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sábado, 10 de março de 2012

Um olhar mais atento sobre a cidade...

A história de um lugar também pode ser contada através de sua arquitetura. Nos detalhes das fachadas das casas desvendamos a exterioridade de um tempo que pode ser passado, presente ou futuro. Tudo depende do olhar e da ação humana...


















domingo, 26 de fevereiro de 2012

A datilografia e a máquina de escrever: Escola Remington do Colégio Rio Branco

Hoje em dia nem todos conhecem, mas a máquina de escrever foi uma grande inovação tecnológica quando surgiu, no século XIX, atravessando o século XX.

Com o advento dos computadores, a máquina de escrever foi perdendo seu espaço nas funções administrativas de escolas, bancos, repartições públicas, e até mesmo entre os escritores. Mas se observarmos atentamente, o teclado de um computador guarda grande semelhança com as antigas máquinas de escrever. Assim é que as pessoas que estudaram datilografia (arte de escrever à máquina) têm grande facilidade em digitar no teclado dos computadores.
     
Escola Remington de Datilografia

No Colégio Rio Branco funcionou, a partir de 1928, a Escola Remington de Datilografia. O concurso de datilografia realizado nesse ano aconteceu em grande estilo, com direito a público presente para observar a perícia dos alunos, os quais eram agraciados com premiações e medalhas, de acordo com o número de palavras datilografadas por minuto.


Máquina de escrever Underwood, de 1921, uma das primeiras utilizadas no curso de datilografia do Colégio Rio Branco. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos

Detalhe do teclado da máquina de escrever Underwood, 1921. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos




sábado, 18 de fevereiro de 2012

O carnaval há 65 anos atrás

Como era o carnaval em Bom Jesus há 65 anos atrás?

O Jornal O Norte Fluminense de 16 de fevereiro de 1947 nos conta um pouco dessa história...








domingo, 12 de fevereiro de 2012

O Barão do Rio Branco provoca dois carnavais no mesmo ano



     Extremamente popular por sua grande atuação nas questões internacionais de fronteiras brasileiras, o diplomata Barão do Rio Branco morreu há 100 anos atrás, mais exatamente no dia 10 de fevereiro de 1912. 

       Faltava uma semana para o início do carnaval, e o governo brasileiro determinou seu adiamento, transferindo os festejos do carnaval de fevereiro para abril. Apesar de o Barão ser muito querido pela população brasileira, o decreto não "pegou" e o povo acabou fazendo dois carnavais: um em fevereiro e outro em abril.


É do segundo carnaval de 1912 a seguinte marchinha:

Com a morte do Barão,
tivemos dois carnavá.
Ai que bom, ai que gostoso,
se morresse o Marechá
 

(a marchinha se refere ao Marechal Hermes da Fonseca, Presidente da República)


Multidão comparece aos funerais do Barão do Rio Branco no Rio de Janeiro




Fundado em 1920, o nome do Colégio Rio Branco foi uma homenagem ao Barão do Rio Branco. Em uma das salas do Museu do Espaço Cultural Luciano Bastos está um desenho a lápis feito por Marcos Antonio Caetano (Marquinho).


Desenho do Barão do Rio Branco exposto numa das salas do Museu do Espaço Cultural Luciano Bastos





Fontes:

JANSEN, Roberta. O ano em que houve dois carnavais. Jornal O Globo, seção História, 5 de março de 2011.

SANTOS, Luís Claudio Villafañe G. O dia em que adiaram o carnaval - política externa e construção do Brasil, Ed. Unesp, 2011.







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Telefones antigos: uma viagem através do tempo

 Telefone de parede com campainha. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos 


O telefone foi inventado por Alexander Graham Bell em 1876. O que pouca gente sabe é que D. Pedro II teve papel de destaque em chamar a atenção para o invento do referido professor. O fato ocorreu no mesmo ano, na Exposição Internacional nos EUA em comemoração ao Centenário da Independência Americana. Meses após o início da Exposição, D. Pedro II fez uma visita ao local. Como conhecia Graham Bell, cumprimentou-o, acercando-se do aparelho. O inventor estendeu o fio do telefone através da sala. O imperador, agora na extremidade do fio que se encontrava no canto oposto ao do transmissor, ao ouvir a voz de Graham Bell exclamou: - Meu Deus, isto fala!

No Brasil, por ordem de D. Pedro II, o primeiro telefone foi construído em 1879, sendo instalado no Palácio de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, antiga residência do imperador, e que hoje funciona como Museu Nacional, no Rio de Janeiro. 

No ano de 1883 o Rio de Janeiro já podia se comunicar com Petrópolis, cidade de veraneio do imperador, através da primeira linha interurbana do país.

Em 1910 a ligação telefônica entre Rio de Janeiro e Niterói ocorria através de cabo submarino.

Os primeiros telefones necessitavam do auxílio da telefonista, que era quem fazia as ligações entre os aparelhos.

No Brasil, foi no ano de 1923 que surgiu, em São Paulo, a primeira central telefônica automática.

