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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

DATILOGRAFIA: UMA PROFISSÃO DE FUTURO!


                                                
Jornal A Voz do Povo, 10/03/1934
Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos

Obter um diploma de datilografia tinha um significado social muito grande, principalmente nas primeiras décadas do Colégio Rio Branco. O exame final era presenciado por familiares e contava com a presença de pessoas de destaque da cidade.




Em 30 de novembro de 1928 foi realizado o Concurso Oficial de Datilografia, presidido pelo sr. Humberto de Brito Thomé, representante da Casa Pratt.

Em pé, da esquerda para a direita: Maria da Conceição Baptista, Filismina Bittencourt, Jaime Bittencourt, Aderbal Diniz, Geny Baptista da Silva, Francisco Gomes Figueiredo, Lucy Bonfim, Dr. Francisco Moraes Ferreira.

Sentados: Dr. Octacílio de Aquino, Carmelita S. Cavichini, Mário Bittencourt (Diretor), Mario P. Motta.


Essa antiga máquina de escrever Underwood, de 1921, está exposta no Espaço Cultural Luciano Bastos, compondo a exposição permanente do antigo Colégio Rio Branco.


Veja como foram os exames de datilografia da Escola Remington do Colégio Rio Branco em 1933:

EXAMES DE DATILOGRAFIA  - 1933 – Paraninfo o Dr. Cesar Ferolla – Badger Silveira 1º Colocado

"No dia 19 de novembro de 1933 realizaram-se os exames dos candidatos a “dactylographia” pela Escola Remington do Colégio Rio Branco.

A comissão examinadora foi composta do Dr. Mario Mota, Prefeito de Itaperuna, Profª Geni Baptista de Oliveira, regente da turma e do Dr. Cesar Ferolla. 

Os exames tiveram início às 12 horas e prolongaram-se até às 18 horas, quando o Dr. Cesar Ferolla, eleito paraninfo da turma pediu a palavra para ler a ata dos exames e após proferiu uma eloqüente oração. Falou a seguir em nome dos seus colegas o aluno Badger Silveira; em seguida discursou o Revdmo. Padre Mello, que com palavras calorosas disse “da grande satisfação que naquele momento sentia em se achar na sede de um educandário que representa para Bom Jesus um verdadeiro patrimônio porisso que há quase três lustros vem abnegadamente espalhando a mancheias”. Fez-se ouvir após o Dr. Mário Motta, que felicitou “ao Diretor e professores do Colégio pela brilhante atuação que vem tendo o estabelecimento na obra educacional da nossa infância”.

                         OS FORMANDOS

Foram os seguintes os datilógrafos formados: 

Aison de Oliveira, 
Alípio Moreira, 
Álvaro Areas, 
Badger Silveira, 
Dahyl Poubel Machado, 
Decio Silveira, 
Geraldo de Oliveira, 
Gutenberg Poubel, 
Dª Haydée Paranhos Brambila, 
Ida Miranda, 
Irene Poubel, 
José Seródio, 
José Teixeira, 
Josephina Decache, 
Julieta Maron, 
Lourismar Vieira, 
Maria José de Oliveira, 
Maria de Lourdes Pimentel, 
Maria Magdalena Pimentel, 
Mario Jacob Teixeira, 
Otto Delatorre, 
Rossine Peralva e 
Zenilda Cardoso.

                      OS PRIMEIROS COLOCADOS

Dentre os formandos foram classificados em 1º lugar o aluno Badger Silveira; em 2º lugar, Aison de Oliveira e Maria José de Oliveira e em terceiro Maria de Lourdes Pimentel e Geraldo de Oliveira.


Atualizado em 24.05.2022

Fonte: Jornal O Norte Fluminense, 13/07/1980
Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos





segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nos trilhos do trem viajou a Família Bastos para o Vale do Itabapoana em dia de São João

Muito ainda há que se contar sobre a importância das estradas de ferro para a interiorização e colonização do interior do país. Foram quilômetros e quilômetros de trilhos concretos que se converteram em trilhas afetivas para diversas famílias, construindo uma história social a partir da rede formada entre cidades que se fundaram ou prosperaram em função dos trilhos e apito do trem.


Para contribuir com essa história social, o ECLB vem contar a história de um destacado funcionário brasileiro da ferrovia inglesa Leopoldina Railway Ltda, o qual foi nomeado para ocupar o cargo de administrador da Estrada de Ferro Itabapoana, na pequena estação de Bom Jesus do Norte.

Estamos falando do Sr. Olivio Bastos e sua esposa Vivaldina Martins Bastos, que saíram de Campos dos Goytacazes, percorrendo as sendas mineiras de Carangola e Ponte Nova, abertas pela ferrovia, até chegarem ao Vale do Itabapoana, nas duas Bom Jesus.

A chegada se deu em dia de São João, há exatos 80 anos, no dia 24 de junho de 1933. Essa data vai marcar profundamente os filhos do casal, em especial os pequenos Maria Ruth e Luciano Augusto, por toda uma simbologia de acolhimento e festividade exalada no ar, lembranças constantemente rememoradas por anos a fio entre os dois irmãos todos os dias de São João.

A família rapidamente integrou-se à sociedade bonjesuense, tendo Sr. Olívio Bastos e seus filhos Ésio Bastos, Luiz Carlos e Luciano Augusto Bastos trabalhado incansavelmente em nome da terra que os acolheu e a qual se dedicaram integralmente.
 
Dia de São João: data nacional e data familiar que marcou para sempre o destino de uma família que, se não foi bonjesuense de nascimento, passou a sê-lo de coração.



O Sr. Olívio Bastos e a Sra Vivaldina Martins Bastos tiveram cinco filhos: Paulo Emílio (falecido antes da chegada a Bom Jesus), Ésio, Luiz Carlos, Maria Ruth e Luciano Augusto. Todos os netos do casal nasceram no Vale do Itabapoana.