terça-feira, 2 de dezembro de 2025

Normalistas comemoram 60 anos de formatura



O Espaço Cultural Luciano Bastos recebe neste sábado, dia 06 de dezembro, a partir das 9h30min, um grupo de Normalistas do antigo Colégio Rio Branco que comemoram 60 anos de formatura. Agradecemos a visita ao ECLB nesse momento tão especial. Que esses laços de união continuem a inspirar muitas gerações!


Ginásio Rio Branco
Curso Normal
Paraninfo de Honra: Sr. Victório Ferola
Paraninfa da turma: Profª Maria Áurea Mégre Mansur Hobaica
Oradora da Turma: Ana Eliza de Figueiredo

Formandas de 1965:

Alinéa Xavier, Ana Maria Henriques de Andrade, Ana Maria Duarte Gomes, Ana Eliza de Figueiredo, Adenir Cardoso, Ailtes Xavier, Ângela Maria de Souza Dutra, Anna Maria Gloria da Silva, Ceyla Maria Lorete do Carmo, Clesia Bento, Clenice Vargas de Rezende, Dulcy Gomes Pimentel, Edy Maria Cardoso Inácio, Geny Pereira de Souza, Izany Batista Junger, Jolina Nunes Vieira, Maria Lúcia Borges dos Santos, Marleide da Silveira, Maria Lúcia Figueiredo Teixeira, Marilene Pereira Antunes, Maria Aparecida Borges, Marlene Dutra Coelho Borges, Maria da Penha Batista Gomes, Maria Aparecida de Rezende, Maria Lúcia Oliveira Diniz, Maria da Glória da Silveira, Maria Vilma Bastos Brasil, Marilene de Abreu Monteiro, Maria Ruth Werneck Fraga, Mariza Vivas da Silva, Maria Ruth Lopes Bastos, Mariland Machado Estevam, Maria Lucia Mury, Paulita Barreto Alves de Brito, Rachel Maria Diederich Nunes, Suely Luiz de Souza, Sebastiana Silva de Oliveira, Sonia Cristina Soares, Sonia de Assis Nascimento, Sandra Regina Sales, Tereza Maria Borges de Alvarenga, Therezinha Gomes Baptista, Terezinha Aparecida Amancio, Vera Lucia Barbosa Gomes.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Adenir Machado de Oliveira: memórias do Colégio Rio Branco na década de 1970


Adenir Machado de Oliveira estudou no Colégio Rio Branco no período de 1971 a 1982.

Adenir Machado de Oliveira sempre destacou-se em atividades esportivas no Colégio Rio Branco e participou ativamente da Banda Marcial. Filho de Izaltino Alves de Oliveira e Tereza Machado de Oliveira, nasceu em São José do Calçado, ES (Pontões). Estudou no Rio Branco entre 1971 e 1982. Após o curso de Admissão, fez o Curso Ginasial e o curso Técnico em Contabilidade. Trabalhou por muitos anos numa oficina própria de pintura automotiva e hoje está aposentado.

Pedimos que ele compartilhasse algumas lembranças do seu período na escola.

Adenir, terceiro da esquerda para a direita (fila do meio) na
turma concludente do Curso Ginasial do Colégio Rio Branco. 1975.

– Fale um pouco sobre o início de sua vida escolar.
"Comecei o Curso Primário no Grupo Escolar Pereira Passos, depois estudei com D. Mariquinha. Ingressei no Colégio Rio Branco no início da década de 70, fazendo o Curso de Admissão com D. Clarice Baptista de Oliveira." 

- Como foi o seu período de estudo no Rio Branco?
"Foi uma época muito boa. Depois do curso de Admissão, fiz o Curso Ginasial. Minha irmã mais velha, Amélia, ex-aluna, trabalhava no colégio e passou a ser minha chefe de disciplina, e também de meus irmãos, Eloi e Sonia. Depois fiz o curso Técnico em Contabilidade, e também dois anos do curso de Saúde. Passei boa parte da minha vida na escola, foram cerca de 10 anos, e tenho muitas recordações desse período. Meu pai era amigo do dr. Luciano, e tive o apoio dele durante todo o tempo que estudei.

