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segunda-feira, 1 de abril de 2019

Turma de Pós-Graduação em História do Brasil da FSJ tem aula no ECLB

         No dia 30 de março, a professora Elaine Borges realizou oficina sobre História Local com seus alunos da Pós-Graduação Lato Sensu em História do Brasil, (Fundação São José - Itaperuna), no ECLB.

        Dentre as atividades desenvolvidas, os pós-graduandos visitaram as salas de exposição permanente, com especial atenção à Sala da Imprensa, que apresenta antigo maquinário de impressão gráfica e jornais publicados ao longo do século XX em Bom Jesus do Itabapoana.

    
      O ECLB possui diversos documentos que servem como fonte para pesquisa histórica, dentre os quais se destacam os periódicos locais. É possível conferir os títulos e numeração existentes no acervo em:









Professora Elaine, que é ex-aluna do Colégio Rio Branco, registrou momento de lembrança em uma das salas de exposição que relembra o antigo educandário

domingo, 23 de agosto de 2015

Museólogas da Superintendência de Museus do Rio de Janeiro visitam ECLB

   
      O Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB) recebeu no dia 19 de agosto a visita das museólogas Éricka Madeira de Souza e Laura Ghelman, que atuam  na Coordenação de Museologia da Superintendência de Museus, da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro.

     Após conhecerem as salas de exposição e reserva técnica, bem como o acervo existente e sua organização interna, as museólogas fizeram uma apresentação e orientação acerca do funcionamento da Rede Web de Museus à equipe do ECLB.

      A Rede Web de Museus é um sistema de gerenciamento de acervo museológico (SISGAM), totalmente on line, que a Secretaria de Cultura do Estado está disponibilizando gratuitamente, através de um plano de adesão, para instituições museológicas públicas e privadas do estado do Rio de Janeiro.

      O ECLB está se preparando para, em breve, participar da Base SISGAM. Com isso será possível ao público consultar on line informações sobre o acervo de nossa instituição.

Laura Ghelman, Paula Bastos e Éricka Madeira na sala de exposição sobre o Colégio Rio Branco



quinta-feira, 30 de julho de 2015

ECLB participa da Comissão Consultiva do Sistema de Museus-RJ

Na quarta-feira passada, dia 22 de julho, ocorreu a reunião da Comissão Consultiva do Sistema de Museus - RJ na sede da Secretaria Estadual de Cultura-RJ, no Rio de Janeiro.

Mariana Várzea, Superintendente de Museus -RJ dando as boas vindas aos presentes

Durante a reunião, os presentes apresentaram um pouco dos aspectos histórico-culturais de seus municípios e regiões, e como as instituições museológicas existentes ou em processo de criação interagem com a comunidade.

Pensar o território fluminense em sua riqueza e diversidade histórico-cultural: esse foi o fio condutor que permeou a fala de todos os presentes, e que com certeza norteará os trabalhos desenvolvidos pela Comissão.



A Comissão tem por objetivo propor diretrizes e metas para o Sistema de Museus do Estado do Rio de Janeiro (SIM-RJ). 

Representam o noroeste fluminense:
- Titular: Paula Aparecida Martins Borges Bastos (Espaço Cultural Luciano Bastos - Bom Jesus do Itabapoana)
- Suplente: Carlos Eduardo Fingolo Tostes (Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Miracema).






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       O Sistema Estadual de Museus realizou um mapeamento no estado entre 2009-2013, detectando cerca de 280 iniciativas museológicas entre os 92 municípios fluminenses.

Confira os membros da Comissão Consultiva do SIMS-RJ (Resolução SEC nº. 607 de 21/07/2015);

Membros natos:
Secretária de Cultura: Eva Doris Rosental
Superintendente de Museus: Mariana Pereira Nunes Várzea
Assessor-Chefe do Sistema Estadual de Museus: Lucienne Figueiredo dos Santos
Membros representantes:
Conselho Regional de Museologia: Marcia Bibiani
Associação Brasileira de Museologia: Antonio Carlos Pinto Vieira
Escola de Museologia da Uni-Rio: Elizabete de Castro Mendonça
Gerência de Museus da Secretaria Municipal de Cultura do RJ: Heloisa Helena Queiroz
Regionais:
Noroeste fluminense: Paula Aparecida Martins Borges Bastos (titular); Carlos Eduardo Fingolo Tostes (suplente)
Norte fluminense: Carlos Roberto Bastos Freitas (titular); André Luiz Rodrigues Pinto (suplente)
Serrana: Joanna Helena da Silva (titular); Ana Carolina Maciel Vieira (suplente)
Centro-Sul: Vera Alves Pereira (titular); Aline Bougleux Torres (suplente)
Médio-Paraíba: José Roberto Pereira da Silva (titular); Guilherme Rodrigues (suplente)
Costa Verde: Cristina Maseda (titular); Jefferson Affonso Soares (suplente)
Baixada Litorânea: Cosme dos Santos (titular); Moacir Gomes (suplente)
Metropolitana: Rodrigo Rangel Lúcio (titular); Rita Santos (suplente); Paulo Pedro da Silva (suplente) 



