15 desse mês.

    Após aceite do convite, os professores que desenvolvem pesquisas no Centro, Fernanda Rabelo (coordenadora do Centro de Memória e professora de História), Eduardo Moreira (professor de Sociologia) e Laila Pessanha (professora de Geografia), propuseram um trabalho com as turmas do 3º ano integradas à Agroindústria, Agropecuária e Informática de desenvolverem vídeos sobre o tema do futebol.
      Dentre os temas abordados em debates em aulas, estavam os da memória local do futebol, dos desafios e impactos da Copa do Mundo no Brasil, do racismo no futebol e da História do Brasil nas copas.
      Desta forma, as turmas desenvolveram, após debate e proposta de ações, diversos vídeos sobre os temas, que incluíam também a memória do futebol local, com trabalhos sobre os clubes Olympico F.C. e Ordem e Progresso F.C, de Bom Jesus do Itabapoana e Bom Jesus do Norte, respectivamente.
       O resultado dos debates e da produção dos vídeos foi muito positivo, pois houve uma reflexão grande entre as turmas sobre temas ligados à Geografia, História e Sociologia, que são instigadores e atuais, com a Copa do Mundo sendo sediada no Brasil e começando em junho deste ano.
        Além dos vídeos, que foram produzidos por meio do trabalho pedagógico dos professores, o Centro de Memória realizou várias reuniões com a coordenadora da exposição, Claudia Bastos, para definir objetos para expor, seleção de coleções e fotografias, confecção de banners, como trabalhar a memória dos clubes e como organizar a exposição para o público no Espaço. Foram feitas reuniões com os dirigentes dos dois clubes e com colaboradores, para que os mesmos contassem suas expectativas, histórias e memórias ligadas aos times. 
       Os bolsistas do Centro de Memória realizaram um trabalho de pesquisa sobre os clubes, produzindo dois vídeos sobre a História deles, que foram colocados em um computador à disposição do Espaço Cultural para a Exposição. 
        Além destes vídeos, os seis melhores trabalhos produzidos sobre o tema de futebol também foram disponibilizados para o público no Espaço. 
       Nosso objetivo era integrar a ação de extensão do Centro de Memória com as ações de ensino do Campus, produzindo conhecimento e debates sobre os temas ligados à comunidade e debatidos na mídia.
      Além da produção de vídeos, os bolsistas do Centro de Memória ajudaram na organização da exposição, buscando material, auxiliando na organização expositiva, entrando em contato com objetos antigos da memória dos clubes e compreendendo, mais ainda, a importância da História para a memória local.

       A participação dos bolsistas, alunos do Campus em diversas modalidades de ensino, foi importante para o Centro de Memória, que busca valorizar a memória local, a partir do reconhecimento desta pela comunidade de alunos do IFF e pela comunidade local de atuação do Campus Bom Jesus. Desta forma, a integração entre o Campus e os clubes foi muito boa, e os alunos se conscientizaram da relevância da memória do futebol nas cidades. Destes encontros de alunos com dirigentes de clubes, surgiu uma proposta dos próprios alunos de participarem como voluntários em ações sociais do Clube Ordem e Progresso F.C., em projeto coordenado pelo Prof. Nelson Faber da Silva. O professor ainda irá disponibilizar bolsistas para essas ações, e a Diretoria de Ensino do Campus disponibilizará também monitores para darem aula de reforço aos sábados no clube. A atitude dos alunos foi muito positiva, pois demonstra que eles enxergaram nos clubes uma memória importante de ser mantida, e que o esporte é fundamental para a cidadania. O IFF busca, ainda, dar continuidade às ações de extensão promovendo aulas de reforço e contato estreito entre o Instituto e a comunidade.
      Além das propostas no clube Ordem e Progresso, o Centro de Memória está se disponibilizando a realizar ações de conservação, organização e digitalização do acervo de fotografias do Clube Olympico F.C., com o objetivo de resguardar a memória do clube, faltando ainda conversar com os dirigentes do clube sobre a aprovação dessa ação.
     Desta forma, a participação do Centro de Memória na exposição teve resultados muito positivos para o Instituto, pois permitiu que várias atividades pedagógicas e de extensão fossem desenvolvidas no município de Bom Jesus.
       Estas ações só foram viabilizadas com a parceria do Espaço Cultural Luciano Bastos, a colaboração dos dirigentes dos clubes e com as ações da coordenadora da exposição, Cláudia Bastos, que trabalha incessantemente para que a memória local seja valorizada na região Noroeste Fluminense.