Ao longo do tempo o telefone foi se transformando, de acordo com a tecnologia e a estética.


Telefone de mesa, sem discador e com manivela. Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos



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Artigo do jornal O Norte Fluminense, de 8 de janeiro de 1950.
Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos


Telefone da segunda metade do século XX: colorido e com discador.
Acervo: Espaço Cultural Luciano Bastos


domingo, 22 de janeiro de 2012

Boi PIntadinho em Bom Jesus: uma tradição cultural

Boi Pintadinho no ECLB



                              BOI PINTADINHO
                             (Soneto humorístico)

                                                   Elício Freitas

Boi Bilontra porque você não berra?
Por que você não tem pele e nem couro?
Não cava com a pata a dura terra,
Só se ouve o seu tambor, rufando estouro.

Você não pasta no arredor da serra...
Não abana com a cauda o vil besouro...
Não puxa o carrocel que se emperra...
Não muge entre os raios de um sol de ouro.

Boi Bilontra qual é o seu mistério?
Será você mundéu do cemitério?
Ou relíquia pintada ricamente?

-Vou revelar agora o meu segredo:
Eu sou de pano e pau cheio de enredo,
E para o povo eu sou apenas gente!


O Boi Pintadinho, em Barra do Pirapetinga, ao lado de sua criadora, D. Maria Borges.

O Boi Pintadinho é uma manifestação cultural bastante difundida no Estado do Rio de Janeiro, algumas localidades de Minas Gerais e no sul do Estado do Espírito Santo. A difusão do Boi Pintadinho pelo sul capixaba teve sua origem a partir de Bom Jesus, irradiando-se daí para as cidades ao norte do rio Itabapoana.

As localidades que cultivam o Boi Pintadinho acabam por inserir nesse folguedo suas características locais. Em Bom Jesus o Boi Pintadinho apresenta uma dança alegre e divertida, que agrada a todas as idades.



Boi Pintadinho no ECLB

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O primeiro jornal de Bom Jesus do Itabapoana

Em 1906 surgia em Bom Jesus o primeiro jornal local: "Itabapoana", semanário que funcionou, em sua primeira fase, de 1º de agosto de 1906 a 29 de dezembro de 1907.
Seu diretor foi o jornalista Sylvio Fontoura, de Campos dos Goytacases, cuja vinda para Bom Jesus foi incentivada por Pedro Gonçalves da Silva, o Coronel Pedroca. Este, além de Secretário foi colaborador do jornal. O cargo de Gerente foi ocupado por Francisco Teixeira de Oliveira. O tipógrafo e impressor de "Itabapoana" era conhecido como Joaquim Ouropretano Mineiro do Brasil, o qual teve como auxiliar, quando ainda criança, o bonjesuense Oto Paranhos.


Os originais desse periódico fazem parte da coleção de jornais doados por Pedro Gonçalves Dutra ao Dr. Luciano Bastos, para que este os mantivesse preservados. Com sua disposição natural para compartilhar os conhecimentos sobre sua querida Bom Jesus, e sabedor da raridade e fragilidade de tal acervo, Dr. Luciano Bastos dispôs em livro a transcrição do "Itabapoana" em dois volumes: o primeiro abarca o período de 1º de agosto a 23 de dezembro 1906; o segundo compreende o ano de 1907, de janeiro a agosto.



Prefácio

Esse livro é uma forma de preservar a memória de um tempo em que Bom Jesus, ainda incipiente, dava seus primeiros passos na consolidação de uma cidade nos moldes do novo século XX que se iniciava. O período era a República Velha, e o presidente Rodrigues Alves terminava seu mandato, passando o coargo para seu sucessor, Afonso Penna. As grandes cidades, em especial o Rio de Janeiro, sofriam uma nova política de urbanização, com abertura de grandes avenidas e novas formas de habitação. O transporte ferroviário ampliava suas linhas de comunicação, facilitando a integração de diversas regiões, como é o caso de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, através da The Leopoldina Railway Company Ltd. O Ciclo da Borracha fez com que a região norte do país despontasse no cenário nacional e internacional. Na área da saúde, Oswaldo Cruz, à frente da Diretoria Geral de Saúde Pública, lutava contra diversas moléstias que assolavam o país, como a febre amarela e a peste bubônica.
Toda essa realidade o leitor arguto detectará nas páginas desse jornal de uma pequena localidade do interior fluminense. Dizemos "pequena localidade" porque, é bom lembrar, após a 1ª emancipação, tema do volume 1 desta Coleção, Bom Jesus voltou a pertencer ao município de Itaperuna, permanecendo nessa condição até o ano de 1938, quando conquista sua segunda e definitiva emancipação.
Em "Itabapoana" quantas e quantas famílias bonjesuenses e da região não identificarão seus sobrenomes marcando a construção de nossa história?
E não apenas história, mas também geografia, língua portuguesa, literatura, matemática e biologia, entre outros, são alguns dos diversos aspectos em que se pode abordar o texto que se descortina, sendo um ótimo referencial para professores e alunos desenvolverem em sala de aula.
Também um pesquisador poderá se debruçar sobre essas páginas e encontrar farto material para seu trabalho.
Mas não apenas para a erudição nos convidam "Itabapoana". Há aqui uma singeleza de chistes, troças, quadrinhas, charadas, anúncios e crônicas que denotam o sabor local e que com cer4teza garantem o prazer de uma letura descompromissada voltada para o simples ato do prazer. De ler e viajar no tempo.
O convite está feito!.