- Algum professor marcou seu período no CRB?
"Foram muitos, mas o Professor Hildebrando Teixeira foi marcante para mim. Como gostava muito de esporte, as aulas de Educação Física eram minhas favoritas, e ele me incentivava. Além disso, fui muito amigo do Nilton e do Zanoni, filhos do sr. Hildebrando.

No Ginásio, lembro dos professores Francisco Gomes Sobrinho, Maria Julia Mello, Ana Maria Gomes e Norminha. Na Contabilidade, os professores Cauby Pimentel, João Batista e Regina, professora de Inglês."


- Como eram as aulas de Educação Física?
"Durante o Ginasial, eu estudava à tarde, e as aulas de Educação Física eram sempre antes da aula. Gostávamos tanto de futebol, que durante o intervalo para o recreio, eu e meus colegas voltávamos para a quadra para jogar mais um pouco. Muitos alunos iam para lá assistir os treinos. Além de futebol de salão, eu jogava basquete e, no atletismo, fazia salto em distância. Mas o futebol era minha paixão. Lembro e me emociono como se fosse hoje, Dr. Luciano dizendo que eu fui um dos melhores jogadores que passaram pelo Rio Branco."

- Havia competições esportivas no Colégio?
"Sim, havia muitas competições, como o Torneio da Independência, Torneios internos e também entre as escolas da cidade. Lembro muito das Olimpíadas, eram o máximo, todos os alunos muito envolvidos. Participei de todas, até os 18 anos, data limite para participar.


Jornal A Voz do Estudante, órgão literário dos estudantes do Colégio Rio Branco. 
Novembro de 1977. Acervo ECLB.

- Você chegou a participar da Banda do Colégio?
"Sim. A Banda Marcial do Colégio Rio Branco, com o maestro José Manoel Navarro, era maravilhosa. Ele era muito exigente, mas também muito amigo de todos. Ali, me dediquei a dois instrumentos musicais, primeiro o bumbo e depois o trombone. Lembro de alguns colegas: Ferreira, Dulunga, Maria Edir e Sandra.
Nossa Banda sempre participava de vários eventos na cidade, nos distritos e cidades vizinhas. Era certo, todo ano, participar dos desfiles da Festa de Agosto e da Independência do Brasil, com os alunos uniformizados marchando ao som da banda. 
Mesmo se houvesse chuva, íamos mesmo assim para o desfile, fazíamos antes um ensaio numa das salas de aula para esquentar os instrumentos. Durante o desfile, eu numa ponta e Ferreira na outra, cruzávamos os braços com as baquetas com fitas, para abrir distância do povo que lotava as ruas do centro da cidade. 
Lembro que no trajeto em direção à praça, por vezes encontrávamos a banda do Colégio Padre Mello, e havia uma disputa para ver qual Banda se destacava mais, era emocionante, cada uma tentando se superar. Quando terminava o desfile era uma festa, íamos felizes lanchar no Bar Sport."

- Lembra dos maestros das outras Bandas escolares?
"Na minha época, os maestros das Bandas eram José Manoel no Rio Branco, Leleu no Col. Antonio Honório e Áureo Fiori no Col. Est. Padre Mello. O Colégio Zelia Gisner, de D. Adelia também tinha uma banda menor, mas não me recordo do maestro.

Maestro José Manoel Navarro (direita) e a Banda Marcial do Colégio Rio Branco em desfile cívico em Rosal, década de 1970. Foto Rita de Cássia Navarro.


P - Quais as suas melhores lembranças da escola?
A - As minhas melhores lembranças do Colégio Rio Branco são o convívio com os amigos que fiz, a convivência com professores e funcionários. Uma lembrança especial é a confraternização de final de ano da turma de Contabilidade, que ocorreu na minha casa, com muitos colegas como Lucineia, Marilda, Luzinete, Sandra, Toninho, dentre outros.

Sempre considerei o Rio Branco a minha segunda casa e estou feliz em voltar aqui, e poder relembrar esse período.

Adenir ao lado de fotografia do diretor e amigo Luciano Bastos, no Espaço Cultural que leva seu nome.





sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Amantes da Arte: Um Concerto no Espaço Luciano Bastos para Tocar o Lar Padre Gabriel


Hoje à noite (18), o tradicional Grupo Musical Amantes da Arte subiu ao palco do Espaço Cultural Luciano Bastos com a mesma delicadeza com que se oferece uma flor a alguém querido. Não era apenas um concerto, era um gesto. Era mais um capítulo da trajetória luminosa que esse grupo vem construindo, unindo arte e solidariedade para amparar o Lar dos Idosos Padre Gabriel, de Bom Jesus do Norte.

