sábado, 22 de abril de 2017

ECLB participa da 15ª Semana de Museus



     Com a exposição temporária “Objetos esquecidos no Tempo”, o Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB) participa, no próximo mês de maio, da 15ª Semana de Museus, evento promovido pelo IBRAM. A exposição estará aberta à visitação a partir do dia 16 de maio, às 9h.

      Para os mais jovens, a mostra será uma oportunidade de entrar em contato, pela primeira vez, com objetos que sequer conheceram. Para os mais velhos, um momento de relembrar uma época. Serão dezenas de equipamentos, antes insubstituíveis e hoje esquecidos, que ajudam a contar um pouco de nossa região, indicando como a sociedade foi se apropriando e relacionando com esses objetos.

      Não perca!



quarta-feira, 19 de abril de 2017

UMA INSTITUIÇÃO DE ‘PRESTÍGIO’ NO NOROESTE FLUMINENSE: O COLÉGIO RIO BRANCO DE BOM JESUS DO ITABAPOANA E SUA CULTURA ESCOLAR

Qual foi a relação do Colégio Rio Branco (CRB) com o famoso Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro?

Que influência as reformas educacionais nacionais tiveram sobre a evolução desse educandário bonjesuense?

Como se relacionavam o Colégio e a sociedade local?

Como o CRB ajudou a fortalecer a luta pela emancipação política de Bom Jesus do Itabapoana?

Essas e outras questões são levantadas no artigo "Uma instituição de 'prestígio' no noroeste fluminense: o Colégio Rio Branco de Bom Jesus do Itabapoana e sua cultura escolar", publicado na Revista "Expedições: Teoria da História e Historiografia" (v.7, n.2, 2016)

O trabalho é parte do resultado da pesquisa realizada pela Mestre em Políticas Sociais pela UENF, Suelen Ribeiro de Souza, tendo como co-autoras suas orientadoras Silvia Alicia Martínez e Renata Maldonado da Silva.

Enfatizando o período de 1920 a 1971, o artigo apresenta fotos relacionadas com o ambiente escolar do CRB e entrevistas com ex-alunos, buscando também detectar como era a cultura escolar dessa época. Em interessantes depoimentos, os ex-alunos relembram momentos e pessoas marcantes em sua trajetória estudantil, como por exemplo, a Dona Carmita e a D. Vera.

D, Carmita na festa dos 50 anos do CRB, em 1970.

Segundo as autoras: "Apesar das exigências impostas pela D. Carmita, os egressos do CRB entrevistados demonstraram muita gratidão e carinho por ela e pelos excelentes professores que tiveram. Os alunos, ainda relembram os famosos 'estudos da D. Carmita' ".







Professora Vera com alunos da Turma Ginasial em 1972, no CRB
Uma das entrevistadas ressaltou as estratégias utilizadas por D. Vera, professora de português, para a revisão dos conteúdos aplicados em aula, "exigindo que passassem o caderno de aula a limpo".



O texto completo, ilustrado com imagens, está disponível em pdf na página da Revista:

RESUMO: Este trabalho analisou o percurso do Colégio Rio Branco (1920-2011), os aspectos marcantes da história da instituição e da sua cultura escolar. Instituição privada localizada no município de Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense. O colégio foi responsável pela escolarização de grande parcela da população dessa localidade, com especial relevância para a oferta do ensino secundário de primeiro ciclo. O período estudado compreende os anos de 1920 a 1971. Inicialmente, no artigo, discutiram-se os conceitos de instituição escolar, cultura escolar e os temas de pesquisas em história da educação que surgiram no momento de renovação dos paradigmas, a partir da década de 1980. Em seguida, apresenta-se a trajetória da instituição e alguns aspectos da sua cultura escolar.