Confira mais na página do facebook do Sistema Estadual de Museus:







sábado, 8 de dezembro de 2012

BOM JESUS DO ITABAPOANA NO MAPA DE CULTURA RJ

A Secretaria de Estado de Cultura divulgou o Mapa de Cultura do Rio de Janeiro. É claro que Bom Jesus do Itabapoana faz parte desse mapa, mostrando um pouco da cultura e história dessa gente fluminense, através de seus distritos, suas tradições e prédios históricos.

http://mapadecultura.rj.gov.br/search/?municipio=bom-jesus-do-itabapoana&cat=&s= 

O Espaço Cultural Luciano Bastos se orgulha de contribuir para a preservação da cultura e história regional, integrando o Mapa da Cultura do Estado.

http://mapadecultura.rj.gov.br/bom-jesus-do-itabapoana/espaco-cultural-luciano-bastos/ 
 
 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

PADRE ANTONIO FRANCISCO DE MELLO, O PADRE MELLO



                                                                      (atualizado em 19/04/2020)

Antonio Francisco de Mello nasceu na Ilha de São Miguel, no arquipélago português dos Açores, em 27 de abril de 1863.

A respeito da data e local de nascimento de Padre Mello, pesquisa realizada por Antonio Soares Borges indica seu registro de batismo na Igreja de Nossa Senhora da Anunciação: Antonio, filho de Marianno de Mello e Roza Maria de Pimentel, nasceu às 3 horas da manhã do dia 27 de abril de 1863, em Achada Grande, Concelho da Vila do Nordeste.



No ano de 1885 foi ordenado sacerdote católico, tendo vindo para o Brasil no mesmo ano.

Após passar um período em Sapucaia, foi transferido para Bom Jesus do Itabapoana no ano de 1899, chegando a essas terras acompanhado da irmã, Dona Maria Júlia de Mello (Dona Mariquinha) e de uma senhora portuguesa chamada Dona Cândida.

Sobre a chegada de Padre Mello a Bom Jesus, há interessante artigo de Osório Carneiro, publicado em O Norte Fluminense, em 23 de abril de 1972, e que reproduzimos a seguir:

UM NOME INESQUECÍVEL
Como chegou a Bom Jesus o saudoso Padre Mello

    A esta altura já não há quem ignore que o saudoso Padre Antonio Francisco de Mello era natural da Ilha de São Miguel, em Portugal, onde nascera no dia 27 de abril de 1862. Vivo pudesse estar, contaria agora, 110 anos de idade. Não dispomos de nenhum elemento, infelizmente, que possa comprovar a data certa de sua chegada ao Brasil. Sabemos, no entanto, que chegado ao nosso país, a primeira paróquia que lhe coube dirigir foi a de Sapucaia, município fluminense, onde serviu por vários anos, sendo dali, posteriormente, transferido para Bom Jesus do Itabapoana, aqui chegando precisamente no dia 18 de Junho de 1899, quando se processava, por sinal, um pleito eleitoral, achado-se bastante movimentado o antigo povoado.
      Há uma particularidade interessante, no entanto, que muita gente ignora. A viagem do virtuoso sacerdote não se processou diretamente. Veio ele por trem da Leopoldina até Ponte do Itabapoana, onde baldeou para um outro trem da nossa antiga estradinha de ferro, já extinta, vindo a desembarcar na estação de Boa Vista, hoje Apiacá, que era o ponto final da linha, onde não havia casa de hospedagem, ali pernoitando por gentileza, na residência do sr. Francisco Turco, comerciante no povoado. Mas não se achava só, o Padre Mello. Duas senhoras, também de nacionalidade portugueza, o acompanhavam na sua viagem. Uma era a sua irmã, d. Mariquinha Mello, e outra d. Cândida, que vieram juntos da ilha de São Miguel no mesmo transatlântico, sem que existisse essa senhora e os dois irmãos qualquer grau de parentesco. Eram apenas, em sua pátria de origem, vizinhos e bons amigos, muito unidos, formando por assim dizer, uma só família cristã.
       E assim é que, após haver dispensado todas as atenções aos seus distintos hóspedes, de maneira acolhedora, no dia seguinte, 18 de Junho de 1899, o sr. Francisco Turco os conduziu pessoalmente até Bom Jesus, de montaria, visto não haver, na época, nenhum outro meio de condução. Desde então o Padre Mello assumiu a condução espiritual de sua nova paróquia, onde serviu perto de meio século, nela permanecendo, como verdadeiro pastor de almas, até a sua morte, verificada a 13 de Agosto de 1947. A população, no entanto, jamais o esquecerá. Seu nome se acha, para sempre, ligado à história de nossa terra. A cada ano que passa mais a sua memória se agiganta na alma do povo, passando, assim de geração em geração.


