segunda-feira, 26 de março de 2018

Oficina "Introdução à escrita de Contos Fantásticos" com Ana Lucia Merege



















O Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB) recebeu nesta sexta, 23 de março, a escritora e bibliotecária Ana Lúcia Merege para a Oficina "Introdução à Escrita de Contos Fantásticos".

Manhã e tarde com participantes exercitando a imaginação. Foi especial!
Aline Mangaraviti com a escritora Ana Lúcia Merege.
 Aline é formada em Direito e apaixonada por literatura.


"Encontro com a autora Ana Lúcia Merege no Espaço Cultural Luciano Bastos para falar sobre Contos Fantásticos! Foi bastante divertido! Gostei muito de conhecer a autora e trouxe dois livros pra casa! Um de aventura e magia e outro teórico sobre a origem dos contos de fadas (que é um tema de pesquisa que muito me interessa! Amo!)"





Vania Marcia, ex-aluna do Colégio Rio Branco, trouxe os filhos João Pedro e Giovana para a Oficina


Pedro Salim Jr. e Aline Mangaravite























Jornalista Pedro Salim Jr. e alunos do Instituto de Educação Eber Teixeira Figueiredo


Alunos e Professores Daiane e Marcelo Henrique Moraes Coqui, do Centro Educacional Santa Rita de Cássia.


    

Trecho de conto fantástico criado por Lucas Barros Ferreira durante a Oficina.

Douglas Barbosa

Presença da jovem escritora bonjesuense Carol Barroso, dos jovens talentos Kirkis Douglas e Larissa Cabral, e da professora Helena Costa Pessanha.


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Oficina "Introdução à escrita de Contos Fantásticos" no ECLB








































Em março o Espaço Cultural Luciano Bastos traz uma programação bacana para iniciar a agenda 2018:


No dia 23/03 (sexta-feira) o ECLB recebe a escritora carioca e bibliotecária Ana Lúcia Merege para a Oficina “Introdução à escrita de Contos Fantásticos”.



O evento é voltado para o público interessado em leitura, e em especial para os jovens a partir de 12 anos, sendo uma excelente oportunidade de estimular alunos na leitura e escrita em geral.

Uma oportunidade para estimular novos talentos literários e, para os experientes, um modo de se aprimorar.

A oficina acontece em dois horários alternativos, de manhã e à tarde. Cada turma terá 20 alunos no máximo. As inscrições custam R$10 e são feitas pelo telefone (22) 3831.1056 ou pelo e-mail espacoculturallucianobastos@gmail.com.

Horário: Turma 1 I às 9h
             Turma 2 I às 14h 





Conheça a Ana Lúcia Merege, que irá ministrar a Oficina:

Ana Lúcia Merege é Mestre em Ciência da Informação (IBICT/UFRJ-ECO - 1999), Bacharel em Biblioteconomia (UNIRIO - 1992), e desde 1996 trabalha na Biblioteca Nacional. Ministra palestras e cursos sobre contos de fadas, literatura fantástica e temas afins. Entre os lugares em que atuou estão a Casa da Leitura da Biblioteca Nacional, a Faculdade Estácio de Sá, a Biblioteca Popular de Botafogo e o colégio Salesiano Santa Rosa. Também participou de eventos como o Paixão de Ler, a Primavera dos Livros (ambos no Rio de Janeiro) e a Odisseia de Literatura Fantástica, em Porto Alegre – RS.

Como pesquisadora, publicou o livro Os contos de fadas: origens, história e permanência no mundo moderno (Claridade) e vários artigos nas áreas de leitura, literatura e divulgação científica. Como autora de ficção publicou os romances juvenis Pão e arte (Editora Escrita Fina), Anna e a Trilha Secreta (Editra Draco) e O Caçador (Franco Editora); a série de fantasia composta por A Fonte Âmbar, a Ilha dos Ossos e O Castelo das Águias (Editora Draco), além de contos em sites e antologias. Foi ainda organizadora da coletânea de contos arturianos Excalibur e coorganizadora da coletânea de fantasia Medieval (ambas pela Draco).





