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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Alunos do Colégio Batista visitam o ECLB


            Recebemos no último dia 7 de maio no Espaço Cultural Luciano Bastos alunos da 8ª e 9ª série do Ensino Fundamental do Colégio Batista. 
               Acompanhados da Diretora Minervina T. de Oliveira e dos Professores Luis Fernando S. da Silveira e Rozivalda de O. Zanete Cabral, os estudantes puderam conhecer um pouco da história do Colégio Rio Branco e do acervo da imprensa, bem como as salas de exposição do ECLB.


Chegada dos estudantes ao ECLB




Professora Rozivalda de O. Zanete Cabral, Professor Luis Fernando da S. Silva e a Diretora do Colégio Batista Minervina T. de Oliveira. Os dois últimos, ex-alunos do Colégio Rio Branco.



Diretora Minervina T, de Oliveira e alunos durante visita ao ECLB











Professor Luis Fernando e alunos na exposição temporária do IEETF "Pérolas Negras"







quarta-feira, 14 de agosto de 2013

ECLB homenageia o jornalista Esio Bastos em seu centenário de nascimento


O jornalista Esio Martins Bastos estaria completando 100 anos em 2013. Em sua homenagem, o Espaço Cultural Luciano Bastos celebrou o centenário de seu nascimento com a inauguração de banner na Sala destinada à Imprensa de Bom Jesus do Itabapoana, durante o 4º Circuito Arte entre Povos.


















Esio Bastos nasceu em Campos dos Goitacazes, RJ, aos 23 de março de 1913. Primeiro dos cinco filhos do casal Vivaldina e Olívio Bastos, desde cedo começou a trabalhar com o pai na Estrada de Ferro Leopoldina Railway, tendo vindo com a família em 1933, como funcionário da Cia. Ferroviária Itabapoana, em Bom Jesus do Norte.

Casamento de Celia e Esio Bastos, 1935.
Ao lado do casal, os irmãos do noivo,
Luciano e Maria Ruth.


Casou-se com Celia Lopes Bastos em 1935, e teve três filhas: Maria Alexandrina, Maria Célia e Maria Ruth, além de nove netos e 13 bisnetos.

Secretariando a 1ª Diretoria do Centro Popular Pró-Melhoramentos
de Bom Jesus. 1936.

Participou intensamente do desenvolvimento de Bom Jesus, tendo sido um dos fundadores de diversas instituições marcantes de nossa cidade, tais como: Centro Popular Pró-Melhoramentos; Armazéns Gerais do Vale do Itabapoana; Lira Operária Bonjesuense; Caixa de Esmolas. Além disso, foi grande incentivador da criação dos Escoteiros em Bom Jesus.

Com o Senador José Carlos Pereira Pinto, em 1960.

Na política, foi Vereador por três mandatos sucessivos, 1947-51, 1951-55 e 1955-59, no antigo e extinto PSD, Partido Social Democrático – de Amaral Peixoto e Senador José Carlos Pereira Pinto, de Zezé Borges e Cel. Alfredo Portugal. 

Osório Carneiro, Tito Nunes da Silva, Prefeito Gauthier Figueiredo, 
Demerval Bastos Tavares, Governador Roberto Silveira,
Esio Bastos e Pedro Teixeira, em Bom Jesus do Itabapoana, 1960.


Também foi duas vezes candidato a Deputado Estadual, recebendo ampla votação. A Câmara Municipal de Bom Jesus recebeu o seu nome, numa importante homenagem.

Esio Bastos discursando na Academia Bonjesuense de Letras. 1995.


Pertenceu e ajudou a criar a Academia Bonjesuense de Letras. Foi proprietário e fundador da Fábrica de Balas e Doces São Jorge. Foi um dos pioneiros e também dirigente da Associação Comercial de nossa cidade e durante vários anos foi sócio-proprietário da Gráfica Gutemberg, juntamente com seu irmão Luciano Bastos.