Suelen em sua pesquisa sobre o Colégio Rio Branco no ECLB, em 2015

Saiba mais sobre a pesquisa de Suelen Ribeiro de Souza sobre o Colégio Rio Branco:



domingo, 5 de março de 2017

ECLB recebe exemplares antigos do jornal A Voz do Povo



Exemplares do Jornal A Voz do Povo doados ao ECLB





O ECLB recebeu essa semana a doação de exemplares do jornal A Voz do Povo, em suas primeiras edições, abrangendo o período de 06 de setembro a 27 de dezembro de 1930 e 03 de janeiro a 22 de agosto de 1931.

A doação foi feita pelo escritor bonjesuense Elcio Xavier, que atualmente reside no Rio de Janeiro. Dono de um invejável acervo particular, Elcio já doou anteriormente ao ECLB uma parcela considerável de livros de sua coleção*, além de fotos históricas**, que enriquecem ainda mais o acervo de nossa instituição.

Além dos jornais, foram também doados os livros: "Álbum de Belo Horizonte" (1911), "Estudo para aplicação de Sistema de Transportes Planaéreos" no Rio de Janeiro (1937), "Visita do General Charles de Gaulle, Presidente da República Francesa, aos Estados Unidos do Brasil" (1964).





Agradecemos a confiança do poeta em depositar esse precioso acervo em mãos do Espaço Cultural, o qual entende a importância de preservar em seus arquivos tão importante material relativo à memória e à história de nossa região. 


Elcio Xavier, um apaixonado por Bom Jesus 


Um apaixonado por Bom Jesus e sua história, o poeta e escritor Elcio Xavier nasceu no dia 03 de maio de 1920, filho de Waldemar Sigismundo Xavier e Elvira Cerqueira Xavier. Casado com Gedália Loureiro Xavier (fal.), teve os filhos Regina, Rogério, Raquel (fal.), Rosete e Rita de Cássia, além de netos e bisnetos.



*Em 2013, Elcio doou um acervo de livros de quase mil volumes ao ECLB:
Confira aqui a doação de livros


Débora Loureiro Laborne Borges ao lado dos filhos de Elcio Xavier, Rosete Loureiro Xavier, Regina Loureiro Xavier e Rogério Loureiro Xavier, acompanhado da esposa Elaine Bastos Xavier, na biblioteca do Espaço Cultural Luciano Bastos. Ao fundo, a coleção de livros doados pelo poeta.




**Elcio Xavier fez a doação de fotos históricas ao ECLB em 2016:





sábado, 21 de janeiro de 2017

Patrono do ECLB, Luciano Bastos faria 89 anos neste sábado

                          

Este ano marca os 89 anos de nascimento do dr. Luciano Bastos. Nascido a 21.01.1928, em Carangola, MG, o decano dos advogados de nossa cidade morreu aos 83 anos, no dia 08 de fevereiro de 2011, em Bom Jesus do Itabapoana, que o acolheu desde os 5 anos de idade.

Nosso patrono - aquele apaixonado pela advocacia, lutando sempre pelos direitos individuais e coletivos, continua atual.

A atualidade de Luciano está nas suas ideias, nas lições do homem público, do advogado, professor e jornalista; nos conceitos de ética, moral, justiça, direito; nas instituições que ajudou a idealizar e concretizar em nossa terra.

No dia 22.08.1993, o jornal O Norte Fluminense estampou numa de suas páginas uma reflexão do dr. Luciano Bastos na passagem do Dia do Advogado, "Luta pelo Direito", que transcrevemos a seguir:




                          Luta pelo direito

      Todos nós vivemos um drama constante quando o nosso direito é violentado. O que fazer? Aceitar pacificamente, resignar-se sob pretexto íntimo de comodidade? Ou reagir ante a violência, embutida sob vários atos e aspectos?

      Os ataques ao direito individual, e mesmo coletivos, se repetem frequentemente. Jhering, em suas convicções, dizia que não preconizava a luta pelo direito em todas as contendas mas somente naquelas em que o ataque ao direito implica conjuntamente um desprezo da pessoa. A condescendência, a resignação, a suavidade e o amor da paz, a transigência e até a renúncia a fazer valer o direito de qualquer pessoa é de ser aplicado. Repele unicamente a indigna tolerância de injustiça, que é o efeito da cobardia, da indolência, do amor ao descanso.

