domingo, 9 de dezembro de 2012

OFICINA DE TEATRO NO ECLB

No dia 24 de novembro, aconteceu no Auditório do ECLB a última oficina do ano relacionada ao teatro. "A preparação de atores e a construção de personagens" foi o tema abordado pelo Diretor de Teatro Mayk Malfacine, de Guaçui (ES).

O oficinista abordou as teorias de Brecht, Stanilaviski e Antoine, além de aspectos relacionados à sonoplastia e composição de cenário.

Em seguida, os participantes realizaram diversos exercícios corporais, atividadades preparatórias indispensáveis para a encenação teatral. 

 


sábado, 8 de dezembro de 2012

BOM JESUS DO ITABAPOANA NO MAPA DE CULTURA RJ

A Secretaria de Estado de Cultura divulgou o Mapa de Cultura do Rio de Janeiro. É claro que Bom Jesus do Itabapoana faz parte desse mapa, mostrando um pouco da cultura e história dessa gente fluminense, através de seus distritos, suas tradições e prédios históricos.

http://mapadecultura.rj.gov.br/search/?municipio=bom-jesus-do-itabapoana&cat=&s= 

O Espaço Cultural Luciano Bastos se orgulha de contribuir para a preservação da cultura e história regional, integrando o Mapa da Cultura do Estado.

http://mapadecultura.rj.gov.br/bom-jesus-do-itabapoana/espaco-cultural-luciano-bastos/ 
 
 

VISITAS ESCOLARES AO ECLB

"No dia 28 de agosto os alunos no 1º Ano do Ensino fundamental I, realizaram uma visita ao Centro Cultural Luciano Bastos (CCLB), localizado no centro da cidade de Bom Jesus do Itabapoana. O objetivo da visita foi ensinar as crianças a valorizar a tradição da cidade e resgatar os valores culturais"

Confira as fotos:

http://eabji.educacaoadventista.org.br/fotos/4/projetos-educacionais/14/visita-ao-centro-de-cultura-luciano-bastos#263 

domingo, 14 de outubro de 2012

15 DE OUTUBRO: DIA DO PROFESSOR, UMA DATA PARA RELEMBRAR O COLÉGIO RIO BRANCO



O Colégio Rio Branco, durante 90 anos, cumpriu seu papel educacional contando com uma grande equipe de professores ao longo de toda sua história. Um grupo de trabalhadores que com certeza tem muita história para contar. Além disso, durante gerações, formou inúmeras turmas de professores em Bom Jesus. A primeira formatura deu-se em 1953 e a última em 2011. 


Jornal O Norte Fluminense divulga a instalação do curso Normal no Colégio Rio Branco no início da década de 50


O Espaço Cultural Luciano Bastos homenageia na pessoa da Professora Gilda Alt Figueiredo Salim a todos os professores que trabalharam no Colégio Rio Branco e aos que ali se formaram, levando consigo o ideal de uma sociedade mais justa.

Dona Gilda Alt Figueiredo Salim, que no dia 05 de outubro deste ano festejou seus 80 anos de idade, foi professora de biologia em vários colégios de Bom Jesus, dentre eles o Colégio Rio Branco, semeando em seus alunos o estímulo ao conhecimento e à curiosidade.



Dona Gilda é a primeira à direita. Na foto também está, dentre outros professores, D. Maria Ruth Bastos Guerra (casaco preto).



A Professora Gilda Alt Figueiredo aparece no alto, entre Walter Coutinho e José Américo Santiago. Também estão na foto o Professor  Dr. Francisco Baptista de Oliveira (de terno escuro) e as estudantes Vera Lucia Saldanha Xavier, Regina Rezende Ribeiro, Maria de Lourdes Luiz, Geisa Figueiredo, Maria Isabel Bousquet, Maria Aparecida, Marilene Monteiro, entre outros não identificados.



Da esquerda para direita:
1ª  fila: 1 -  Ailton Barreto   2 - Ilis Carlos Machado, 3 - Diretor Dr. Luciano Bastos   4 - ?    5 -  Dr. Francisco Baptista de Oliveira

2ª fila:   1 - José Américo Santiago    2  - Walter Coutinho 3 - Maria de Lourdes Sardino   4 -  Maria José Baptista de Oliveira (D. Mariquinha)      
5 -  Ercilia Tavares Borges   6 -  Diretora Maria do Carmo Baptista de Oliveira (D. Carmita),

3ª fila:  1 - ?    2 - ?    3 - Geisa Figueiredo    4 - Alzira Seródio Amim   
5 - Maria Helena Bousquet   6 - Júlia Moreira Provalero,  
7 -  Stella Mascarenhas Aguiar,   8- Maria Eliza Rezende Ribeiro (Mariinha), 9 -Clarice Baptista de Oliveira    10 -Gilda Alt Figueiredo.