Esio na Gráfica Gutemberg, 1995.

Jornalista, fundou o jornal O Norte Fluminense em 25 de dezembro de 1946, utilizando esse importante órgão da imprensa em sua participação ativa de todas as grandes lutas e reivindicações bonjesuenses até o final de sua longa vida.

Faleceu em 2003, aos 90 anos.





Por Paula M. Borges Bastos 

É permitida a reprodução do conteúdo deste blog, desde que citada a fonte e o autor.



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

OS PRIMÓRDIOS DA IMPRENSA EM BOM JESUS

          


      Documentos antigos são uma fonte inesgotável de luz sobre o nosso passado. Para conhecer um pouco mais sobre o início da imprensa em Bom Jesus do Itabapoana, o texto abaixo, do jornal A Voz do Povo, de 04.02.1939, nos dá ricas informações:


IMPRENSA BONJESUENSE

       Quem teria fundado o primeiro jornal nesta terra de Bom Jesus?
          Eis aqui a pergunta que me fizeram, numa roda em que se falava sobre a imprensa local e os periódicos que aqui se publicaram; uns, de curta duração e outros de existência um pouco longa; todos, afinal, luctando tenazmente por se manterem, a despeito do indefectível apoio moral que "tout le monde et son pére” sempre tiveram para dar, (naquelles tempos já se vê) para emprestar e jogar fora...
       Pois o primeiro jornal que veio à luz nesta hoje cidade de Bom Jesus, foi  o “Itabapoana”, dirigido por Sylvio Fontoura, o combativo jornalista d’ “A Notícia”, de Campos, e que, nos presentes dias, velho, alquebrado, ainda possue aquelle humorismo candente que jamais o abandonou nas suas chronicas ferinas que são a delícia dos leitores desalmados, gosadores do desespero alheio, alvo de phraseado irreverente do jornalista.
         Pois é. Sylvio Fontoura foi o que primeiro botou jornal a circular, aos domingos, nesta terra de Bom Jesus. Que prélo, mon Dieu!! Vi-o, mais tarde, quando ainda menino vim para aqui. Digno de museu. Não tinha nenhuma apparencia desse machinismo que então existia noutros logares mais adeantados – a hoje archaica Boston – que na época era coisa formidável à arte que immortalizou Guttemberg.
      Digna de museu a engenhoca do jornal de Sylvio Fontoura! Vejamos os seus característicos: uma táboa grossa, de 1 metro quadrado, qual gaveta rasa, sob outra taboa grossa, móvel por intermédio de dobradiças, dispondo de uma como que alavanca na parte central. Punha-se a página sobre a primeira taboa; colocava-se o papel molhado – molhado, heim?! – sobre a dita página e... zás!: puchava-se a alavanca e após enorme esforço, estava impressa a folha collocada. A impressão, bôa ou má, estava na razão directa da força empregada para mover-se a alavanca.
         Uma coisa louca. E depois a tiragem tinha que ser reduzida, do contrário era um fazer força dia inteiro mais incômmodo do que envergar-se barra de ferro à Roberto Ruhman.
         Isso foi, segundo me contaram, em 1906, mais ou menos.
         Nesse tempo, podia-se contar pelos dedos as casas do arraial. Poucas. Quasi todas – ou todas? – deixando à mostra os seus enormes esteios de braúna, madeira que dura uma eternidade. Pois à frente de algumas dessas casas – vivendas dos habitantes mais conspícuos – reuniam-se os que iam ouvir a leitura do “Itabapoana” do dia, cuja matéria consistia de versos humorísticos, contos ligeiros, anedoctas, piadas de almanack, porque naquelle tempo ainda não havia “motivo” para “chamar-se” a attenção dos poderes competentes”, cogitar-se de melhoramentos locaes, dado que cada morador se contentava com ter limpa a frente da sua casa e a vida corria mansa qual manso lago...
         - Mas, e depois?
         - Ah! depois, bem depois, quando a terra bonjesuense começava a vestir roupagens novas é que surgiu entre outro “Itabapoana”, segunda phase, dirigido pelo grande jornalista Menezes Wanderley, progenitor do meu collega Renato Wanderley.
         Menezes Wanderley fez um “Itabapoana” intelectual e materialmente bem feito e por uns cinco annos circulou nesta Bom Jesus, até que desappareceu com a ida de seu fundador para Friburgo, onde ainda se encontra emprestando o brilho de sua Penna aos jornaes daquella bonita cidade fluminense.
         - E depois?
       - Depois, “seu” Desdedit, appareceu o “Correio Popular", de Pompeu Tostes. Vida curta. Em seguida “O Álbum” redactoriado por Nelson Paixão e R. Wanderley. Quatro números apenas. Após, veio à lume, em terceira phase, o “Itabapoana”, sob a direcção de R. Wanderley. Um anno e tanto de existência.
         Pausa prolongada, até surgir “O Norte”, jornal bem feito, sob a direcção do Rvmo. Padre Mello, penna brilhantíssima. Foi pena: durou pouco.
        Grande pausa. Surgiu a seguir “Bom Jesus-Jornal”, sob a direcção de Osório Carneiro, tendo como redactores Octacilio Aquino, Renato Wanderley, Willis Cunha e gerência de José Tarouquella. Pouco mais de anno e sumiu-se.
         Depois tivemos “O Momento”, que num momento virou sorvete.
         - E depois?
         - Ah! depois veio “A Voz do Povo”, em formato esquimau; com novo alento cresceu mais e hoje está com este grande formato e uma tiragem de 2.500 exemplares. Dirigido com segurança por Osório Carneiro; sob a gerência do baluarte José Maria Garcia; neste jornal escrevem com assiduidade todos aquelles que já se habituaram às lides da imprensa: Rvdmo. Padre Mello, Octacilio Aquino, Renato Wanderley e Romeu Couto. Houve também época brilhante com José Côrtes Coutinho e Napoleão Teixeira, o primeiro actualmente advogando e exercendo o magistério em Friburgo e o segundo hoje tenente-médico do Exército.
         - E depois?
       - Não há mais depois. “A Voz do Povo”, aqui está e estará até a consummação dos séculos.
         - Amém.
                                                                           J. João