EQUIPE DO CENTRO DE MEMÓRIA PARTICIPANTE DA EXPOSIÇÃO:
SERVIDORES:
Eduardo Moreira, Fernanda Rabelo, Geraldo Rosa, Laila Pessanha

BOLSISTAS:
Ana Paula Machado, Arthur Saboia, Gabriela Sanches, Kenya Moreira, Larissa Leal, Neyara Barbosa

ESTAGIÁRIOS:
Bianca Camargo

OBSERVAÇÃO:
Agradecemos a ajuda dos servidores da Infra-estrutura do Campus, que auxiliaram também na montagem da exposição e da Coordenação de Arte e Cultura do Campus, que disponibilizou a estagiária de Artes para atuar na organização. Agradecemos ainda às turmas do 3º ano dos cursos de Agropecuária, Agroindústria e Informática, que abraçaram os trabalhos sobre futebol e fizeram vídeos sobre o tema, participando assim, também, da exposição.


SOBRE O CENTRO DE MEMÓRIA IFF-NOROESTE FLUMINENSE:

O Centro de Memória IFF-Noroeste Fluminense, vinculado à Diretoria de Pesquisa e Extensão do Campus Bom Jesus, foi criado no ano de 2012 com o objetivo de resguardar a memória local da região Noroeste Fluminense e renovar a visão de memória existente nas comunidades locais. Realizando atividades que buscam valorizar a identidade local, o Centro de Memória procura produzir e salvaguardar um acervo de depoimentos na instituição, a partir de pesquisas sobre locais, eventos, trajetórias de vida ou atividades coletivas em comunidades na região Noroeste Fluminense. Reconhecendo a memória, pretende também valorizar a comunidade local, resgatando elementos da cultura brasileira que hoje são diluídos em uma cultura cada vez mais globalizante. Assim, o Centro de Memória IFF-Noroeste Fluminense atua na região com o objetivo de reconhecer esta cultura regional, a partir da valorização da mesma, para que a percepção da identidade não se perca, mas seja renovada, construindo uma relação renovada entre memória e História local em toda a comunidade.


CONTATO:
Centro de Memória IFF Noroeste Fluminense
Instituto Federal Fluminense, Campus Bom Jesus
Avenida Dário Vieira Borges, 235 Parque do Trevo, Bom Jesus do Itabapoana, RJ
Email: memoria.bomjesus@iff.edu.br

      Fernanda Lima Rabelo
(coordenadora do Centro de Memória IFF Noroeste Fluminense)





Pianista Antonio Bendia Jr. apresenta concerto no ECLB

                               
Antonio Bendia Jr. realizou concerto solo no ECLB

O pianista bonjesuense Antonio Bendia Jr realizou nesta sexta-feira, dia 6 de junho, concerto solo no ECLB, com obras da compositora irlandesa Enya, utilizando-se de recursos que envolveram sons, imagens e elementos eletrônicos. 


         Veja matéria no blog do jornal O Norte Fluminense.


                                 





sexta-feira, 6 de junho de 2014

7 DE JUNHO DE 1914: O 1º "MATCHT" DE "FOOTBALL" ENTRE OLYMPICO F.C. E ORDEM E PROGRESSO F.C.


                                                         




       A exposição "Memórias do Nosso Futebol: 100 anos de Olympico F.C. e Ordem e Progresso F.C.", em exibição no Espaço Cultural Luciano Bastos, retrata, em painéis, uma Linha do Tempo dos clubes bonjesuenses, baseada em reportagens publicadas em jornais de nossa cidade.
       No primeiro desses painéis, destacamos um acontecimento ocorrido no dia 7 de Junho de 1914.
       Há cem anos, ocorreu o primeiro "match" de "football" em Bom Jesus, entre Olympico e Ordem e Progresso. O jogo foi narrado no jornal Bom Jesus Jornal, em sua edição de 07/06/1928.



      "DESPORTO
     Faz hoje 14 annos que Bom Jesus apreciou o seu primeiro “match” de football. A 7 de junho de 1914 entraram em campo para o sensacional encontro os “teams”, assim constituídos pela ordem de escalação: 

     OLYMPICO: Francisco Fragoso, Horácio Moraes, Guilherme Mathias, Antonio Mathias, Manoel Mathias, Euclydes Xavier, Otto Paranhos, ... Cunha, Walter Franklin, Nilo Cunha e Adílio Catharina. Reservas – Antonio Ignacio da Silveira, Horácio Carvalho e Amado Santos. 