Padre Mello foi vigário da Paróquia de Bom Jesus por 48 anos, tendo falecido em 13.08.1947, justamente durante os festejos que ajudou a instituir no município, e que deram origem à Festa de Agosto.


A Festa em louvor do Divino Espírito Santo era tradição na Ilha de São Miguel, e acabou sendo incorporada à tradição do município de Bom Jesus, no período de 13 a 15 de agosto.


Considerado por todos uma das figuras mais ilustres de nossa terra, Padre Mello não se limitou a sua atuação religiosa. Nas palavras de Luciano Bastos, em artigo intitulado "Bom Jesus, sua administração e Padre Mello", publicado em O Norte Fluminense, Padre Mello "teve papel importantíssimo no desenvolvimento da nossa terra, não apenas no setor religioso, mas no educacional, administrativo, social e em nossa emancipação política".



 Carta manuscrita escrita por Padre Mello no ano de 1941
destinada à Diretora do então Ginásio Rio Branco
Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos


Poeta e jornalista, Padre Mello foi o autor do Hino do Colégio Rio Branco, compondo Música e Letra.

Seus poemas refletem o interesse que teve em vida por diversos e variados temas. Aos temas religiosos, somam-se diversos outros que ajudam a compor uma parte da história de Bom Jesus na primeira metade do século XX.

A seguir alguns de seus poemas:

CARROS DE BOIS

Por caminhos da roça tortuosos
estreitos e cavados, vão passando
velhos carros de bois, estes cantando,
aqueles em gemidos lamentosos.

Mas sendo iguais e todos preciosos
os frutos da terra vão levando,
e se o destino igual os vai guiando,
por que vão cantando e outros chorosos?

Que diga o coração da humana raça
quão variadamente ele palpita
se é varia a onda que por ele passa.

De dores e de alegrias no transporte,
tal como carro, canta chora, grita,
conforme o aperto dos cocões da sorte.

***

CONTRASTE

                            A um sino que serviu nas senzalas adquirido há
                           tempos pela Liga Católica de Itaperuna

Quão diferente tua voz agora
Que tão suave ao coração nos fala
daquela que bem junto da senzala
às gerações servís falava outrora!

Ao pobre escravo ias dizer: Lá fora
uma enxada te espera: entre na ala!
E no entretanto pelos vãos da sala
não penetrava ainda a luz da aurora.

Hoje porém é outro o teu ofício:
ou nos congregas em união fraterna
ou nos chamas ao Santo Sacrifício.

E sempre a despertar, meu velho sino,
não os escravos da servil taberna
mas os escravos do Amor Divino

***

MORRER SONHANDO

Cedo, bem cedo, perderei a vida
Planta ferida no mimoso pé.
Teu desengano perecer me ordena,
Na idade plena de esperança e fé.

Porém a morte me é suave e doce
Como se fosse uma ilusão de amor;
Embora eu sinta que uma luz se apaga
Outra se afaga de eternal fulgor.

Morrer sonhando! Como é doce a morte!
Que vale a sorte que esta vida tem?!
A vida é sempre uma fugaz mentira,
A morte aspira a realidade além.

Morre este corpo de servil matéria.
Baixa à miséria do funéreo pó,
Porém minha alma sempre viva sonha
Vida risonha; não mereço dó.