Jornal A Voz do Povo, Anno VI, n. 265, 04/02/1939. Acervo ECLB.




segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

TURMA DA UNATI VISITA O ECLB: PESQUISA SOBRE COMUNICAÇÃO

                           
O Espaço Cultural Luciano Bastos recebeu no mês de novembro  a visita de uma turma da UNATI (Universidade Aberta da Terceira Idade), do Instituto Federal Fluminense, campus  Bom Jesus.


Acompanhados de uma das Coordenadoras do Projeto, Nilta  Leal, os alunos Arlene Moraes Thieubaut, Cirilo Barros Alves, Daura Baptista da Silva, José Carlos de Melo Thiebaut, Julinda Maria de Azevedo Kelly, Maria da Penha Magalhães de Oliveira, Noermando Delbons de Souza, Solange Serpa Kelly Santiago, Yvone da Rocha Ramos e Zely dos Santos de Melo, percorreram  o Espaço, tendo como objetivo realizar um trabalho de pesquisa sobre Comunicação, sob orientação da Professora Maria de Lourdes Borges.
Dentre os objetos do acervo pesquisados no setor Imprensa, estão os jornais antigos, sobressaindo-se o primeiro jornal de nossa cidade – ITABAPOANA  - com 106 (cento e seis) anos, telefones de várias épocas, bem como máquinas de impressão antigas do jornal Norte Fluminense, com destaque para a Impressora Alauzet, francesa, do século XIX.
Parabéns aos idealizadores do Projeto e aos alunos que fizeram tão importante trabalho de pesquisa!
O trabalho realizado, que reproduzimos abaixo, foi apresentado no campus  Bom Jesus e nos ajuda a compreender um pouco da evolução da Comunicação ao longo em nosso Município.





