terça-feira, 11 de março de 2014

Ex-aluno Luciano Gasparelli





                                         


       Registramos a visita de Luciano Gasparelli, ex-aluno do Colégio Rio Branco no período de 1993 a 2002. 
Obrigado pela visita, Luciano!




segunda-feira, 10 de março de 2014

COLÉGIO RIO BRANCO: TURMAS DE 1975


CURSO GINASIAL 



CURSO GINASIAL B


CURSO NORMAL                              




CURSO TÉCNICO EM CONTABILIDADE
















quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

DATILOGRAFIA: UMA PROFISSÃO DE FUTURO!


                                                
Jornal A Voz do Povo, 10/03/1934
Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos

Obter um diploma de datilografia tinha um significado social muito grande, principalmente nas primeiras décadas do Colégio Rio Branco. O exame final era presenciado por familiares e contava com a presença de pessoas de destaque da cidade.




Em 30 de novembro de 1928 foi realizado o Concurso Oficial de Datilografia, presidido pelo sr. Humberto de Brito Thomé, representante da Casa Pratt.

Em pé, da esquerda para a direita: Maria da Conceição Baptista, Filismina Bittencourt, Jaime Bittencourt, Aderbal Diniz, Geny Baptista da Silva, Francisco Gomes Figueiredo, Lucy Bonfim, Dr. Francisco Moraes Ferreira.

Sentados: Dr. Octacílio de Aquino, Carmelita S. Cavichini, Mário Bittencourt (Diretor), Mario P. Motta.


Essa antiga máquina de escrever Underwood, de 1921, está exposta no Espaço Cultural Luciano Bastos, compondo a exposição permanente do antigo Colégio Rio Branco.


Veja como foram os exames de datilografia da Escola Remington do Colégio Rio Branco em 1933:

EXAMES DE DATILOGRAFIA  - 1933 – Paraninfo o Dr. Cesar Ferolla – Badger Silveira 1º Colocado

"No dia 19 de novembro de 1933 realizaram-se os exames dos candidatos a “dactylographia” pela Escola Remington do Colégio Rio Branco.

A comissão examinadora foi composta do Dr. Mario Mota, Prefeito de Itaperuna, Profª Geni Baptista de Oliveira, regente da turma e do Dr. Cesar Ferolla. 

Os exames tiveram início às 12 horas e prolongaram-se até às 18 horas, quando o Dr. Cesar Ferolla, eleito paraninfo da turma pediu a palavra para ler a ata dos exames e após proferiu uma eloqüente oração. Falou a seguir em nome dos seus colegas o aluno Badger Silveira; em seguida discursou o Revdmo. Padre Mello, que com palavras calorosas disse “da grande satisfação que naquele momento sentia em se achar na sede de um educandário que representa para Bom Jesus um verdadeiro patrimônio porisso que há quase três lustros vem abnegadamente espalhando a mancheias”. Fez-se ouvir após o Dr. Mário Motta, que felicitou “ao Diretor e professores do Colégio pela brilhante atuação que vem tendo o estabelecimento na obra educacional da nossa infância”.

                         OS FORMANDOS

Foram os seguintes os datilógrafos formados: 

Aison de Oliveira, 
Alípio Moreira, 
Álvaro Areas, 
Badger Silveira, 
Dahyl Poubel Machado, 
Decio Silveira, 
Geraldo de Oliveira, 
Gutenberg Poubel, 
Dª Haydée Paranhos Brambila, 
Ida Miranda, 
Irene Poubel, 
José Seródio, 
José Teixeira, 
Josephina Decache, 
Julieta Maron, 
Lourismar Vieira, 
Maria José de Oliveira, 
Maria de Lourdes Pimentel, 
Maria Magdalena Pimentel, 
Mario Jacob Teixeira, 
Otto Delatorre, 
Rossine Peralva e 
Zenilda Cardoso.

                      OS PRIMEIROS COLOCADOS

Dentre os formandos foram classificados em 1º lugar o aluno Badger Silveira; em 2º lugar, Aison de Oliveira e Maria José de Oliveira e em terceiro Maria de Lourdes Pimentel e Geraldo de Oliveira.


Atualizado em 24.05.2022

Fonte: Jornal O Norte Fluminense, 13/07/1980
Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos





Pianista Thadeu Almeida se apresenta no Espaço Cultural Luciano Bastos

     
                                         
Thadeu Almeida: talento, paixão e dedicação à música
              
        Em noite inspirada, o pianista bonjesuense Thadeu Almeida se apresentou no dia 21 de fevereiro no Espaço Cultural Luciano Bastos, após a abertura feita por seu jovem aluno Alexandre Bartholazzzi.