4ª fila:  Dentre outras não identificadas estão  Regina Rezende Ribeiro, Maria de Lourdes Luiz, Maria Aparecida, Vera Lucia Saldanha Xavier.







  









quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CONFIRA AS FOTOS DA EXPOSIÇÃO "DOS AÇORES AO BRASIL - FAMILIA SERÓDIO" NO ESPAÇO CULTURAL LUCIANO BASTOS



   
Promovida pelo dr. Nino Seródio, no dia 10 de agosto último aconteceu, no Espaço Cultural Luciano Bastos, a abertura da Exposição “Dos Açores ao Brasil – Familia Seródio”, comemorando os 100 anos da chegada do casal Joaquim Vieira Seródio e Maria da Conceição ao Brasil.

Concebida por Joaquim Jacinto Moreira Seródio, com a colaboração de Regina Márcia Moreira e Jandira Moreira, a Exposição expôs a trajetória dessa tradicional família, contada através de documentos e imagens recolhidas pessoalmente por Dr. Nino e Jacinto nos Açores.





             




            
O ECLB, ao se integrar a esse evento, apóia a homenagem e preservação da contribuição desses pioneiros e seus descendentes para o desenvolvimento do Vale do Itabapoana.




domingo, 2 de setembro de 2012

EXPOSIÇÕES NO MÊS DE SETEMBRO NO ECLB

EXPOSIÇÃO "PABLO NERUDA NO BRASIL” 

Quem ainda não viu não pode deixar de  conferir a exposição Pablo Neruda no Brasil, com obras de artistas plásticos latino-americanos, jogos interativos, vídeos sobre a obra do poeta.
A mostra foi aberta ao público no dia 10 de agosto dentro do evento A América Latina Somos Todos Nós e está aberta para visitação das 9h às 11h e de 13h às 16:30h,  no Espaço Cultural Luciano Bastos.


EXPOSIÇÃO “DOS AÇORES AO BRASIL”
Em comemoração ao 160º aniversário de nascimento de Joaquim Vieira Seródio e Maria da Conceição – uma história que não pode ser esquecida.

 Agenda  
EXPOSIÇÕES PERMANENTES:
Salas Colégio Rio Branco – Ex-alunos, Secretaria, Sala de Aula
Sala da Imprensa

EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS:

Sala 1 – Dos Açores ao Brasil: 160º aniversário de nascimento de Joaquim Vieira Seródio e Maria da      Conceição

Sala América Latina -  Exposição: Pablo Neruda no Brasil

Biblioteca – Exposição: Vida e Obra de Pablo Neruda

Auditório – Patrimônios da Humanidade  na América Latina
  
HORÁRIO DE ATENDIMENTO
Terça a Sexta-feira:
manhã:  das 9h às 11h
tarde:   das  13h às 16:30h

domingo, 26 de agosto de 2012

A FESTA DO DIVINO ESPÍRITO SANTO E OS PRIMÓRDIOS DA FESTA DE AGOSTO

Igreja Matriz Senhor Bom Jesus do Itabapoana
Foto Antonio Soares Borges



    A Festa do Divino Espírito Santo chegou a Bom Jesus trazida pelos mineiros, entre 1860-1862. E Padre Mello adicionou à festa o Hino que escutava desde menino, em sua terra natal, na Ilha de São Miguel, Açores. Quem narra essa história é o próprio Padre Mello, em artigo intitulado "Meu Campinho", que reproduzimos abaixo, extraído do Jornal A Voz do Povo, de 27 de agosto de 1937.


MEU CAMPINHO
Primordios de Bom Jesus (continuação)