Beijo-te a mão que me assassina e creio
Que ela me veio libertar ao fim.
Morrer sonhando é despertar na glória;
Eis a vitória. Morrerei assim.

***

O RELÓGIO DA TORRE

Já luz de noite o relógio
já o relógio tem luz,
já sabe a quantos se deita
o povo de Bom Jesus

Mas por que andava de noite
a torre na escuridão?
mil razões a gente dava
e ninguém dava razão.

Até se disse: "De certo
economia de luz".
Mas luz é que não faltava
nos fios de Bom Jesus.

A razão, razão suprema
com que ninguém atinou
foi que do cofre da Igreja
o dinheiro se ausentou.

(poema publicado em 1932, no jornal "O Momento")



***

Sobre Padre Mello, escreveu Delton de Mattos em artigo publicado no jornal O Norte Fluminense, em 25.12.1949


Padre Mello 


 Por Delton de Mattos

Estava esperando alguns vagares para escrever estas linhas sobre o Padre Mello, o grande bonjesuista (neologismo octaciliano), um dos maiores, talvez o de espírito melhormente malhado pela vida, na dedicação ao pensamento e ao trabalho, na sinceridade do ideal, e no intransigente sacerdócio dentro e fora da igreja. Já envelhecia comigo o documentário emprestado de Romeu Couto, que acabo agora de copiar. Enfim, que pode a gente fazer aos compromissos, quando cada vez aumenta, nos dias nervosos, o elemento relação, como diria o velho Einstein. 
Mas foi até bom esse retardamento, pois Bom Jesus anda evoluindo muito, e qualquer coisa que se diga no ambiente de hoje, tem efeito mais sensível. E desta cidade-cérebro a gente anda esquecido de escrever o que não toca ao proveito geral.

Lembro-me bem do que dizia o Padre Mello, de tão nobres que a mim criança me pareciam suas palavras. Nobres e profundas, com um quê de singeleza ligeiramente áspera, escondendo à furto, na boa pronúncia portuguesa, a nitidez das ideias e o pensamento oportuno, com uma invejável saúde de espírito. A princípio eu não podia penetrar no seu grande mundo interior, que eu nada entendia de coisa alguma. Depois passei a achar que um Padre Mello devia dizer coisas mais sábias e finalmente comecei a não querer falar e nem pensar no que ele dizia. Apenas ficava deslumbrado com sua facilidade de penetração, com seu verbo à flor dos lábios, e a universalidade de sua cultura. E aquelas historietas lusitanas que ele me contava, tão simples e insignificantes no começo, tornaram-se para mim de um delicioso sabor literário.

Mais tarde, os bucólicos portugueses completaram no meu espírito os quadros campestres que ele traçara, e que eu não conseguira assimilar em criança. Reconheci-os todos, que eram verdadeiros e reais. Um menino indo ao colégio montado num cão, a colheita das uvas e a caneca do vinho com pão de forno, a canção da moça que chorava o pássaro ferido, ou a tristeza do pastor apaixonado... Historietas que me transmitiam sentimentos iguais aos de Menina e Moça e Cristal. Eram as emoções evoluídas e simplificadas de Bernardin Ribeiro e Cristóvão Falcão...

Houve um tempo em que almoçávamos juntos no Hotel Bom Jesus; foi quase no fim. Eu encolhia-me diante de sua incomparável mocidade de espírito. Às vezes ensinava-me português, tão minuciosamente, como no caso do til. Às vezes se tornava humorista, fazia quadras explorando o ridículo, e dizia que eram dos velhos tempos de Universidade. Muito raramente ficava em silencio, e punha-se então a balançar a cabeça de modo afirmativo, mordendo os lábios para conter as frases. 

Padre Mello foi contemporâneo de Antero de Quental, lá na ilha. Ele costumava dizer que divergiam muito, mas eram amigos. Antero era meditativo, triste, ensimesmado. Padre Mello era alegre e jovial. Quando Antero voltou de Coimbra, já predestinado à angustia de pensar que o matara depois, Padre Mello se preparava para deixar S. Miguel, sem saber que carreira seguiria na famosa Universidade. O inquieto autor das Odes Modernas gostava de passar a noite a vagar pelas colinas mornas, fitando um céu muito baixo, e fazendo versos. 