         Foi, certamente, um evento especial, em que o pianista demonstrou a todos ser possível a realização plena através da arte.
        Com um repertório que incluiu Bach, Beethoven, Brahms, Chopin, Kachaturian, Homero Barreto e Villa-Lobos, revelou ao público presente um inegável talento musical.

        Parabéns, Thadeu, pela belíssima apresentação!
        Veja a matéria do Jornal O Norte Fluminense sobre o evento:

http://onortefluminense.blogspot.com.br/2014/02/recital-de-piano-e-de-emocoes-thadeu.html
       
                                   
Aluno deThadeu Almeida, o jovem Alexandre Bartholazzi fez a abertura do Recital de Piano.









                 



sábado, 8 de fevereiro de 2014

Luciano Bastos: três anos sem ele!

Na foto, Luciano Bastos, que sempre se dedicou a causas comunitárias, no Jubileu de Ouro do Rotary Club, em 13 de Junho de 1997, ocasião em que foi o orador oficial




   
Se estivesse vivo, o advogado e político Luciano Augusto Bastos completaria 86 anos no dia 21 de janeiro. Ele, que também foi jornalista e professor, morreu no dia 08 de fevereiro de 2011.

Durante toda a sua vida dedicou-se à Educação, tendo sido, por mais de 50 anos, Diretor do Colégio Rio Branco.

Luciano Bastos foi casado com Leny Borges Bastos, com quem teve quatro filhos: Claudia Martins Borges Bastos do Carmo, Gino Martins Borges Bastos, Francia Martins Bastos da Silveira e Paula Martins Borges Bastos.

Seus filhos, como homenagem, deram seu nome ao Espaço Cultural que preserva a memória do Colégio Rio Branco e ali se propõem a investir em tudo que ele sempre valorizou.

Parece que foi ontem, mas já se vão três anos sem ele!

Desejamos, por isso, relembrá-lo com carinho, dedicando-lhe o poema “Faz escuro, mas eu canto”, do poeta amazonense Thiago de Mello.


          Faz escuro mas eu canto,
          porque a manhã vai chegar.
          Vem ver comigo, companheiro,
          a cor do mundo mudar.
          Vale a pena não dormir para esperar
          a cor do mundo mudar.
          Já é madrugada,
          vem o sol, quero alegria,
          que é para esquecer o que eu sofria.
          Quem sofre fica acordado
          defendendo o coração.
          Vamos juntos, multidão,
          trabalhar pela alegria,
          amanhã é um novo dia.





sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

RECITAL DE PIANO COM THADEU ALMEIDA NO ESPAÇO CULTURAL LUCIANO BASTOS

       Depois de um recesso no mês de janeiro, estamos retomando nossas atividades. 
     No dia 21 de fevereiro, Sexta-feira, às 19h, acontece a primeira apresentação de 2014 no Espaço Cultural Luciano Bastos: o Recital de Piano com Thadeu Almeida. 
       Você está convidado! Não perca!


                                                     

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

O QUE RESTA DE MATA NATIVA EM BOM JESUS?

Paula Borges Bastos


Bom Jesus do mira dos pesquisadores: levantamento da flora na região em 1982


Entre junho e dezembro de 1982, um grupo de pesquisadores percorreu o município de Bom Jesus do Itabapoana, estendendo-se também pelos arredores do Espírito Santo, no Vale do Itabapoana. Seu objetivo era detectar o que havia na região de vegetação primária, ou seja, aquela vegetação nativa, primeira. Passaram por várias estradas, visitaram várias propriedades, recolheram diversos espécimes de plantas para identificação, e chegaram à conclusão de que... praticamente nada havia restado da vegetação primária em nossa região...


O trabalho desenvolvido por Jorge Pedro Pereira Carauta (técnico do Herbário Alberto Castellanos) e bolsistas do CNPq e Capes foi apresentado em forma de artigo no periódico ALBERTOA, do Departamento de Botânica do Museu Nacional, no ano de 1989 (referência completa no final deste texto).


O resultado encontrado pelos pesquisadores não chega a ser novidade para os que aqui vivem e estão acostumados a esses nossos morros descascados e nossa mata ciliar rala e desdentada.