A comunidade bonjesuense, sempre sensível ao chamado do bem, respondeu como quem reconhece uma verdade antiga: que a generosidade é a música mais profunda que um povo pode produzir. Para entrar no auditório, cada pessoa trazia nas mãos algo que não era apenas um objeto, mas um símbolo, fraldas geriátricas, produtos de limpeza, itens de cuidado. Pequenos presentes que, somados, compõem uma grande ternura.

Nesta noite, cultura e compaixão caminharam de mãos dadas. A arte ergueu sua voz, e os gestos de grandeza humana iluminaram o espaço como velas acesas diante do sagrado. A homenagem silenciosa aos idosos era um reconhecimento de sua dignidade, de suas memórias, de seus passos que um dia foram passos firmes e agora encontram abrigo na dedicação idealista daqueles que dirigem o Lar Padre Gabriel.

As vozes dos Amantes da Arte não ficaram confinadas às paredes do Espaço Cultural. Elas atravessaram o ar da noite, deslizaram sobre o Rio Itabapoana e, como um sussurro doce, chegaram aos ouvidos dos idosos em Bom Jesus do Norte. A música seguiu o curso das águas e transformou distância em abraço.

Assim são os gestos concretos de amor: simples na forma, imensos no sentido. Cada item doado, cada nota entoada, cada palma que ecoou no auditório representou, ainda que por um instante, a revelação do que a sociedade pode ser quando escuta o melhor de si mesma, uma comunidade que canta e cuida, que doa e acalenta, que transforma a solidariedade em permanência.

E nesta noite, ao som dos Amantes da Arte, a própria vida pareceu lembrar que o verdadeiro espetáculo é sempre o que se apresenta no coração.

                       


Fonte: Jornal O Norte Fluminense




terça-feira, 18 de novembro de 2025

CD-LIVRO JONGOS DO BRASIL

CD-Livro Jongos do Brasil

Na Semana da Consciência Negra, trazemos esse excelente livro como sugestão: CD-LIVRO JONGOS DO BRASIL.

Elaborado por Marcos André, a obra divulga “um cancioneiro maravilhoso de jongos inéditos, a história dos grupos de jongo, sua localização, seus bens culturais, seus projetos culturais e sociais, seus calendários de festas e os contatos de suas lideranças”.

Com ritmo de matriz africana do Congo-Angola, o jongo está presente na região Sudeste do país, em especial no Estado do Rio de Janeiro, sendo “dançado ao som de dois tambores, um grave (caxambu ou tambu) e um agudo (candongueiro)”.

E é com o nome de caxambu, um de seus tambores, que o jongo é hoje conhecido em todo o Noroeste Fluminense, estando representado no livro através dos grupos de caxambu de Santo Antônio de Pádua, de Miracema e de Porciúncula.

As músicas do CD foram gravadas no 9º e 10º Encontro de Jongueiros, entre 2003 e 2005, com diversos grupos de jongo, dentre eles os de caxambu do noroeste fluminense.

Caxambu de Porciúncula (Caxambu Michel Tannus)

Com: Seu Joaquim (canto), Maria José (coro), Caroline, Bernardo, Fagner Raimundo, Reginaldo Luiz, Vagner Célio e Carlos Alberto (tambores)


Músicas:

Quando o galo canta (D.P.):

Quando o galo canta, as almas chegam para a Ave Maria

 

Eu bebi Paraíba (D.P.):

Eu bebi Paraíba até no meio até no meio

 

Caxambu de Miracema

Com: Rogério (canto), Hudson Anselmo da Silva (coro), Nicodemos da Silva, Jairo da Silva Alves e Leônidas da Silva (tambores)


- Pisei na pedra (D.P.):

Pisei na pedra, a pedra balanceou

O mundo estava torto, a Rainha endireitou

 

Caxambu de Santo Antônio de Pádua

Com: Nico (canto), Lenilda (coro), Luciano, Antônio José, Gleisson, Luizinho e Tarcísio (tambores)


Lambari (Nico):