     Quando o arbítrio e a ilegalidade se aventuram audaciosamente a levantar a cabeça, é sinal certo de que aqueles que tinham por missão defender a lei não cumpriram o seu dever. E, afirma o mestre citado, que quem defende o seu direito defende todo o Direito. O interesse e as conseqüências do seu ato dilatam-se além de sua pessoa. E arremata que a paz é o fim que o direito tem em vista, a luta é o meio de que se serve para o conseguir.

      Nesta hora tão conturbada em que todos vivemos, nos entre choques das lutas e das paixões, cabe até lembrar Sobral Pinto: “Nos momentos de crise, o difícil não é cumprir o seu dever; é saber onde é que ele está.“

     Na passagem do Dia do Advogado, abraçando cordialmente os meus colegas, levo-lhes estas reflexões, e que estendo a todos que convivem em nossa comunidade.


                                         



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

"Parker 51": Neumar Monteiro relembra o Ginásio Rio Branco



Da escritora e poetisa Neumar Monteiro, reproduzimos texto postado nas redes sociais: “Parker 51”, em que relembra a época em que estudou no Ginásio Rio Branco.





UMA PARKER 51
  

Neumar Monteiro, Nov. 2006

Há dias escrevi a crônica “Uísque com Guaraná”, quando retirei do baú da memória saudosas imagens dos anos sessenta e setenta. Um fio puxa o outro, e lá vieram recordações ainda mais antigas que muito me emocionaram. Lembrei-me das elegantes canetas-tinteiro, dos clássicos lápis Johan Faber e dos inesquecíveis papéis mata-borrão, usados para absorver o excesso de tinta que ficava do uso das canetas-tinteiro.
Nunca possuí uma caneta-tinteiro, pois crianças só escreviam com lápis sob pena de ficar de castigo. Papai tinha uma, bem como o senhor da Tipografia e o dono do armazém em que fazíamos compras, que ficavam no bolso da camisa dando - lhes imponência e um certo ar aristocrático. Homem elegante usava Parker 51, sonho de consumo de todo jovem alguns anos depois.
É bom resgatar essas páginas perdidas. Sentir, ainda hoje, o cheiro de caderno novo encapado com papel-manteiga, mais tarde substituído pelo papel jornal. E as caixas de lápis, para desenho, de 24 cores? Uma cobiça nunca realizada! Caros demais para as mãos da criança pobre. Até hoje fico fascinada quando vejo alguma. Culpa da infância descolorida e desbotada.
Dos primeiros anos do colégio Rio Branco então chamado Ginásio Rio Branco, lembro-me dos famosos “combates” realizados aos sábados pela manhã, que consistiam na divisão da turma em dois partidos, debatendo, um contra o outro, sobre determinada matéria ensinada durante a semana. À turma vencedora cabia um Mapa-Múndi ou caixas de lápis de seis cores. De cada sabatina saíamos mais afiados, aptos a repetir, no decorrer da vida, as lições aprendidas tantos anos antes.
Até as carteiras eram especiais, por possuírem um orifício para acomodar o tinteiro, usado, por nós, como depósito de borrachas ou giletes. Recordo-me, também, dos nomes escritos nas carteiras, às vezes de conteúdos menos elegantes que coravam as meninas e provocavam a ironia dos meninos. Certo é que algumas estampavam inocentes declarações de amor dos enamorados da sala. Era terrível e gostoso desnudar, aos olhos da turma, sentimentos guardados a sete chaves. A vergonha era tanta que doía com dor de queimar por dentro. Assim é como posso descrevê-la.
Tudo é passado, mas não perdido. Até hoje busco os ensinamentos daqueles tempos para aplicação no dia-a-dia. Da Literatura dos bancos escolares sorvi o gosto e conheci autores famosos. Do Latim do Dr. Ilis Carlos Machado ao Português do Dr. José Ronaldo do Canto Cyrillo, um universo de conteúdos sempre atuais, conquanto ministrados décadas atrás.
De tudo que vi aprendi um pouco, o que me faz cidadã capaz de contornar muitos conflitos, respeitar diferenças e sobreviver com dignidade num mundo de tantas inconveniências. No mais, passo um mata-borrão na saudade enquanto escrevo com a minha Bic azul estas mal traçadas linhas que, certamente, seriam bem melhores se redigidas com uma autêntica e poderosa Parker 51.