Importa é pensarmos o que estamos fazendo e o que ainda podemos fazer, passados mais de 30 anos dessa constatação científica, para tentar reverter, individual e coletivamente, essa nossa paisagem calorífera e esburacadamente avermelhada.

Quando em todo o mundo se discute amplamente as mudanças climáticas por que passamos, e as formas por que nossa sociedade humana pode tentar, senão reverter, ao menos minimizar ou retardar ao máximo essas alterações, podemos perceber que essa não é uma discussão longínqua ou distante de nossa realidade. Basta olharmos ao nosso redor. E buscarmos agir com uma consciência de respeito pelo ambiente em que vivemos (e do qual necessitamos).


Algumas dicas foram dadas na época em “Vegetação de Bom Jesus do Itabapoana, RJ. Observações preliminares e propostas conservacionistas”, de Carauta e colaboradores. A pergunta é: o que estamos fazendo com essas observações?


Nos primórdios: a região no século XIX


Como não poderia deixar de ser (como aconteceu em quase todo nosso Brasil), foi através dos relatos de um viajante do século XIX que ficamos conhecendo um pouco sobre o Vale do Itabapoana daqueles tempos. Assim, nossa referência inicial em termos de fauna e flora encontra-se nos relatos do Príncipe Maximilian Wied-Newied, que passou por essas paragens no ano de 1816. Sua obra encontra-se disponível em formato digital na Biblioteca Brasiliana, e a referência a nossa região está especialmente relatada no capítulo V.


Bem, no artigo sobre Bom Jesus publicado pela ALBERTOA, os autores informam que todo material coletado pelo Príncipe alemão encontra-se no herbário do Jardim Botânico Nacional de Bruxelas (Bélgica), com algumas duplicatas em herbários de Genebra (Suíça), Göttingen (Alemanha) e São Petersburgo (Rússia). Deste modo, dizem Carauta e colaboradores “quem desejar conhecer as espécies ocorrentes na vegetação primitiva do Vale do Rio Itabapoana deverá examinar esses materiais nos herbários mencionados. No Brasil nada ficou!”. 


No início da colonização da região, em meados do século XIX, a exploração da floresta foi uma importante fonte de renda para os recém-chegados, e essa base econômica perdurou até finais do século, como podemos perceber no livro de Luciano Bastos sobre Bom Jesus nos anos de 1890-1892. Nesse período, segundo o livro, as atas da municipalidade apontam que os valores cobrados em imposto pela madeira extraída foi fixado, em 1891, "de 2.000 réis por tora de jacarandá tendo no máximo 3m e 50cm. de comprimento; 500 réis por tora de qualquer outra espécie de madeira".


Depois da exploração de madeiras de lei como o jacarandá, o sobro, o vinhático, a peroba, o tapinhoã, o cedro e a canela, juntamente com o plantio do café, surgiu o ciclo da cana-de-açúcar e da criação de gado, e assim as terras bonjesuenses chegaram, na década de 80 do século XX, a uma situação de “magras capoeiras” e “quase total destruição das florestas”, segundo Carauta e colaboradores. 


Caminhos percorridos para coleta da flora bonjesuense em 1982


Ao percorrerem o Vale do Itabapoana, os autores apontaram as localidades em que detectaram florestas mais representativas do município, sendo: “Fazenda do Dr. Columbino, Barra do Pirapitinga, Calheiros, Cachoeira da Fumaça, Fazenda São Jorge (Carabuçu), Fazenda do Bálsamo (Rosal), Fazenda Boa Esperança (perto de Mutum), arredores da cidade e matas limítrofes do Estado do Espírito Santo (Bom Jesus do Norte, Airituba, São José do Calçado)”.


Há um breve relado sobre o estado de conservação dos locais visitados, apontando o tipo de flora encontrado na Fazenda Boa Esperança (Carabuçu), Estrada entre Airituba e São José do Calçado (ES), Estrada entre Bom Jesus do Itabapoana e Calheiros, Cachoeira da Fumaça (próxima a Calheiros), Fazenda São Jorge (Carabuçu).


Merece destaque a Fazenda São Jorge, onde foi encontrada uma “ilha” de vegetação bem conservada, com aproximadamente três quilômetros de diâmetro e com árvores que podem ter sido de mata primitiva. Segundo os autores “as matas de tabuleiro são muito importantes, pois representam o limite meridional deste tipo de vegetação, que ocorre desde o sul da Bahia e norte do Espírito Santo”. Somente na Fazenda São Jorge foi encontrado esse tipo de formação. No local são encontradas árvores de 25-30 metros de altura, e seus nomes científicos são elencados.