Através de alguns anúncios, pode-se detectar a vida social e econômica de Bom Jesus e região nesse período:


 









A coleção de jornais acima referida faz parte atualmente do acervo do Espaço Cultural Luciano Bastos.




 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ALAUZET


Foto: Diadorim Ideias/Cris Izidoro

Máquina de impressão francesa fabricada no final do século XIX, essa Alauzet é uma das raridades do Museu do Espaço Cultural Luciano Bastos.
Nesse período, existiam poucas dezenas de impressoras Alauzet em todo o Brasil, sendo que muitas delas pertenciam à antiga Imprensa Régia (atual Imprensa Nacional).
Com a modernização no início do século XX, muitas dessas máquinas foram vendidas ou doadas para jornais de pequenas cidades do interior do país.
Em Bom Jesus do Itabapoana, essa máquina tipográfica imprimiu os jornais "A Voz do Povo" e "O Norte Fluminense".


Acervo da Sala da Imprensa no ECLB


O acervo da Sala da Imprensa no Espaço Cultural Luciano Bastos é composto basicamente de objetos pertencentes à antiga Gráfica Gutemberg e ao jornal “O Norte Fluminense”, ambos dirigidos na segunda metade do século XX por Ésio Martins Bastos, em Bom Jesus do Itabapoana.

Além do jornal “O Norte Fluminense”, a Gráfica fabricava cartões de visita e de casamento, além de cartazes e outros papéis impressos. As máquinas foram adquiridas da Tipografia Almeida, que imprimiu durante muitos anos o jornal “A Voz do Povo”.

O Dr. Luciano Bastos, consciente da importância histórica dessas antigas máquinas da imprensa, as manteve como parte de seu acervo pessoal, mesmo após a impressão do jornal “O Norte Fluminense” passar à era digital, no século XXI.

Foto Diadorim Ideias/Cris Isidoro
Acervo do Museu do ECLB: À esquerda, a Máquina Impressora francesa Alauzet. À direita, duas Máquinas de Impressão Minerva, de origem alemã, fabricadas provavelmente antes da década de 1930. Ao fundo, guilhotina manual de ferro.


Foto Diadorim Ideias/Cris Isidoro

Acervo do Museu do ECLB: Máquinas de prensa manual e Máquina de Encadernação. Nas paredes, fac-símile de jornais de Bom Jesus do Itabapoana publicados na primeira metade do século XX.



Acervo do Museu do ECLB: Clichês e tipos (letras) montados em componedores utilizados para montagem dos textos dos jornais.



Máquina de impressão Alauzet
Foto Cris Izidoro/ Diadorim Ideias, Mapa de Cultura


Máquina de impressão francesa fabricada no final do século XIX, essa Alauzet é uma das raridades do Museu do Espaço Cultural Luciano Bastos. Nesse período, existiam poucas dezenas de impressoras Alauzet em todo o Brasil, sendo que muitas delas pertenciam à antiga Imprensa Régia (atual Imprensa Nacional).

Com a modernização no início do século XX, muitas dessas máquinas foram vendidas ou doadas para jornais de pequenas cidades do interior do país. Em Bom Jesus do Itabapoana, essa máquina tipográfica imprimiu os jornais "A Voz do Povo" e "O Norte Fluminense".

O Sr. Helton de Oliveira Almeida (Heltinho), em entrevista ao jornal O Norte Fluminense (O Tipógrafo que frutificou), contou que o pai, José Tarouquela de Almeida, comprou a impressora francesa Alauzet, em 1925, de Tebas Ananias, de São José do Calçado (ES), desmontada. O italiano Vitório Cassamali, ajudou a montá-la em Bom Jesus, surgindo então a gráfica e o jornal A Voz do Povo.


     


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

3piano apresenta: Noël - 02 de dezembro de 2011


Com um apanhado de obras sacras e clássicas, os pianistas do grupo 3piano farão uma emocionante apresentação dividida em três blocos. No primeiro, uma viagem para um Brasil ainda colonial com uma música estritamente sacra. Na segunda parada dessa viagem, no que se pode chamar de auge da modernidade, na virada do século XIX para o XX, predominam ainda canções com traços românticos. E por fim, um retorno ao Brasil atual, e também a músicas compostas em Bom Jesus.

O grupo 3piano é composto pelos pianistas Luis Otávio Azevedo Barreto, Antônio Bendia Júnior e Ana Luiza Xavier