   
        Neumar Monteiro. Aluna e Professora do Colégio Rio Branco.                          Foto: Cris Izidoro / Diadorim Ideias


A poetisa Neumar Monteiro da Silveira, autora de Devaneios (2003) e Sempre a Primavera (2011) herdou o gosto pela literatura, e em especial pela poesia, de seu pai, o poeta parnasiano Athos Fernandes.
Filha mais nova, ela acompanhava o pai a todos os compromissos, principalmente aos relacionados à literatura. Desde sempre, ela escreve onde estiver, em qualquer papel. "A inspiração vem do nada e, ao mesmo tempo, de tudo o que está à minha volta. A emoção pode brotar de um simples olhar, até mesmo de um animal", conta. 
A poesia de Neumar fala sobre as agruras da vida, os sonhos irrealizados e as recordações do tempo de criança. A mais recente obra foi um desafio: escrever e ilustrar o haicai Sempre a Primavera. Neumar buscou na arte milenar japonesa a inspiração para compor 63 pequenos poemas, todos em três versos, que falam de gestos, astros, pássaros, caminhos, sonhos e esperanças. 


Texto reproduzido do facebook da autora:

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Folia de Reis do Estado do Rio de Janeiro e o Patrimônio Cultural Brasileiro


Encontro de Folia de Reis em Muqui, 2011. 
Considerado o mais antigo do país, ocorrendo desde 1950, o evento reúne grupos de reisado fluminenses, capixabas e mineiros que, além de receberem a benção na Igreja, percorrem as ruas do centro histórico da cidade.


O reconhecimento da Folia de Reis do Estado do Rio de Janeiro como Patrimônio Imaterial Brasileiro está em estudo no IPHAN, que recebeu, em junho de 2016, o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) das Folias de Reis do Estado do Rio de Janeiro, realizado pelo Departamento Cultural (Decult) da UERJ, demonstrando a importância dessa manifestação cultural fluminense para nosso país (1)


 40 ANOS ATRÁS: IV ENCONTRO DE FOLIAS DE REIS EM BOM JESUS DO ITABAPOANA

      
    Em Bom Jesus do Itabapoana, a Folia de Reis sempre esteve presente junto à população, permanecendo na memória de seus moradores como uma das mais destacadas manifestações culturais da região
(2).

Um desses momentos memoráveis nos remete a 40 anos atrás, quando Bom Jesus do Itabapoana (BJI) sediou o IV Encontro de Folias de Reis (3). O evento ocorreu nos jardins da Praça Governador Portela, em frente a Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, onde estava montado um presépio e um palanque. Ali se reuniram e apresentaram diversas Folias de Reis no dia 06 de janeiro de 1977.

Dentre os atos iniciais, o Mestre-Folião Sr. Fernando Amaral, pediu a todos "minuto de silêncio" em memória dos foliões já falecidos.

Em seguida as Folias de Reis se apresentaram, cantando e louvando o nascimento de Jesus e a visita dos Reis Magos. Depois foi a vez dos Palhaços realizarem suas décimas e malabarismos, numa alusão ao simbolismo relacionado com o Rei Herodes. As apresentações estiveram sob direção do Sr. Eneas da Silva Pinto, Coordenador da festividade.