Fonte: Carauta et al. (1989)


Uma flora especial do Vale do Itabapoana é descoberta na Fazenda São Jorge: a Dorstenia bonjesu


Os autores apontam que “Nesta floresta de excepcional interesse florístico, pertencente à Fazenda São Jorge é que descobrimos a Dorstenia bonjesu – assim denominada para deixar perene a caracterização geográfica deste táxon, restrito ao norte fluminense e sul do Espírito Santo (Carauta & Valente, 1983)”.

Confira a imagem da Dortenia bonjesu coletada em Bom Jesus em http://www.ibot.sp.gov.br/colecoes/herbario/MORACEAE/sp189023.htm#


Orquídea nativa


O Cytorpodium glutiniferum é descrito como uma das orquídeas mais interessantes encontradas na região, “com suas flores amarelas, vistosas, distribuídas em panículas densas que chegam a atingir de 2 metros de altura, além do fato de estar frequentemente associado com formigas, que fazem ninho entre suas raízes”.

Fonte imagem: http://www.orquidariocuiaba.com.br/fichas-de-orquideas/orquideas-do-pico-da-ibituruna/attachment/cyrtopodium-glutiniferum1/


Espécies para reflorestamento


Uma das propostas apresentadas pelos autores para auxiliar no trabalho de reflorestamento seria a criação de um herbário para a flora da região.


Ao término do artigo são apontadas espécies indicadas para reflorestamento no Vale do Itabapoana. São elas: angico, garapa, aroeira, pindoba, unha-de-vaca, jequitibá, caviúna, mulungu, gameleiras, pau d’alho, ingá, jacarandá-de-espinho, folha-santa e crindiúva.


E terminam afirmando que “quanto ao estado de conservação, a melhor floresta é a da Fazenda São Jorge e considerando-se a extrema vulnerabilidade dos últimos remanescentes de mata em Bom Jesus do Itabapoana, providências imediatas deveriam ser tomadas para sua conservação”.

Parabéns aos proprietários da Fazenda São Jorges, que souberam preservar durante gerações esse "oásis" florestal. Que seus descendentes continuem com esse exemplo, e que outros esforços de manutenção de florestas possam sempre surgir entre nós!!!


Referências


BASTOS, L.A. De município a Distrito. Primeira Emancipação de Bom Jesus do Itabapoana (1890-1892). Coleção Histórias de Bom Jesus, vol. 1. Ed. O Norte Fluminense: Bom Jesus do Itabapoana, 2008.

CARAUTA, J.P.P.; SZÉCHY, M.T.M.; RIZZINI, C.M.; ALMEIDA, E.C.; Santos, A.A.; ROSA, M.M.T.; LIMA, H.C.; LIMA, H.A.; BRITO, A.L.V.T. Vegetação de Bom Jesus do Itabapoana, RJ. Observações Preliminares e Propostas Conservacionistas. ALBERTOA: Rio de Janeiro, n.15, v. 1, 04 jan 1989, p. 169-181. 

Isotype of Dorstenia bonijesu Carauta & C. Valente [family Moraceae]. Global Plants. Disponível em http://plants.jstor.org/specimen/r000142640?history=true& Acesso em 08 jan 2014.


ROMANIUC NETO, S. Moraceae. Tipos de Fanerógamas. Instituto de Botânica de São Paulo. Disponível em: http://www.ibot.sp.gov.br/colecoes/herbario/MORACEAE/MORACEAE.htm Acesso em 10 jan 2014.

WIED-NEUWIED, M. Viagem ao Brasil. Tradução de Edgar Süssekind de Mendonça e Flávio Poppe de Figueiredo. Coleção Brasiliana, vol. 1, série 5, 1940. Disponível em: http://www.brasiliana.com.br/brasiliana/colecao/obras/15/Viagem-ao-Brasil-nos-anos-de-1815-a-1817 Acesso em 08 jan 2014.

***
Fotos de algumas espécies indicadas pelos pesquisadores para reflorestamento na região do Vale do Itabapoana:
  
Angico:
Fonte imagem: Agência Embrapa: http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/bioma_caatinga/arvore/CONT000g798rt3n02wx5ok0wtedt39pi09yd.html
 Jacarandá de espinho:
Fonte imagem: http://www.arvores.brasil.nom.br/florin/jacesp.htm