Oficina
I “Introdução à escrita do conto fantástico”
Data: 23/03 (sexta-feira) 
Horário: Turma 1, às 9h / Turma 2, às 14h
Inscrição: R$10
Telefone: (22) 3831.1056
E-mail: espacoculturallucianobastos@gmail.com

Onde: Espaço Cultural Luciano Bastos
Endereço: Praça Amaral Peixoto 13, Centro
Bom Jesus do Itabapoana, RJ



quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Exposição temporária na Sala América Latina do ECLB



















Animais em papel maché criados pela artista plástica argentina Cecília Helga Berlt chamam a atenção para os animais em extinção no seu país.



O Espaço Cultural Luciano Bastos expõe, até o final desse mês, algumas obras que compõem seu acervo, com a temática América Latina.

Contando um pouco da vida de Pablo Neruda, o grande poeta que cantou a América Latina, a mostra traz também: obras de artistas plásticos latino-americanos, como a argentina Cecília Helga Berlt, os cubanos Francisco Rivero e Adela Figueroa, e a boliviana Iris Davalos; alguns locais declarados pela Unesco como Patrimônio Cutural da Humanidade; objetos do rico artesanato popular da América Latina, em sua maior parte doados pelo artista plástico Adilson Figueiredo. 


 Obras da artista plástica boliviana Iris Davalos

















      

Artesanato da Argentina, Perú e Bolívia






Obra da artista plástica cubana Adela Figueroa


                    Patrimônios Culturais da Humanidade na América Latina
















                   


Artesanato popular 





Encontram-se também abertas ao público para visitação permanente a Sala de Imprensa de Bom Jesus, e as salas que guardam a memória do Colégio Rio Branco, além da Biblioteca. 

A exposição fica até o final do mês de fevereiro, e pode ser visitada de terça a sexta-feira, de 9h às 11h30min e de 13h às 16h30min. 

Venha conferir.





quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Antonio Ferreira Moutinho, ex-aluno do Ginásio Rio Branco


Antonio Ferreira Moutinho: aluno do Ginásio Rio Branco de 1953 a 1959



Antonio Ferreira Moutinho, aluno do Ginásio Rio Branco de 1953 a 1959, quando se formou no Curso Tecnico de Contabilidade, voltou hoje com a esposa Maria Aparecida Passalini ao local onde estudou, numa visita cheia de emoção ao Espaço Cultural Luciano Bastos.


Antonio cursou o primário na Escola Cândida Póvoa, em Apiacá, ES, onde residia com os pais, José de Souza Moutinho (Sr. Juca) e Maria Ferreira Moutinho. Piquita foi sua primeira professora, e relembra com carinho o diretor Idalino Monteiro e esposa Benedita Monteiro. 

Zelosos, os pais decidiram fixar residência em Bom Jesus do Itabapoana para que ele pudesse prosseguir os estudos no Ginásio Rio Branco, onde fez o curso ginasial (1953-1956) e o curso técnico de contabilidade (1947-1959).

Após se formar, em 1959, Antonio mudou-se no ano seguinte para o Rio, “logo após a implantação de Brasília”, e seu primeiro emprego foi na famosa empresa de cosméticos “Helena Rubinstein”. Em 1962 passou por concurso público para o IPASE, em 1970 formou-se em Direito pela Faculdade Cândido Mendes, e após tornou-se Procurador do antigo INSS, onde se aposentou. 

Durante a visita, o ex-aluno viu as fotos da década de 1950 e relembrou histórias e colegas da época de estudante. Antonio também identificou, nas imagens, antigos professores como Dr. Francisco Baptista de Oliveira, Dr. Helio Bastos Borges, Dra. Helena Pimentel e Lauro Hipólito. 

Dentre os colegas de ginásio e comércio relembra o futuro Juiz dr. José Ronaldo Cirillo - em cuja casa se reuniam para estudar para as provas mais difíceis, Braz Cirillo Viceconti, Egon Bulhman, Pedro Carlos, Juvenil, Paulo Gilberto, Luiz Sergio Garcia, Francisco de Assis Oliveira, Gilson Porto, Célio Junger, Honório Batista, José Carlos Thiebaut, Gentil Figueiredo e Sebastião Gouveia; dentre as colegas, Elida, Maria Celia Bastos, Maria Áurea Megre, Terezinha Borges, Maria Elazir Nunes, Vilmeia Godoi, Maria de Lourdes, Helena Vargas e Maria Amélia Rezende.