    ORDEM E PROGRESSO: Ramiro, Altino Lins, Adhermardo, Antonio Mello, Antonio Jacob, Heráclito Freitas, José Borges, Otis Menezes, José Firmo, Hamilton Lins, Ernestino Moreira. Rezervas: Aldano Lins e Aristides Rodrigues. Juiz – Horácio Carvalho. São fallecidos: Horácio, Ramiro e Admardo.

     O que houve de mais notável durante a peleja foram os “furos”, os calções compridos, as meias de mulher, os gorros de lã e todos os jogadores “pregados”. O jogo transcorreu animado, tendo muita semelhança com football. "

                                                             Fonte: Bom Jesus Jornal, 07/06/1928 
                                                                                     Acervo: ECLB


















quinta-feira, 5 de junho de 2014

O RIO ITABAPOANA E OS COMITÊS DE BACIA: RETROCESSO?

O que é um Comitê de Bacia Hidrográfica?

A Lei Estadual n. 3.239, de 02 de agosto de 1999 instituiu a Política Estadual de Recursos Hídricos no Estado do Rio de Janeiro, considerando a bacia ou região hidrográfica como unidade básica do gerenciamento de recursos hídricos.

Nesse sentido, a Lei cria os Comitês de Bacia Hidrográfica (CBH's), que são "entidades colegiadas, com atribuições deliberativa, normativa e consultiva".

Qual a função dos Comitês de Bacia?
"coordenação das atividades dos agentes públicos e privados, relacionados aos recursos hídricos".

Quem compõe o Comitê de Bacia Hidrográfica? 

O art. 54 aponta que serão "representantes de:
I - os usuários da água e da população interessada, através de entidades legalmente constituídas e com representatividade comprovada;
II - as entidades da sociedade civil organizada, com atuação relacionada com recursos hídricos e meio ambiente;
III - os poderes públicos dos Municípios situados, no todo ou em parte, na bacia, e dos organismos federais e estaduais atuantes na região e que estejam relacionados com os recursos hídricos."

E o rio Itabapoana?

Em 2006, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos - RJ instituiu 10 Regiões Hidrográficas (RH) no território fluminense. A RH-X era a Região Hidrográfica Itabapoana, abrangendo integralmente o município de Bom Jesus do Itabapoana e parcialmente os municípios de Porciúncula, Campos dos Goytacazes, Varre-Sai, São Francisco do Itabapoana.

Digo ERA, no passado, porque há um ano atrás, em maio de 2013, uma nova Resolução (n. 107) deste mesmo Conselho, resolveu RETIRAR a Região Hidrográfica X, que era a RH-X Itabapoana. Com isso, a região IX, que era a Região Hidrográfica Baixo Paraíba do Sul passou a ser a "Região Hidrográfica Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana".

Resolução de 2013 do CERHI extingue a Região Hidrográfica X Itabapoana. A bacia passa a integrar a Região Hidrográfica IX, do Baixo Paraíba do Sul

Dentre os 22 municípios que integram a atual RH IX, um total de 21 estão relacionados à Bacia Baixo Paraíba do Sul, enquanto apenas 4 estão relacionados à Bacia do Itabapoana.

A pergunta é: ao integrar o Itabapoana em uma RH como o Baixo Paraíba do Sul, que já possui tantas e tão grandes questões a serem abordadas referentes a esta Bacia, não ficam as questões da Bacia do Itabapoana relegadas a segundo plano?

A participação de todos é importante! Usuários da água, sociedade civil e representantes públicos municipais podem ser representantes, e segundo a página do Comitê, há cadeiras vagas.

Veja as representações que atualmente compõem o Comitê (observar as cadeiras vagas):


Confira página do Comitê de Bacia Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana: http://www.cbhbaixoparaiba.org.br/  

Resolução n. 107, de 22 de maio de 2013:

Resolução n. 18, de 08 de novembro de 2006:

Lei n. 3239, de 02 de agosto de 1999:

terça-feira, 3 de junho de 2014

Música no ECLB dia 06 de junho

Será nessa sexta-feira, dia 06 de junho, às 20h, o concerto do pianista Antonio Bendia Jr no ECLB.

Integrante do grupo 3piano, Bendia Jr. já demonstrou diversas vezes no ECLB seu talento e sensibilidade. Agora nos brinda com uma apresentação solo que com certeza irá marcar a todos os presentes.