    Por se haver realizado há poucos dias nesta localidade a “Festa do Divino”, como vulgarmente se diz, parecerá que vou referir-me a ela descrevendo-a, traduzindo em palavras todo o seu esplendor, todos os actos de qualquer natureza ou caracter que fosse de que se constituiu, desde a construção da primeira barraquinha até á desarmação do ultimo machambomba, desde as primeiras notas do belíssimo hymno nas enthronizações da Coroa até que se perderam no ambiente os últimos acórdãos da Lyra de Apollo.
   Para tal tarefa sería insuficiente este “Campinho” e não caberia bem no assumpto geral destes escriptos. No entretanto cabe muito bem o histórico da Festa do Divino Espírito Santo aqui em Bom Jesus pois que pela sua antiguidade faz parte de seus “primórdios”.
   Em um dos artigos passados nós vimos que veiu de Minas, penso que de Pomba, Francisco José Borges, progenitor do Sr. Francisco José Borges que, embora octogenário, vive entre nós activo e aprumado, gozando em saúde o premio de sua morigerada mocidade veiu este senhor com cerca de quatro annos em 1859 na companhia de seu pai que se estabeleceu nas agoas já reunidas dos três córregos Brauna, Leite  e Mirindiba.. O velho Francisco José Borges era homem de grande actividade e tenazmente dedicado á lavoura que em pouco tempo fez surgir da espessa mataria que derribára.
   O amor e o alferro aos trabalhos rudes do campo não lhe diminuíam o sentimento religioso, antes com este e por este mais intensos e fructiferos se tornavam.
   Foi em virtude d’essa religiosidade, tão peculiar áquelle velho povo de Minas, que elle de combinação com Antonio Teixeira de Siqueira, já possuidor da Fazenda da Barra, lançou as bases da Devoção do Divino Espírito Santo. Sería isto pelos annos de 1860 a 1862.
   A devoção porém não consistia apenas em actos de piedade no recinto do templo, que era então a Capella de Santa Rita. Desde o inicio revelava-se em uma Festa mais ou menos solenne, com a sua procissão em que avultava a Coroa, esta mesma que temos visto não só nas procissões mas antes de figurar no andor enthronizada em diversos lares. Já também se destribuiam esmolas pelos mais pobres do logar.
    Na procissão figurava também o “imperador” com sua coroa. É a pequena coroa que também temos visto por ocasião da Festa ora na cabeça ora nas mãos do pequeno “imperador”.
   Enfim, a Festa do divino começou mais ou menos como a vemos actualmente com a diferença das enthronizações e do respectivo hymno.
   As enthronizações addicionei-as eu em um dos primeiros annos de meu parochiato e bem assim o bellissimo hymno cuja letra e cuja musica são da auctoria do Padre Delgado natural da ilha de S. Miguel, meu torrão natal. Deve ser muito antigo; pelo menos em minha infância já eu o ouvia cantar como hoje se canta aqui.
   As enthronizações implanteias mas não são creação minha. São uma imitação do que é já mais que secular em S.Miguel. N’esta ilha, e talvez nas outras dos Açores, a Festa do Divino é feita no dia próprio, Dominga de Pentecostes quando a Egreja commemora a Descida do Espirito Santo sobre os apóstolos. Nesse dia faz-se o sorteio, entre os inscriptos, d’aquelles devotos que enthronizarão no anno seguinte a Coroa conservando-a uma semana inteira. São sete os sorteados em memória dos sete Dons do Espirito Santo, e também por serem sete as domingas que medeiam entre a paschoa e o Pentecostes, pois, como já disse, a Coroa fica uma semana inteira na residência de cada um sorteado.
   Assim, o que tira a primeira dominga recebe a Coroa no mesmo domingo da Festa e a conserva até ao dia da Paschoa; o que tira a segunda recebel.aá no domingo seguinte; o que tira a terceira, no domingo immediato, e assim até á ultima dominga antes da Pentecostes. Tirar pois a primeira dominga é como tirar a sorte grande, e esse é o piedoso anceio de todos os canditatos ao sorteio.
   O uso do “imperador”, digamos assim,festeja de algum modo o seu dia, e dá banquete aos companheiros e a outras pessoas de intimidade. Os  velhos e as crianças pobres participam, de certo modo, do banquete.
   Qual a origem porém d’este  conjunto de actos religiosos e caritativos acima apontados e de muitos outros cuja descripção não caberia aqui? Respondo em duas palavras (é tempo de encerrar o “Campinho”):   
   No principio de século 14º reinava em Portugal o rei D. Diniz desposado com D. Isabel, intitulada a Rainha Santa, antes que a Egreja a declarasse Santa. Em virtude de um voto, talvez por não proseguir com seus horrores a guerra civil entre D. Diniz e seu filho Affonso IV o bravo, es santos esposos mandaram edificar uma igreja, no dia de Pentecostes o rei , com a rainha, conduzia a sua coroa nas mãos até á igreja depositando-a no altar. Ahi o Bispo de Lisboa com o cerimonial adequado, depositava a coroa na cabeça do rei, significando este acto que o poder dos príncipes vem de Deus.
  Nas outras cidades e nas aldeias era natural proceder-se semelhantemente para se affirmar o mesmo principio; mas como o rei era só um, alguém o representava, como também qualquer parocho em sua egreja representava o Bispo.
   Assim se foi generalizando a devoção ao Divino Espirito Santo com o symbolo do poder, a coroa, e a pessoa do “imperador” o depositário do poder.
   Ahi tem o leitor a origem tão remota como solene do culto do Divino Espirito Santo e como elle foi introduzido em Bom Jesus nos seus primórdios.
PADRE MELLO
   
                                           





Anúncio da Festa do Divino Espírito Santo em Bom Jesus do Itabapoana
Jornal Itabapoana, Agosto de 1907