A Classificação das Folias e Palhaços foi a seguinte:

FOLIAS DE REIS


1° lugar: Folia de Reis Nossa Senhora Aparecida, da Rua dos Mineiros (BJI), dirigida pelo Mestre-Folião Sr. Agenor Francisco Dias.
2° lugar: Folia de Reis Estrela do Oriente, da Rua Aristides Figueiredo (BJI), presidida pelo Sr. Norival Rita da Silva e dirigida pelo Mestre-Folião Sr. Dermindo Gomes da Silva.
3° lugar: Folia de Reis Sete Irmãos, de Itaperuna, presidida pelo Sr. Geraldo Gonçalves de Moraes e dirigida pelo Mestre-Folião Sr. Ademar Tots.
4° lugar: Folia de Reis São Sebastião, da Rua Gonçalves da Silva (BJI), presidida pelo Sr. Anizio Rosa e dirigida pelo Mestre-Folião Sr. Antonio Florencio da Rosa.
5° lugar: Folia de Reis Estrela do Oriente, de Iurú (Apiacá), dirigida pelo Mestre-Folião Sr. Waldemiro Ropne.
6° lugar: Folia de Reis do Monte Calvário (BJI), dirigida pelo Mestre-Folião Sr. João Gomes da Silva.

PALHAÇOS

1° lugarCatapora, da Folia de Reis São Sebastião, BJI.
2° lugarPinga Fogo, da Folia de Reis Sete Irmãos, de Itaperuna.
3° lugar: Malagueta, da Folia de Reis Estrela do Oriente, de Iurú, Apiacá.
4° lugar: Pimentinha, da Folia de Reis Nossa Senhora Aparecida (BJI).
5° lugar: Sete Casaca, da Folia de Reis Sete Irmãos, de Itaperuna.
6° lugar: Pimenta, Folia de Reis Nossa Senhora Aparecida (BJI).
7° lugarPinga Fogo, da Folia de Reis Monte Calvário (BJI).
8° lugarBeleza, da Folia de Reis Estrela do Oriente (BJI).
9° lugar: Riachão, da Folia de Reis São Sebastião (BJI).


      A Comissão julgadora foi presidida pelo Major Enio Nascimento dos Reis, sendo o júri composto por: Sr. Rubens José Lopes, Sr. José Carvalho Mota, Dr. Marco Antonio Ribeiro Seródio, Sr. José Manoel Araújo, Sr. Reinaldo Pinto Dias, Prof. Francisco Gomes Sobrinho.

      Além das Folias que se apresentaram, o evento contou também com a presença de representantes de Folias de diversos municípios fluminenses e capixabas e também de Minas Gerais, dentre os quais foram registrados:

- Elpidio Freitas (F.R. Nossa Senhora da Boa Morte, de Bonsucesso, Mimoso do Sul, ES)

- José Sprung Harlich (F.R. Nossa Senhora de Conceição do Muqui, ES)
- Aloizio Louzada Reis (F.R. Três Reis Magos, Alegre, ES)
- Joaquim Nunes (F.R. Santana, Duque de Caxias, RJ)
- Helio Jaury de Souza (F.R. Mestre Jesus, de Lins do Vasconcelos, Rio de Janeiro, RJ)
- Domingos Cabral das Neves (F.R. Estrela D'Alva, de Apiacá, ES)
- Alirio Cardoso dos Santos (F.R. Guaritá, de Itaperuna, RJ)
- Itamar Monteiro (F.R. Divino Mestre, de Muriaé, MG) 

O evento foi organizado com o apoio do então Prefeito Noé Vargas e da Comissão Municipal de Cultura.

                                  ***

Em 1986, um bonjesuense publicava, através do Projeto Folias de Reis, um Cordel intitulado:



Capa de Cordel sobre a Folia de Reis, de autoria do bonjesuense Flávio Fernandes Moreira, o Poeta. Imagem: http://cibertecadecordel.com.br/pop_up.html?foto=arquivos/capas/5118.jpg
                                                           




POESIA EM VERSO COM A ORIGEM DO REIZADO (4)


Autor: Flávio Fernandes Moreira, o Poeta

Com inspiração divina
Faço meu verso rimado
Levando ao meu leitor
O presente e o passado

Falando sobre os reis magos
E a origem do Reizado
[...]

Depois de muito viajarem
A estrela foi parando
Por cima de uma cabana
E os magos foram chegando
Com amor e com respeito
Foram se aproximando

[...]