Venha sentir e se emocionar nesse momento tão especial!




O concerto será composto de peças da compositora irlandesa Enya, e além do piano, contará com outros recursos que envolvem sons, imagens e elementos eletrônicos.

Confira o repertório:
- Oriel windows;
- The celts;
- And winter came;
- Book of days;
- From where I am;
- Miss Claire remember;
- Smaiote;
- Orinoco flow;
- La soñadora;
- Watermark;
- May it be.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Memórias do Nosso Futebol: José Moraes Ribeiro e Garrincha


                   
José Moraes Ribeiro

                Um dos baluartes do Olympico F.C., do qual foi técnico e Presidente, José Moraes Ribeiro recebeu homenagem de sua filha Neuza Sales Ribeiro em crônica que narra fatos marcantes de sua vida, como a passagem, em sua casa, à rua Fassbender,  de ídolos como Garrincha.
              Parte da crônica foi reproduzida num dos painéis que compõem a Linha do Tempo dos clubes bonjesuenses na exposição Memórias do Nosso Futebol, no Espaço Cultural Luciano Bastos.
               Num trecho, ela nos conta: "Grandes nomes do futebol passaram por nossa varanda como Garrincha, Pinheiro e outros..."

                   





































    Fonte:  http://neuzasales.blogspot.com.br/2014/03/jose-moraes-ribeiro-x-olimpico.html 




            Em 1960, Garrincha esteve em Bom Jesus, participando de um jogo da nossa Festa de Agosto, pelo time de Retiro de Muriaé (visitante) contra o Santa Isabel F.C., que representou a cidade. O jogo foi realizado no Estádio Fernando Lopes da Costa, com a presença do Governador Roberto Silveira. 
        
              Jailton da Penha, em seu livro "Santa Isabel uma paixão em azul, vermelho e branco", narra esse episódio:


          “Festa de Agosto de 1960, uma das mais tradicionais do Estado do Rio. O Santa Isabel é convidado pela Comissão da Festa a representar o município no dia 15 de agosto na ocasião estava visitando o município o bonjesuense e governador do Estado do Rio de Janeiro Roberto Silveira, o adversário era o excelente Esquadrão do Retiro F.C. Equipe do Distrito de Retiro de Muriaé, pertencente a Itaperuna. A equipe visitante para essa partida contava com as presenças de 03 craques consagrados do Botafogo do Rio de Janeiro. O gênio das pernas tortas Mané Garrincha, que tinha encantado o mundo na Suécia em 1958 e o Brasil conquistaria o seu primeiro título mundial, com ele veio Paulistinha e Rossi. Estádio General Fernando Lopes da Costa, Campo do Olympico, lotado. Os times entram em campo, o Governador é convidado a dar o pontapé inicial. As previsões eram sombrias para o esquadrão usineiro a grande maioria apostava numa goleada para o Retiro, os torcedores do Santa Isabel, por mais que confiassem não acreditavam em outro resultado a não ser a derrota. 

                   [...]



         Após a euforia e o grande feito da vitória os jogadores do Santa Isabel confraternizavam nos vestiários, emocionados pela grande vitória e por quem estava do outro lado. Muita gente ali, porque não dizer todos estavam ali pra ver Garrincha, Bi-Campeão pelo Botafogo em 1957 e 1958, Campeão do Mundo pela Seleção Brasileira, acompanhado ainda de Paulistinha e Rossi, que feito memorável. Eis que entra no Vestiário o próprio Garrincha, dá um abraço apertado em Gutengo, parabeniza pela exibição e faz uma proposta: “Estou aqui para levá-lo para o Botafogo”. Gutengo responde: “Vou não, aqui eu tenho emprego na Usina”. Garrincha retruca: “Lá no Botafogo você também vai ter emprego e vai jogar junto comigo”. Gutengo recusou e quis o destino que ficasse na Usina Santa Isabel."
         
                      "Santa Isabel uma paixão em azul, vermelho e branco"
                                                                                        Jailton da Penha
             
                                                           


Garrincha
Foto: mundobotafogo.blogspot.com





Fernando Lopes da Costa, em nome do Olympico F.C., saúda a Seleção Brasileira em seu embarque rumo à Copa do Mundo de 1938 na França


                                         



         Em 1938, há 76 anos, a Seleção Brasileira embarcava, de navio, para a França, onde disputaria a Copa do Mundo. 
            O Tte. Cel. Fernando Lopes da Costa ali presente, ofereceu o “pavilhão nacional” aos jogadores, em nome do Olympico F.C., proferindo um discurso vibrante, reproduzido por A Voz do Povo, em sua edição de 04 de junho de 1938.