Comunicação 
Desde os primórdios da humanidade a comunicação faz parte da vida das pessoas.
Nossa equipe se empenhou muito para que o trabalho sobre a comunicação em nosso município abrangesse o maior número de informações de forma clara e objetiva. Fizemos reuniões, pesquisas, entrevistas, visitas a locais importantes para nossa história, ouvimos depoimentos, etc.
(...)Bom Jesus do Itabapoana tem muitas histórias interessantes sobre meios de comunicação para nos contar. Vamos conhecer algumas delas. 
Correios
No início nossa região era coberta pela Mata Atlântica e era habitada pelos Índios Coroados da Aldeia Camapuan fundada pelo padre José de Anchieta. Em 1860 juntaram-se aos Coroados os índios Puris, fundando várias aldeolas. Para se comunicar, os índios usavam sinais de fumaça, toque de tambor, imitavam os cantos dos pássaros.
Com o passar dos anos começaram a chegar de Minas Gerais posseiros em busca de terras férteis. Usava-se os mensageiros, pessoas que viajavam a pé ou a cavalo, para levar recados e mensagens.
Em 25 de dezembro de 1890 foi instalado o município de Itabapoana com a denominação de Vila do Itabapoana. 
Bom Jesus teve uma vida autônoma de apenas um ano cinco meses e quinze dias, tendo sido anexado a Itaperuna em 8 de maio de 1892. Provavelmente tal notícia só chegaria a Bom Jesus pelo Correio, que devia ser pouco frequente, visto que 20 anos depois, ainda se recebia correspondência somente duas vezes por semana, mesmo assim transportada de Boa Vista (hoje Apiacá) por um estafeta¹ em lombo de burro para a agência local dos Correios.

Estafeta “Entrega de correspondência a cavalo”; evoluiu depois para “portador de despacho e encomendas”.

Hoje os correios possuem o sistema de automação para triagem de objetos postais que veio poupar tempo para o cliente e para os correios simplificando rotinas e diminuindo erros operacionais, sendo as correspondências entregues por carteiros. Alguns serviços prestados pelos correios:
· Banco Postal (que presta serviços bancários básicos à população);
· Sedex (serviço de encomendas expressas que veio garantir a entrega com mais rapidez);
· Telegrama (mensagem transmitida por sinalização elétrica ou radioelétrico a ser convertida em comunicação escrita para entrega ao destinatário pelos carteiros);
Produtos e serviços de conveniência:
Achados e perdidos; Caixas para embalagem; Declaração anual de isento; Declaração de imposto de renda; Envelopes; Emissão de CPF; Recebimento de contas; Serviços bancários, etc.