Padre Mello saía da ilha para nunca mais rever o filósofo. Ele tinha nessa época muitas ilusões, que os primeiros contatos com o mundo civilizado da Europa destruíram completamente, conduzindo-o ao convento. Nascera com uma alma robusta, o bastante para não desafiar a vida brutal, diferente da que ele sonhava, mas o bastante também para não obriga-lo a fugir de si mesmo, do ideal artístico, das tendências literárias.  A ilha de S. Miguel apresentava uma paisagem que oprimia, como retrata D. Carolina Michaelis falando de Antero, com “montes vulcânicos de formação monótona demasiadas vezes envolvidos num tênue véu de vapor quente que, tornando baixa a abóboda do céu, e pesada a atmosfera, lhe entristecia a alma, ardente de sol já quando criança”. Um espírito como o do Padre Mello não poderia viver numa natureza assim, amante, mas incerta e restrita. Daí a saída para o Brasil, e para Bom Jesus, que identificou-se muito bem com ele. O tanto que ele amava Bom Jesus, o tanto que nós sabemos, nunca fe-lo esquecer a ilha distante, a Coimbra alegre.

Com esses relatos ligeiros podemos fazer uma ideia das causas de suas emoções literárias e cientificas, sempre tão jovens. Sua obra nunca teve o objetivo de ir além da cidade. Era como se um pouco do espírito da cidade, que ia fazendo bases proporcionais ao crescimento dela. Bases sólidas como as das casas anciãs, que hoje podem ser aproveitadas para grandes edifícios. 

Padre Mello é uma tradição de trabalho e pensamento. O que ele realizou em Bom Jesus representa um patrimônio espiritual considerável, alicerce de dias futuros. 

Quando empregamos todas as nossas energias a clamar por educação, a pedir ensino para todos os bonjesuenses, pondo o passado tranquilo em relação com o presente agitado e o futuro incerto, estamos tentando preservar o patrimônio legado por Padre Mello, patrimônio que é uma esperança, um orgulho e um estímulo.



sábado, 7 de abril de 2012

CADA BORDADO UMA HISTÓRIA

Visite a Exposição Mãos que Bordam

Você vai se encantar com a história de cada detalhe

(terça a sexta-feira, das 9h às 11h e das 13h às 16h30min)









 










domingo, 26 de fevereiro de 2012

A datilografia e a máquina de escrever: Escola Remington do Colégio Rio Branco

Hoje em dia nem todos conhecem, mas a máquina de escrever foi uma grande inovação tecnológica quando surgiu, no século XIX, atravessando o século XX.

Com o advento dos computadores, a máquina de escrever foi perdendo seu espaço nas funções administrativas de escolas, bancos, repartições públicas, e até mesmo entre os escritores. Mas se observarmos atentamente, o teclado de um computador guarda grande semelhança com as antigas máquinas de escrever. Assim é que as pessoas que estudaram datilografia (arte de escrever à máquina) têm grande facilidade em digitar no teclado dos computadores.
     
Escola Remington de Datilografia

No Colégio Rio Branco funcionou, a partir de 1928, a Escola Remington de Datilografia. O concurso de datilografia realizado nesse ano aconteceu em grande estilo, com direito a público presente para observar a perícia dos alunos, os quais eram agraciados com premiações e medalhas, de acordo com o número de palavras datilografadas por minuto.


Máquina de escrever Underwood, de 1921, uma das primeiras utilizadas no curso de datilografia do Colégio Rio Branco. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos

Detalhe do teclado da máquina de escrever Underwood, 1921. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos




terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Telefones antigos: uma viagem através do tempo

 Telefone de parede com campainha. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos 


O telefone foi inventado por Alexander Graham Bell em 1876. O que pouca gente sabe é que D. Pedro II teve papel de destaque em chamar a atenção para o invento do referido professor. O fato ocorreu no mesmo ano, na Exposição Internacional nos EUA em comemoração ao Centenário da Independência Americana. Meses após o início da Exposição, D. Pedro II fez uma visita ao local. Como conhecia Graham Bell, cumprimentou-o, acercando-se do aparelho. O inventor estendeu o fio do telefone através da sala. O imperador, agora na extremidade do fio que se encontrava no canto oposto ao do transmissor, ao ouvir a voz de Graham Bell exclamou: - Meu Deus, isto fala!

No Brasil, por ordem de D. Pedro II, o primeiro telefone foi construído em 1879, sendo instalado no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, antiga residência do imperador, e que hoje funciona como Museu Nacional, no Rio de Janeiro. 