                                  
Trecho do Jornal A Voz do Povo, edição de 4 de Junho de 1938. Acervo: ECLB


          Reproduzimos, abaixo, alguns trechos da matéria de A Voz do Povo:

    Foi o seguinte o discurso pronunciado pelo Ten. Coronel Fernando Lopes da Costa, offerecendo à representação brasileira de football, em seu embarque para a Europa, em nome do “Olympico F.C.”, o pavilhão nacional.

“Lusida embaixada do desporto terrestre, aclamados valores da pelota...
[...]
É dessa Pátria, rica e formosa, e de doçuras feita, Terra da Promissão, o sagrado lábaro de esperanças, pano tecido por todos os amores, símbolo augusto da nacionalidade, que ora vos entrego desportistas do meu Brasil, para que o mantenham, puro e invicto, sob a guarda dos vossos corações de patriotas.
Oferenda simbólica que vos solicita a acolherdes no tépido agasalho de vosso ardoroso patriotismo, o “Olympico Futebol Club”, de Bom Jesus de Itabapoana, confiantes, todos os olympicos, que sabereis honrar, nos esmeraldinos gramados da França heróica, o auriverde pendão, mais e mais omdignificando, à altura de suas gloriosas tradições...
[...]
Ide, chegai e vencei. Ao penetrardes garbosos, na atitude marcial dos brasileiros, sob palmas e flores e hinos, o magestoso Estádio Francez, em tarde plena de luzes, não vos esqueçais de o fazer, sob o palio do auri-verde símbolo da Pátria..."




          No livro “Diamante Negro”, de André Ribeiro, encontramos referência sobre o dia do embarque da Seleção brasileira para a França, ocasião em que foi proferido o discurso por Fernando Lopes da Costa.


         "O embarque estava marcado para o dia 30 de abril de 1938 e nem mesmo a chuva impediu que milhares de pessoas fossem ao cais para dar adeus aos craques brasileiros. A seleção saiu do Rio de Janeiro a bordo do navio Arlanza, e antes de tomar a rota para a Europa, fez algumas escalas em portos do litoral brasileiro, aumentando a expectativa da torcida, que acreditava na conquista inédita de um título mundial."


                                  

        Leônidas da Silva foi o artilheiro dessa Copa, tendo sido escolhido o melhor jogador do mundial, e o Brasil ficou com a terceira colocação.

    
Fonte: www.literaturanaarquibancada.com


       Veja mais sobre a participação da Seleção brasileira na Copa do Mundo de 1938 em:






COLÉGIO RIO BRANCO: VISITA DE EX-ALUNOS


 Registramos, com alegria, a visita de ex-alunos do Colégio Rio Branco.
 É sempre motivo de muita emoção esse reencontro!
                     
Dirceu Ferolla, aluno do Colégio Rio Branco de 1947 a 1953

Frederico Rangel Sueth, aluno do Colégio Rio  Branco de 1987 a 1989


Dr. João José Assad


Jorge Loureiro


Pedro Salim Jr. (terceiro à direita) e os visitantes Ocinei Trindade e Edinalda Maria Almeida 


Pedro Salim Jr. e Professora Edinalda Maria de Almeida

Lyvia Silvia Martins


Eduardo Torres da Silva e o filho João Vítor Diniz Pereira Torres


Adalberto Oliveira Pereira, aluno do Colégio Rio Branco de 1969 a 1973


Daniel Martins Rezende


José Francisco de Almeida Jr.


José Francisco de Almeida Jr. e o jovem José Eduardo Boniolo Almeida


Luiz Carlos Borges, aluno do Colégio Rio Branco em 1966 e 1967. Trabalhou no jornal O Norte Fluminense de 1963 a 1971


Mirian Saraiva Moulin e a filha Maria Luiza Moulin Teixeira


Sandra Mello Araújo Sueth, ao lado do pai, Jésus Soares de Araújo


Julio Cesar Aguiar


Acacio Gomes Teixeira, aluno do Colégio Rio Branco de 1980 a 1983


Braz Roberto Cyrillo Viceconte, Edson Ferreira e Adelson Alberoni