A primeira correspondência oficial do país foi a carta de Pero Vaz de Caminha, enviada a D. Manoel, Rei de Portugal, relatando a descoberta.
O início oficial da história do correio brasileiro remonta a 25 de Janeiro de 1663. Até 1931 Correios e Telégrafos eram duas repartições públicas distintas, quando se fundiram em apenas uma, surgindo assim o DCT, Departamento de Correios e Telégrafos.
Em 1969 iniciou-se o processo de desenvolvimento do Serviço Postal Brasileiro com a criação, em 20 de março, da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Comunicação Escrita
Em 1906 fundou-se em Bom Jesus o primeiro jornal, o “Itabapoana”, tendo como diretor Sylvio Fontora, que circulou de 1º de agosto de 1906 a 29 de dezembro de 1907. Dele publicaram-se nesse período 51 números, com notável pontualidade, embora sua impressão muitas vezes não assegurasse absoluta nitidez, pois era feito manualmente em equipamento improvisado. Tipógrafo e impressor Joaquim Ouropretano Mineiro do Brasil.
O “Itabapoana” ressurgiu em sua segunda fase em 15 de julho de 1911, já bastante melhorado intelectual e materialmente, sob a direção do poeta e prosador Menezes Wanderley, cessou a publicação desse período em 1916, tendo produzido a apreciável quantidade de cerca de 300 números. Meses depois em 5 de novembro de 1916 apareceu o “Correio Popular”, tendo como redator Jerônimo Tavares, que circulou apenas até 1917. Em 1918 voltou a circular o “Itabapoana” em sua 3ª fase sob a orientação do jornalista Renato Wanderley que teve curta duração.
Não há notícia de nenhum outro jornal editado em Bom Jesus até 21 de dezembro de 1924, quando surgiu o periódico “Nossa Terra”, sob a direção de Antonio da Costa Freitas, mas foi inferior aos seus antecessores.
Em 1º de janeiro de 1925 iniciou sua publicação “A Cidade”, periódico dirigido por José Ferreira Rabelo.
Ainda em 1925 começou a circular em 23 de maio o jornal “A Paróchia”, dirigido pelo próprio Padre Mello e no ano seguinte “O Liberal”, por iniciativa de Antonio da Costa Freitas, tendo como redatores Octacílio Ramalho e César Ferolla. Mas a capacidade dos bonjesuenses de fazerem jornais não pararam por aí, pois logo em 19 de março de 1928 apareceu na praça “O Norte”, cujo diretor proprietário era também o Padre Mello. Enquanto isso, como se encerrando com chave de ouro esse extraordinário ciclo jornalístico, ainda em 1928 surgiu o “Bom Jesus – Jornal”, por iniciativa do dinâmico e talentoso Osório Carneiro, que acabou se tornando a maior figura da imprensa bonjesuense, muito embora seu primeiro jornal tenha sobrevivido apenas até 15 de agosto do mesmo ano.
Mas finalmente, em 6 de setembro de 1930 iria iniciar-se a primeira fase da sua “A Voz do Povo”, que durou apenas 1 ano, quando veio à luz “O Momento”, também dirigido por Osório Carneiro, tendo já como redator Otacílio de Aquino.
É justo lembrar que existiram em Bom Jesus alguns pequenos jornais, em geral humorísticos e de vida mais ou menos efêmera, como “O Vagalume”, “O Cisne”, “O Clarim”, “O Álbum”, “O Sport” e “Rio Branco”, dos alunos do respectivo colégio e talvez ainda outros que circularam e deixaram de circular em diversas épocas.


1930 – Iniciou a primeira fase do jornal “A Voz do Povo”, que durou apenas um ano, quando veio à luz outro jornal “O Momento”, dirigido pelo mesmo Osório, tendo como redator o Sr. Otacílio de Aquino. 28

1933 – Reapareceu o “A Voz do Povo”, com toda força para não mais desaparecer, que por sinal está comemorando seus 80 anos com grande júbilo. Tendo à sua frente, como diretora e redatora-chefe, a jornalista Drª Nísia Campos, há mais de 30 anos.    



Equipe de “A Voz do Povo”, agosto de 1939.
Em primeiro plano da direita para a esquerda, José Maria Garcia, José Tarouquella, Renato Wanderley, Osório Carneiro, Padre Mello, Octacílio de Aquino e Romeu Couto.
Em segundo plano, Dalton Tarouquella, “Dico”, Neiva, Ernani Tarouquella, Onofre, “Totinho”, Helio Garcia e Elvio Tarouquella. 


1946 – “O Norte Fluminense”, jornal fundado pelo Sr. Esio Bastos, perpetuado por seus familiares. Dr. Luciano Bastos conduziu esse jornal por 7 anos, até seu falecimento em 2011.

Curiosidade: hoje a redação e direção de “O Norte Fluminense” é comandada pelo filhos do Dr. Luciano, tendo como grande colaborador o Sr. João Batista Assad, o popular “Andorinha”.