Uma lembrança marcante foi a da época da formatura, pois a mãe, por estar doente, não poderia dançar com ele. Uma amiga dela, Carminha, fez esse papel, preparando-o com muita dedicação e antecedência para a valsa dos formandos no Aero Clube. 

Lembra com especial carinho a figura da Diretora Maria da Conceição Batista de Oliveira, d. Carmita. “Ela era excelente. Muito severa e exigente com a disciplina, mas ao final do ano se emocionava chegando às lágrimas, ao se despedir dos formandos." 

O colégio teve forte influência para o que sou hoje, aqui recebi uma excelente formação que me possibilitou, aos 18 anos, ir para o Rio de Janeiro, exercer com confiança a minha profissão e ali constituir minha família".

Agradecemos, felizes e emocionados, a visita e as recordações partilhadas.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Quem já dançou o Calango?


Matinho da Vila: Calango Longo


Quem já dançou o calango ao som gostoso de uma safona de oito baixos?

Com certeza os mais antigos vão se lembrar e contar histórias dessa música que já embalou muitos casais no arrasta pé dos bailados, em especial no interior fluminense e outras regiões do sudeste brasileiro.

É que o calango é um ritmo musical que foi muito tocado no século passado, e que faz parte do patrimônio cultural imaterial da região sudeste do Brasil.

Comum nos bailes da zona rural fluminense, Cáscia Frade percorreu, em 1983, os municípios de Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Itaperuna, Miracema e Santo Antônio de Pádua, entrevistando calangueiros e registrando seus calangos em livro publicado em 1986.

Esse material permite termos uma ideia daquela que é, segundo o IPHAN, a "matéria prima de uma de nossas mais ricas e negligenciadas tradições artísticas: o calango, verso e canto de desafio do sudeste brasileiro".

Em Bom Jesus do Itabapoana, os registros coordenados por Cáscia Frade foram feitos com o calangueiro Manoel de Souza Silva* (apelidado "Manezinho Monteiro"), sendo possível conhecer alguns de seus calangos:

Não me fale do calango
Que calango é meu xará
O calango veio de Mina
Veio de Mina Gerá.
Se o calango veio de pulo
Eu vim de sarto mortá.

Qual a origem do calango? Alguns dizem que remonta à África, outros que teria origem em Minas Gerais. Em Bom Jesus do Itabapoana, a autora encontrou um explicação mítica para o calango:

Conta-se que surgiu com três homens que saíram para cantar. Chegando numa encruzilhada chamaram o tocador que era o diabo, tinha só um braço mas tocava sanfona com perfeição. Esse tocador chama-se Lodilino e era tio do calango. Juntaram-se então os cantadores e o sanfoneiro e cantaram uma lera. Então o diabo falou: - ''Mas essa lera tem que ter um nome. O nome dera será calango".

Outro calango, cantado em Bom Jesus, esse na linha do A**:

Caboclo vamo cantá
Naquela linha do A
Desce macaco do galho
Qu'eu quero te machucá
Trem de ferro anda na linha
Avião anda no ar.


A forma poética tem raízes bem populares, com versos geralmente de 5 e 7 sílabas (redondilhas):

Alegria do carreiro
É ver o carro cantá
Uma junta de boi branco
Outra de boi araçá

Após pesquisar o calango nas cidades fluminenses de Duas Barras e Vassouras, no Vale do Paraíba, Daniel Costa Fernandes (2012) conclui que

Calango é desafio; é música de baile; é o próprio baile; é arte de versejar e de cantar estórias rimadas; é, principalmente, um complexo meio de expressão de certas visões de mundo. Situado entre um atuante passado, um presente onde procura se reafirmar em novos contextos, e um futuro incógnito, o calango segue - discretamente, saltando entre as pedras, assim como o lagarto que o nomeia - sua trajetória de dar voz, dança e ânimo à vida de indivíduos e comunidades.


Calangos e Calangueiros: uma viagem caipira pelo Vale do Paraíba (Etnodoc - IPHAN)

____

*Nascido em 16 de abril de 1925, em cidade fluminense desconhecida, morou em Serrinha e Poço d'Antas, passando a morar em Bom Jesus do Itabapoana a partir de 1977. Viúvo e com nove filhos, era aposentado e recebia menos de um salário mínimo pelo Funrural, na época da entrevista, complementando sua renda com a venda de peixes pescados no rio Itabapoana.