Lambari tá pelejando

pra subir na cachoeira

Vai em cima e volta em baixo




segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Turma de 1965 do Curso Normal do Colégio Rio Branco comemora 60 anos de formatura


Turma de 1965 do Curso Normal do Colégio Rio Branco comemora 60 anos de formatura

A comissão organizadora pede ajuda dos amigos para conseguir o contato ou dar notícias das colegas que não conseguiu localizar, apesar do empenho, pois o tempo vai se tornando exíguo para convidá-las. Ainda não foram localizadas as seguintes colegas:

CLENICE VARGA DE REZENDE
GENY PEREIRA SABOIA
JOLINA NUNES VIEIRA
MARILENE PEREIRA ANTUNES
MARIA VILMA BASTOS BRASIL
MARLENE DUTRA COELHO GOMES
MARIA APARECIDA DE RESENDE
RACHEL MARIA DIEDERICH NUNES
TEREZINHA APARECIDA AMANCIO.

O contato poderá ser feito através de mensagem do WHATSAPP: (21) 994767661, de Véra Gomes (e não através de telefonema, para evitar contato de número desconhecido, por questão de segurança).
Desde já agradecemos.


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Grupo Musical Amantes da Arte realiza show beneficente no ECLB

O Espaço Cultural Luciano Bastos convida para mais uma edição do evento beneficente do Grupo Musical Amantes da Arte, no dia 18 de novembro (Terça-feira) às 19h, no Auditório D. Carmita. O show promete encantar o público e pretende arrecadar doações de fraldas geriátricas, produtos de limpeza e higiene pessoal para o Lar dos Idosos Pe. Gabriel. Venha participar.

Grupo Musical Amantes da Arte
Quando: 18 de novembro (Terça-feira) às 19h
Onde: Auditório D. Carmita, Espaço Cultural Luciano Bastos
Bom Jesus do Itabapoana, RJ

























terça-feira, 14 de outubro de 2025

1968: Colégio Rio Branco recebe visita do Inspetor Seccional do Ministério da Educação e Cultura

Diretor Dr. Luciano Bastos, Prof. Dr. Francisco Baptista de Oliveira, Inspetor Seccional do MEC Dr. Nelson França (centro), Diretora Maria do Carmo Baptista de Oliveira (D. Carmita) durante visita ao Colégio Rio Branco. 11.11.1968.

O Colégio Rio Branco recebeu, no dia 11.11.1968, a visita do Inspetor Seccional do MEC Dr. Nelson França da Silva. Ele representava o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e veio acompanhar o funcionamento da escola, o processo de ensino e a frequência e os resultados na aprendizagem dos alunos. Durante o encontro com os Diretores Luciano Bastos e Maria do Carmo Baptista de Oliveira, e professores Dr. Francisco Baptista de Oliveira, Alzira Seródio Amim, Vera Lúcia Barbosa Gomes, Maria Áurea Megre Hobaica e Stella de Aguiar Mascarenhas, o Inspetor conheceu toda a escola.












 




































































































Abaixo, um trecho de uma entrevista feita por alunos do Colégio com o Dr. Nelson França, publicada no Jornal Estudantil A Voz do Estudante, edição de maio de 1969:

"Entrevista que muito nos honra

O entrevistado do mês foi o Ilmo. Dr. Nelson França da Silva, DD. Inspetor Seccional de Niterói e Campos e Coordenador da Colted – Est. Rio de Janeiro.

Foi organizada pela Diretora do nosso jornal (Maria do Socorro) uma série de tópicos versando sobre assuntos atuais e encaminhada ao ilustre Inspetor Seccional Dr. Nelson França da Silva, que no-la devolveu com as suas brilhantes respostas, como seguem abaixo:

- Como definiria Educação?

R: Toda definição é incompleta. Prefiro a de Dewey: Educação é vida. Também: Educação é preparação para a vida (Mas – Educação é vida – define tudo. Não acha?)

- Baseando-se em sua experiência e grandes conhecimentos, qual o “recado” que enviaria à nossa juventude?

R: Meu recado à juventude: que permaneça como é: pura de sentimentos, idealista, confiante, entusiasta, alegre, desportiva, desinibida, amante das artes, das letras e das ciências, mas não esquecendo que o DIREITO DE CADA UM TERMINA ONDE COMEÇA O DO OUTRO."