Porque quero aproveitar
Esta mesma ocasião
Pra falar sobre o Reizado
E sobre o mestre fulião
Que é devoto aos três Magos
E cumpre sua missão
[...]

Alguém diz que é fulia
Mas na verdade é jornada
Eles relembram os três Magos
Naquela longa caminhada
Que procuraram e encontraram
A Santa Familia Sagrada
[...]

Vinte e cinco de dezembro
É o início da jornada
Dos três Reis do Oriente
Com a Família Sagrada
Até seis de janeiro
Reza várias embaixadas
[...]

Leitor vou terminar
Essa rima altaneira
Se quiseres mais detalhes
Desta obra verdadeira
Comunique-se com o poeta
Flávio Fernandes Moreira
                              

Contra Capa do Cordel "Poesia em Verso com Origem do Reizado". 



Flávio Fernandes Moreira, o Poeta

     Flavio Fernandes Moreira, conhecido como Poeta, nasceu em Bom Jesus do Itabapoana, sendo que aos 19 anos já morava em Duque de Caxias, e trabalhava como motorista de ônibus.

     Com 15 anos era palhaço de Folia de Reis e, aos poucos, foi se firmando como Mestre. Foi a Folia de Reis que levou Flávio a escrever "quando comecei a brincar de palhaço eu falava muitos livros de outros: Lampião, Antonio Silvino, Zé Pretinho, etc. Depois passei a fazer versos improvisados na hora, depois chegou a um ponto de só falar o que era meu. O passo seguinte foi escrever".(5) Daí nasceu o amor pelo Cordel, o que levou Flávio a escrever e publicar vários títulos, sendo sua produção reconhecida nacionalmente.(6)



Notas e Referências


(1) Departamento Cultural da UERJ conclui Inventário Nacional de Referências Culturais das Folias de Reis fluminenses. Publicações UERJ em Dia, 20 a 26 de junho de 2016: http://www.uerj.br/publicacoes/uerj_emdia/751/



(2) A Folia de Reis em Nossa Cultura: 

(3) A descrição do evento, nome das Folias e ganhadores tem por base matéria publicada no jornal O Norte Fluminense, Ano XXXI, nº 1.295, de 16 de janeiro de 1977Bom Jesus do Itabapoana, RJ.



(4) A obra completa de "Poesia em Verso com a Origem do Reizado", de Flávio Fernandes Moreira, está disponível em: Cordelteca 
http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=cordel&pagfis=54712&pesq=


(5) "O Cordel do Grande Rio", Rio de Janeiro, Secretaria Estadual de Educação e Cultura, Inelivro, 1978, apud Meyer, Marlyse, "Caminhos do Imaginário do Brasil", EDUSP, 2ª ed, 2001.


(3) O nome de Flávio Fernandes aparece em obras como "Retrato do Brasil em Cordel", de Mark J. Curran. Seu nome também é mencionado por outros cordelistas, como é o caso do "A Arte do Cordel" (conhecidos ou amigos / como Flavio Fernandes Moreira):






quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Tarde especial reúne ex-alunos do Colégio Rio Branco

         
Dr. Melhim Namen Chalhub: "Devo ao Ginásio Rio Branco os fundamentos da minha formação acadêmica"



   

    Numa tarde especial e cheia de recordações, Dr. Melhim Namen Chalhub, advogado, residente em Niterói, ex-aluno do Colégio Rio Branco, retornou ao local onde estudou de 1953 a 1957, em companhia da irmã, a Professora e Inspetora escolar, hoje aposentada, Therezinha Namen Chalhub, que fez parte da 1ª turma de professores do Colégio Rio Branco. 
   Os irmãos vieram ao Espaço Cultural Luciano Bastos especialmente para um encontro com o casal dr. Sebastião Freire Rodrigues e Ledyr Nunes da Silva Rodrigues, que também ali estudaram: Dr. Sebastião fez o ginásio e o curso Técnico de Contabilidade, de 1955 a 1961, e Ledyr fez o ginásio e o Curso Normal.
    Recepcionados pelo dr. Gino Martins Borges Bastos, os antigos colegas se reencontraram no último dia 22 de dezembro, quando o Dr. Sebastião Freire Rodrigues comemorou 50 anos de atividades como advogado, em missa na Igreja Matriz.   
       