**Em cantoria do calango a rima recebe o nome de "linha", que pode ser uma letra ou uma palavra com a sílaba final determinante para a sonoridade da rima. Por exemplo, na "linha do A", as rimas serão feitas com palavras oxítonas terminadas em A.

Referências Bibliográficas

COSTA, Daniel Costa. O calango no Vale do Paraíba - estudos etnográficos em Duas Barras e Vassouras (RJ). Dissertação de Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Música do Centro de Letras e Artes da UNIRIO, Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: 

FRADE, Cáscia. Cantos do Folclore Fluminense. Rio de Janeiro: Presença Edições: Secretaria de Estado de Ciência e Cultura, Departamento de Cultura, INEPAC/Divisão do Folclore, 1986.


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Convite: Lançamento do livro "Eva", de Silvana Batista





O Espaço Cultural Luciano Bastos convida para o lançamento do livro "Eva", da escritora bonjesuense Silvana Pimentel Batista.

"O livro Eva faz uma releitura da história da Eva que começa no início dos tempos e chega até os dias atuais, surpreendendo e cativando. Eva coloca suas questões para o Senhor desafiando-o, movendo a narrativa adiante e nos levando a reflexões constantes. Inesperado, seus personagens instigam, perguntam, analisam e agem. Partindo ou chegando, acompanhamos estas viagens, que nos levarão a situações inusitadas. Mesmo depois de terminada a leitura, volta-se a algumas páginas, para relê-las, porque o livro Eva fala conosco, sejamos mães, filhas ou avós."


A escritora, filha do saudoso desembargador Geraldo da Silva Batista e Ruth Pimentel Batista, é jurista, jornalista e poetisa e já publicou "O brilho das pedras" e "Depois do arco-íris".

A obra será lançada no Auditório D. Carmita, do ECLB, às 20h do dia 30 de novembro de 2017 (quinta-feira): um sarau literário com atrações musicais, apresentação da autora e convidados.


Venha participar conosco!


Lançamento do livro "Eva", em Bom Jesus do Itabapoana, acontece no ECLB 



Silvana Pimentel Batista



Lançamento do livro "Eva", de Silvana Batista
Dia 30/11/2017 (quinta-feira) às 20h
Local: Espaço Cultural Luciano Bastos
Pça. Amaral Peixoto 13
Bom Jesus do Itabapoana, RJ





sábado, 11 de novembro de 2017

IPHARJ traz reflexão sobre Arqueologia e Patrimônio ao ECLB




No dia 08/11/2017 o Museu de Humanidades IPHARJ, do Rio de Janeiro, promoveu, no Espaço Cultural Luciano Bastos, a palestra com o professor e arqueólogo Claudio Prado de Mello seguida de Oficina de sensibilização pelo Patrimônio e Arqueologia.

Para uma plateia atenta e de idade variada, o arqueólogo apresentou diversos aspectos históricos sobre o Brasil, percorrendo desde a história indígena antes da ocupação do espaço pelos europeus, até o período contemporâneo. Uma pequena exposição do acervo do Museu exibiu peças dos períodos pré-histórico, colonial, imperial e republicano. O evento fez parte da VII Semana Fluminense do Patrimônio.

Mapa da ocupação indígena do território no período pré-colonial

Enfatizando a relação entre cultura material e imaterial na construção da identidade de um povo, o professor destacou a importância de se preservar o patrimônio histórico no mundo, no país e em cada cidade, de forma a que cada um de nós possa se sentir mais estreitamente pertencente a seu território.

Ao final da palestra, Claudio Prado fez uma apresentação do acervo do IPHARJ trazido especialmente para exposição durante a palestra.






Claudio Prado e a arqueóloga Alba, também do IPHARJ, anunciaram durante a palestra terem encontrado peças de importância arqueológica na região do distrito de Calheiros, possivelmente pertencentes aos índios puris, antigos habitantes da região. As pesquisas continuarão, afirma o pesquisador do IPHARJ, o que traz expectativas à comunidade local de maiores conhecimentos sobre os primeiros habitantes da região.

Ao final do evento, Claudio enriqueceu o acervo da Biblioteca do ECLB, doando a publicação "Arqueologia Urbana do Rio de Janeiro", de sua autoria.


Claudio Prado, diretor do IPHARJ, e as diretoras Claudia e Paula Bastos, do ECLB.