Em 5 de agosto de 1933 reapareceu o jornal “A Voz do Povo” em sua fase atual, seguido pelo “Norte Fluminense” cuja publicação se iniciou em 25 de dezembro de 1946, fundado por Esio Bastos, que exerceu sua direção e redação por cerca de 57 anos ininterruptamente até 2003. Seu irmão Luciano Bastos, que sempre o acompanhou desde o início em sua luta substituiu-o por mais 7 anos até seu falecimento em 2011. Sua publicação constituiu até hoje, uma das melhores do interior do Brasil, justo motivo de orgulho bonjesuense.

Comunicação Sonora

Por volta de 1945 surgiu em Bom Jesus do Itabapoana um serviço de autofalante na Praça Governador Portela. Seu fundador era Geraldo Garcia de Campos tendo como locutores Joelson Poubel e Freire Júnior, este último conhecido como “Garoto”.

Com a extinção do Serviço de Autofalante, surgiu a 1ª rádio em Bom Jesus, inaugurada em 1956 de propriedade do senhor Carlos Rodrigues da Silva, que por ser albino, era conhecido pela população como “Negativo”.


A inauguração da Rádio Cultura ZYP 31 contou com a presença de pessoas ilustres, tais como o vice-governador do Estado do Rio de Janeiro, mais tarde governador, o bonjesuense Roberto Silveira. Do Monte Calvário ele acionou a chave que ligava os transmissores. A rádio permaneceu em funcionamento até 1960.

Auditório da Rádio Bom Jesus
Foto do acervo pessoal de Paulo Rodrigues Silveira

Ainda na década de 50 quando do evento "Concurso de Calouros Infantis", comandado por Freire Júnior, o "Garoto", locutor da rádio (camisa manga longa branca e gravata).
Neumar Silveira, eleita Rainha da Rádio Bom Jesus, coloca a faixa na princesa.

Em 1983 ressurge a nossa rádio, com nome “Rádio B. Jesus AM”, tendo como proprietários José Antônio de Almeida Rangel, Carlos Borges Garcia, José Cabral de Melo, Fabiano Roberto Xavier e Edelyr Pereira Campos. Este grupo permaneceu até 2007.
Agora com novos proprietários, os senhores Enaldo Vieira Barreto e Mauro José da Silva, mudaram o local da emissora em 17 de julho de 2007 para a Rua Tenente José Teixeira, onde permanece até hoje.
Também temos um outro meio de comunicação em Bom Jesus, a TV Câmara, que transmite as reuniões dos vereadores para que a comunidade tome conhecimento dos seus trabalhos.

Telefone
O surgimento desta nova técnica de comunicação se deu no século XIX e contribuiu para encurtar distâncias, suplantando o papel que anteriormente era exercido pelo telégrafo. Este objeto que fascinou o mundo, no final do século XIX e hoje parece tão familiar, é o resultado de muitos esforços e invenções para conseguir que a voz humana fosse transmitida através de longas distâncias.
Em 1876, Alexander Graham Bell conegue finalizar sua invenção, realizando a primeira ligação interurbana do mundo, uma ligação de 25 quilômetros.


Fazenda das Areias, em Pirapetinga, único local que recebia a ligação do primeiro telefone de Bom Jesus, instalado no Bar Central, de Manoel Belido, na Praça Gov. Portela.

Na cidade de Bom Jesus do Itabapoana, o primeiro telefone foi instalado no Bar Central do Manoel Belido, que só “falava” para Pirapetinga, na Fazenda de Chichico das Areias no início do século XX. Este telefone precisava dar corda para que funcionasse.
Com o passar do tempo instalou-se, na residência de Dona Alice Borges de Castro, uma cabine telefônica na sala da casa. Dona Alice nesta época assinou apólices relacionadas à instalação do telefone, o que lhe deu direito a participar de um sorteio no qual ela foi premiada. Segundo sua sobrinha Terezinha, hoje este prêmio em dinheiro, seria equivalente a quinhentos mil reais. Depois deste acontecimento, Dona Alice passou o telefone para sua irmã Inah Borges.
Depois a cabine foi instalada em uma sala pertencente ao senhor Tebeth Curi, na rua XV de Novembro, ainda sob os cuidados de Dona Inah Borges. Logo depois instalou-se no mesmo local uma mesa telefônica para maior comunicação.
Quando alguém de fora ligava, um mensageiro ia avisar à pessoa chamada o horário que deveria estar no posto telefônico para atendê-la.
Segundo artigo do jornal “O Norte Fluminense” de 8 de Janeiro de 1950 (Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos), concluiu-se que os telefones urbanos só chegaram a Bom Jesus após esta data.
Após algum tempo, houve a ampliação dos telefones com a instalação de duzentos aparelhos em Bom Jesus, sendo que o posto continuou sendo utilizado por algum tempo.
O posto telefônico, depois de Dona Inah, ficou sob responsabilidade do Senhor Nilson Tinoco de Rezende e de sua esposa, Dona Glorinha, no Hotel Central. A seguir passou para o Senhor Adelipton, que por sua vez deixou com seu filho, Tinoco, até 2001, na rua Buarque de Nazareth.
A facilidade de acesso da população aos telefones fixos e públicos (o velho “orelhão”), o posto telefônico tornou-se desnecessário.
Hoje com o avanço da tecnologia e com a necessidade de rapidez para comunicação, o telefone celular atualmente é mais popular que o próprio telefone fixo. No Brasil, por exemplo, existem mais linhas ativas de celular do que a própria população.
Resgatar a história do telefone é trazer à luz um experimento que ultrapassou um século, conseguindo se renovar de acordo com as necessidades dos indivíduos.

Equipe

Nosso agradecimento aos colegas pela atenção, ao nosso colaborador Rodrigo, à UNATI pela oportunidade de crescimento cultural através desta pesquisa e ao maior entrosamento entre os colegas de equipe.

·     Arlene Moraes Thiebaut
·     Cirilo Barros Alves
·     Daura Baptista da Silva
·     José Carlos de Melo Thiebaut
·     Julinda Maria de Azevedo Kelly
·     Maria da Penha Magalhães de Oliveira
·     Noermando Delbons de Souza
·     Solange Serpa Kelly Santiago
·     Yvone da Rocha Ramos
·     Zely dos Santos de Melo


Referências Bibliográficas

· “Bom Jesus nas folhas do Itabapoana em 1906” – Luciano Augusto Bastos.
·  “70” Crônicas Escolhidas” – Romeu Couto.
· “Páginas Memoráveis de Bom Jesus do Itabapoana “ – Antonio Dutra.
· “No despertar de nossas origens” – Maria Cassia de Moraes Soares.
·    Pesquisas em vários sites da internet.
·    Espaço Cultural Luciano Augusto Bastos.
·    O Norte Fluminense – Jornal
·    A Voz do Povo – Jornal
·    Rádio Bom Jesus




sábado, 8 de dezembro de 2012

BOM JESUS DO ITABAPOANA NO MAPA DE CULTURA RJ

A Secretaria de Estado de Cultura divulgou o Mapa de Cultura do Rio de Janeiro. É claro que Bom Jesus do Itabapoana faz parte desse mapa, mostrando um pouco da cultura e história dessa gente fluminense, através de seus distritos, suas tradições e prédios históricos.

http://mapadecultura.rj.gov.br/search/?municipio=bom-jesus-do-itabapoana&cat=&s= 

O Espaço Cultural Luciano Bastos se orgulha de contribuir para a preservação da cultura e história regional, integrando o Mapa da Cultura do Estado.

http://mapadecultura.rj.gov.br/bom-jesus-do-itabapoana/espaco-cultural-luciano-bastos/ 
 
 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O carnaval há 65 anos atrás

Como era o carnaval em Bom Jesus há 65 anos atrás?

O Jornal O Norte Fluminense de 16 de fevereiro de 1947 nos conta um pouco dessa história...