No ano de 1883 o Rio de Janeiro já podia se comunicar com Petrópolis, cidade de veraneio do imperador, através da primeira linha interurbana do país.

Em 1910 a ligação telefônica entre Rio de Janeiro e Niterói ocorria através de cabo submarino.

Os primeiros telefones necessitavam do auxílio da telefonista, que era quem fazia as ligações entre os aparelhos.

No Brasil, foi no ano de 1923 que surgiu, em São Paulo, a primeira central telefônica automática.

Ao longo do tempo o telefone foi se transformando, de acordo com a tecnologia e a estética.


Telefone de mesa, sem discador e com manivela. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos



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Artigo do jornal O Norte Fluminense, de 8 de janeiro de 1950.
Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos


Telefone da segunda metade do século XX: colorido e com discador.
Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ALAUZET


Foto: Diadorim Ideias/Cris Izidoro

Máquina de impressão francesa fabricada no final do século XIX, essa Alauzet é uma das raridades do Museu do Espaço Cultural Luciano Bastos.
Nesse período, existiam poucas dezenas de impressoras Alauzet em todo o Brasil, sendo que muitas delas pertenciam à antiga Imprensa Régia (atual Imprensa Nacional).
Com a modernização no início do século XX, muitas dessas máquinas foram vendidas ou doadas para jornais de pequenas cidades do interior do país.
Em Bom Jesus do Itabapoana, essa máquina tipográfica imprimiu os jornais "A Voz do Povo" e "O Norte Fluminense".


Acervo da Sala da Imprensa no ECLB


O acervo da Sala da Imprensa no Espaço Cultural Luciano Bastos é composto basicamente de objetos pertencentes à antiga Gráfica Gutemberg e ao jornal “O Norte Fluminense”, ambos dirigidos na segunda metade do século XX por Ésio Martins Bastos, em Bom Jesus do Itabapoana.

Além do jornal “O Norte Fluminense”, a Gráfica fabricava cartões de visita e de casamento, além de cartazes e outros papéis impressos. As máquinas foram adquiridas da Tipografia Almeida, que imprimiu durante muitos anos o jornal “A Voz do Povo”.

O Dr. Luciano Bastos, consciente da importância histórica dessas antigas máquinas da imprensa, as manteve como parte de seu acervo pessoal, mesmo após a impressão do jornal “O Norte Fluminense” passar à era digital, no século XXI.

Foto Diadorim Ideias/Cris Isidoro
Acervo do Museu do ECLB: À esquerda, a Máquina Impressora francesa Alauzet. À direita, duas Máquinas de Impressão Minerva, de origem alemã, fabricadas provavelmente antes da década de 1930. Ao fundo, guilhotina manual de ferro.


Foto Diadorim Ideias/Cris Isidoro

Acervo do Museu do ECLB: Máquinas de prensa manual e Máquina de Encadernação. Nas paredes, fac-símile de jornais de Bom Jesus do Itabapoana publicados na primeira metade do século XX.



Acervo do Museu do ECLB: Clichês e tipos (letras) montados em componedores utilizados para montagem dos textos dos jornais.



Máquina de impressão Alauzet
Foto Cris Izidoro/ Diadorim Ideias, Mapa de Cultura


Máquina de impressão francesa fabricada no final do século XIX, essa Alauzet é uma das raridades do Museu do Espaço Cultural Luciano Bastos. Nesse período, existiam poucas dezenas de impressoras Alauzet em todo o Brasil, sendo que muitas delas pertenciam à antiga Imprensa Régia (atual Imprensa Nacional).

Com a modernização no início do século XX, muitas dessas máquinas foram vendidas ou doadas para jornais de pequenas cidades do interior do país. Em Bom Jesus do Itabapoana, essa máquina tipográfica imprimiu os jornais "A Voz do Povo" e "O Norte Fluminense".

O Sr. Helton de Oliveira Almeida (Heltinho), em entrevista ao jornal O Norte Fluminense (O Tipógrafo que frutificou), contou que o pai, José Tarouquela de Almeida, comprou a impressora francesa Alauzet, em 1925, de Tebas Ananias, de São José do Calçado (ES), desmontada. O italiano Vitório Cassamali, ajudou a montá-la em Bom Jesus, surgindo então a gráfica e o jornal A Voz do Povo.