  "Além de eu estar emocionado por rever minha família em Bom Jesus, estou comovido também por estar de novo no prédio do Colégio, junto com Sebastião", disse Melhim.

   "O Colégio Rio Branco possuía grandes professores, e Sebastião demonstrava desde cedo uma liderança que se desenvolveu durante a sua vida, fazendo dela um importante instrumento para servir a toda a coletividade. Isso o tornou uma pessoa admirada e querida em nosso município", conta Melhim.

     
Dr. Sebastião foi também professor no Colégio Rio Branco: "Tive o privilégio de lecionar para o Curso Técnico em Contabilidade, as matérias eram Direito Usual e Contabilidade."

Dr. Sebastião conta sobre a primeira vez em que viu a esposa:


   "Eu estudava na sala de aula onde hoje está situada a biblioteca do ECLB, próximo à porta de entrada. Antes das aulas terem início, o severo inspetor de disciplina, Rosendo, chegou para nós e disse que duas alunas de Itaperuna iriam começar a estudar na sala e que não queria saber de nenhuma gracinha com elas. Quando a aluna Ledyr atravessou a porta da sala de aula, eu imediatamente pensei: 'Esta é a moreninha da minha vida'. E realmente casei-me com ela, com quem vivo feliz até hoje".


Ledyr e Sebastião: uma linda história de amor que nasceu no Colégio Rio Branco e perdura até hoje




   Sebastião conta que sempre ia à casa de Melhim para estudar: "Eu sempre procurava estudar com Melhim, que era extremamente dedicado aos estudos, e que continuou sendo assim ao longo de sua vida. Tanto assim, que se tornou, hoje, uma das referências nacionais na área jurídica, com vários livros publicados. Recordo-me que, na época dos estudos, às vezes, eu costumava ir à casa de Melhim para jogarmos o 'jogo de botão'. Em certo momento, a mãe de Melhim dizia, com sotaque libanês: 'Melhim, limpa a mesa para servirmos o almoço, mas não deixa o Genarinho - como eu era conhecido - ir embora antes de comer uns quibes'. Confesso que eu ia à casa de Melhim para comer aqueles deliciosos quibes...".
          


Melhim ficou surpreso com o tamanho da sala onde estudou, que hoje dá lugar à sala de cinema do ECLB: "Sempre me pareceu grande. Hoje, ao adentrar nela, contudo, a percebi pequena. Antes, era o olhar do estudante, hoje o do adulto", destacou.


Os irmãos Terezinha Namen Chalhub e Melhim Namen Chalhub



A professora Terezinha Namen Chalhub foi aluna da primeira turma do curso Normal do Colégio Rio Branco.

                                               



Dr. Gino recebe, em nome do ECLB, a doação do Dr. Melhim Namen Chalhub, uma das maiores autoridades em direito imobiliário do país, de dois livros de sua autoria, que passam a fazer parte do acervo da Biblioteca.






O grupo foi saudado no Auditório D. Carmita pela dra. Nisia Campos Kneipp, ex-aluna do Colégio Rio Branco de 1964 a 1970, e também professora. Filha do querido professor de Educação Física, Hildebrando Teixeira, dra. Nísia é presidente do ILA e redatora do jornal A Voz do Povo.

                                                                               


A apresentação do pianista Daniel Galdino e do violinista Cristóvão José da Silva Fernandes, da Escola de Música JEMAJ, encantou os visitantes.  

 
Amigos celebram 50 anos de advocacia do dr. Sebastião Rodrigues: laços de amizade criados no Colégio Rio Branco e levados pela vida afora 



"Foi uma tarde muito agradável com bonitas lembranças desse período!", deixou registrado Ledyr.

Veja a matéria do jornal O Norte Fluminense sobre o encontro em: