quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Irmãs pianistas se apresentam no ECLB

   



As irmãs e pianistas Ana Luiza Xavier e Eliza Xavier herdaram o amor pelo piano da avó Marise Xavier, diretora da Escola de Música Cristo Rei, e se apresentam no próximo dia 28 de Outubro, Sexta-feira, a partir das 19h, no Espaço Cultural Luciano Bastos. 
Esperamos você!




Trilogia das Cores de Kieslowski no ECLB






O Espaço Cultural Luciano Bastos e Cineclube Debates do IFF exibem a Trilogia das Cores, de Krzvsztof Kieslowski.


Nos dias 27 de outubro, 24 de novembro e 08 de dezembro, será exibida a Trilogia das Cores, do diretor polonês Kieslowski, inspirada nas cores da bandeira francesa e em seus ideais. Com a exibição de um filme por mês, esta mostra faz parte do projeto "I Ciclo de Exibições Cineclube Debates - Espaço Cultural: a arte da vida na Trilogia das Cores".

 As cores azul, branco e vermelho compõem o cenário e se relacionam à trama de cada filme da trilogia, que são: A Liberdade é Azul (Trois Couleurs: Bleu, 1993), A Igualdade é Branca(Trois Couleurs: Blanc, 1993) e A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge, 1994).




 O primeiro filme da trilogia, “A Liberdade é Azul”, recebeu o Leão de Ouro (melhor filme e melhor atriz, com memorável interpretação de Juliette Binoche), será exibido no dia 27 de Outubro (Quinta-feira), às 19 horas. Entrada gratuita. Classificação indicativa: 18 anos.


O segundo filme da trilogia é "A Igualdade é Branca", premiado com Urso de Prata (melhor diretor), será exibido no dia 24 de Novembro.





O terceiro filme da trilogia, "A Fraternidade é Vermelha", com várias indicações, entre elas para o Oscar (melhor diretor, melhor fotografia e melhor roteiro original), será exibido no dia 08 de Dezembro.



Como já é de costume, após a sessão, bate-papo sobre o filme, tendo como mediador o Professor Rafael Tardin.




Sobre os filmes  
(sinopse: Rafael Tardin)

A Liberdade é Azul 
Data: 27/10/2016
Às 19h
Local: Espaço Cultural Luciano Bastos


Julie, interpretada por Juliette Binoche, se depara com a liberdade após a morte de seu marido e de sua filha em um acidente de carro. A protagonista decide, então, se desfazer de todos seus bens, mantendo apenas o necessário para viver com conforto. Ela se muda para um apartamento longe de todos seus conhecidos e de qualquer lembrança sobre o ocorrido. Essa atitude seria uma fuga ou uma extrema liberdade em relação a tudo?

Seu marido era um reconhecido compositor, porém Julie compunha grande parte de suas músicas sem levar créditos por isso. Porém, ela não se demonstra incomodada com essa situação, e aparentemente, ela não faz questão de ter seu nome nas músicas. Assim, percebe-se que mesmo antes de sua perda, Julie já não era apegada a valores e bens convencionais.

Julie, logo no início do filme, é questionada por não estar chorando. A personagem não sofre do jeito que se espera de uma pessoa que passa por uma perda grande como a dela. Ela abraça sua dor em silêncio, sem grandes demonstrações de desespero. Julie aceita sua liberdade com resignação.

A obra mostra uma visão de liberdade diferente da que estamos acostumados: ela envolve solidão e falta de envolvimento emocional com objetos e pessoas, além de nem sempre ser uma questão de escolha.

Lançamento:1993 (1h40min)
Direção: Krzysztof Kieslowski
Elenco Juliette Binoche, Hélène Vincent, Emmanuelle Riva

Gênero: Drama
Nacionalidades Suíça, Polônia, França.


                                         ***


A Igualdade é Branca 
Data: 24/11/2016
Às 19h
Local: Espaço Cultural Luciano Bastos

O segundo filme da trilogia é sobre um cabeleireiro polonês, chamado Karol (Zbigniew Zamachowski), que se casa com uma francesa, chamada Dominique (Julie Delpy). Karol passa por situações horríveis depois que sua esposa pede divórcio pelo fato de o casamento dos dois não ter sido consumado. O que acontece com Karol se dá não só pelo extremo azar do personagem, mas também pela maldade gratuita da maioria das pessoas que passam pelo caminho dele. 

Seria a delicadeza interpretada como fraqueza em nossa sociedade? Encontrar uma pessoa numa situação pior que a sua é justificativa para humilhá-la? Essa crítica à sociedade é explicitada no filme, que mostra que quando alguém se demonstra vulnerável, a tendência da maioria das pessoas é abusar dessa situação. 

E é por isso que o protagonista decide ganhar dinheiro e se vingar de sua ex-esposa. Karol não deixa de ser uma pessoa extremamente sensível, mas mesmo sofrendo, ele segue com seus planos. Apenas a partir do momento que ele começa a se impor, as pessoas passam a respeitá-lo. Mesmo assim não é uma situação de igualdade, pois Karol é respeitado após se tornar superior aos outros. 

A pergunta que fica é: a igualdade tem espaço numa sociedade tão competitiva e individualista como a nossa?



Lançamento 1994 (1h 31min)
Direção: Krzystof Kieslowski
Elenco: Julie Delpy, Zbigniew Zamachowski, Janisz Gajos
Gêneros: Drama, Comédia, Romance
Nacionalidades Polônia, França, Suiça


                               ***


A Fraternidade é Vermelha 
Data: 08 de Dezembro
Às 19h
Local: Espaço Cultural Luciano Bastos

O último filme da trilogia conta a história de uma estudante e modelo chamada Valentine, interpretada por Irène Jacob. Em uma noite, ao se distrair trocando as estações de rádio de seu carro, Valentine acaba atropelando uma cadela. Através da coleira ela localiza seu dono e vai atrás dele. É assim que a personagem acaba conhecendo um juiz aposentado, que demonstra muita apatia e infelicidade. 

Depois, através de outro acaso, Valentine acaba indo de novo na casa desse juiz e descobre que ele ouve a conversa de seus vizinhos. A primeira reação dela é sentir asco, mas ao desenrolar a história, os dois se tornam amigos. 

Percebe-se que as reações do juiz e de Valentine ao ouvirem as conversas de telefone eram diferentes. O juiz as usava para reafirmar sua descrença na sociedade. Já Valentine acreditava que aquela era apenas uma face das pessoas, que poderiam ser boas em outros aspectos de suas vidas. Essa visão otimista acaba contagiando o juiz, que muda seu jeito de viver a partir da convivência com Valentine.

Lançamento 1994 (1h 39min)
Direção: Krzystof Kieslowski 
Elenco: Irène Jacob, Jean-Louis Trintignant, Jean-Pierre Lorit
Gêneros: Drama, Romance 
Nacionalidades Polônia, França, Suiça






Roda Literária João Cabral de Mello Neto





O universo poético de João de Cabral de Melo Neto invadiu o ECLB durante a 3ª Roda Literária realizada no dia 06 de outubro. Os participantes fizeram uma viagem pelo sertão do nordeste brasileiro, caminharam pelas pontes de Recife sobre o rio Capibaribe, e também chegaram aos encantamentos de Sevilha, na Espanha.E em todas essas viagens literárias que, apresentadas através de palavras concretas e baseadas no real cotidiano da vida, os leitores perceberam e destacaram a presença de temas universais, construídos com uma sonoridade própria, que encantou a todos, trazendo um rico debate de ideias a partir dos temas propostos por esse grande mestre da poesia. 

Luana Borges Scarpini, que atuou na organização do evento, conta um pouco sobre a noite:

"Conversar sobre poesia é maravilhoso, quando a poesia é brasileira, é melhor ainda! Nós saimos da Roda cheios de brilho nos olhos e sempre sai algum devaneio durante as leituras dos poemas, é legal ver a visão de outras pessoas sobre diversos assuntos. A boa música acompanhou o som da chuva, que fez a cortina pra nossa pela. João Cabral deixa grandes obras pra nós, brasileiros nos atentarmos à história passada e atual do nosso país."

Aline Mangaravite participou pela primeira vez e conta a experiência:

"A roda literária sobre João Cabral foi a primeira da qual participei, e participei ativamente! Ajudei na organização, o que também nunca tinha feito e só isso já teria sido uma experiência das mais ricas! Pesquisar e conhecer melhor o autor escolhido e sua obra! Mas muito além disso fiz novos amigos! Infelizmente a chuva atrapalhou um pouco no dia do encontro e não fomos muitos mas os que foram tenho certeza que, tanto quanto eu, se divertiram bastante. A literatura tem esse poder de unir, de nos ajudar a relacionar com o próximo! Espero poder participar e ajudar a organizar muitas outras rodas literárias no ECLB! Ideias não faltam! Surpresas em Dezembro! Um certa Pessoa ... não sei..."






















Luis Otávio brindou a todos com trecho musicado de Morte e Vida Severina










Participantes tecem uma teia ao lerem o poema "Tecendo a Manhã" 








O ambiente nordestino do autor aparece no varal que remete à literatura de cordel e às xilogravuras






TECENDO A MANHÃ

Um galo sozinho não tece a manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,
se erguendo tenda, onde entrem todos,
se entretendendo para todos, no toldo
(a manhã) que plana livre de armação.
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
que, tecido, se eleva por si: luz balão.


João Cabral de Melo Neto


Todos gostaram tanto do evento que ao final já agendaram a próxima Roda Literária, que ocorrerá no dia 07 de Dezembro. O autor escolhido foi Fernando Pessoa, sugestão da Izabela Azevedo, com aprovação unânime dos presentes!




sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Feliz aniversário, Professora Teresa Maria Ribeiro Garcia!


Professora Teresa Maria Ribeiro Garcia: visitando o Espaço Cultural Luciano Bastos, em 2014
Foto Teresa Maria






















Registramos hoje o aniversário da querida Professora Teresa Maria Ribeiro Garcia, desejando Felicidades!

Mais que uma professora, uma amiga: a professora de História do Colégio Rio Branco influenciou de forma positiva as vidas e carreiras de muitos de seus alunos. 



A professora Teresa (em pé, em frente à janela) com um grupo de alunos do 4º ano ginasial do Colégio Rio Branco, em 1974. (1)
Foto Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos



No artigo da professora Teresa para o jornal A Voz do Estudante (1966), uma reflexão sobre os métodos educacionais da época:


Jornal A Voz do Estudante, Junho de 1966 
 Acervo Espaço Cultural Luciano Bastos






sexta-feira, 23 de setembro de 2016

RODA LITERÁRIA dedicada a JOÃO CABRAL DE MELLO NETO




No dia 06 de outubro, às 19h30min, tem mais uma Roda Literária no Espaço Cultural Luciano Bastos, dedicada a João Cabral de Mello Neto. 

Produzida pelo ECLB e o Grupo do Livro Buchclub, a Roda Literária é um convite a todos os amantes da literatura. Em um ambiente informal, os presentes são convidados a visitar poemas de nomes da literatura nacional e internacional em suas variadas formas de apresentação, alguns deles em formato musicado, em uma interação de poesia e música que remonta às origens da poesia ocidental.

Esperamos você.


domingo, 11 de setembro de 2016

ECLB recebe a visita de ex-aluno da década de 1930.



Johannes Moreira da Silva (Jonas): aluno do Colégio Rio Branco de 1934 a 1937


No dia 16/08/2016 tivemos a felicidade de receber aqui no ECLB o ex-aluno do Colégio Rio Branco Johannes Moreira da Silva (Jonas), de 93 anos de idade, atualmente residente no Rio de Janeiro.


Funcionário público aposentado, o sr. Johannes veio rever o local onde estudou, acompanhado da esposa e do filho, e se mostrou satisfeito em percorrer o prédio histórico, rever as salas onde estudou, de 1934 a 1937, e que se mantêm ainda hoje preservadas.

Falou-nos o sr. Johannes que saiu de Bom Jesus ainda muito jovem para o Rio de Janeiro, e que sempre que vinha a nossa cidade, mantinha contato com o amigo Luciano Bastos.

Agradecemos imensamente a sua presença no ECLB, desejando que possa retornar mais vezes! Adoramos a visita!



Pedro Paulo Catharina: visita e doação ao ECLB

Pedro Paulo Catharina ao lado da impressora francesa Alauzet: conhecendo o acervo do ECLB


O bonjesuense Pedro Paulo Catharina, filho de José Catharina e Talita Garcia Catharina, visitou o ECLB no dia 18 de agosto. 


Pedro Paulo Catharina e Paula Bastos, diretora do ECLB


Professor de Letras da UFRJ, com doutorado em Línguas Neolatinas, Pedro Paulo publicou vários livros, seja na condição de autor ou de organizador.

Dois desses livros foram doados à Biblioteca do ECLB, e já se encontram disponíveis para consulta do público:
“Quadros Literários fin-de-siècle: um estudo de Às avessas de Joris-Karl Huysmans", de sua autoria, e livro de Pimentel Figueiredo, romance naturalista ambientado em Niterói em fins do século XIX, com organização de Pedro Paulo Catharina e Leonardo Mendes.




Agradecemos a visita do professor e sua doação à Biblioteca!