segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Espaço Cultural Luciano Bastos comemora 15 anos com programação especial

O Espaço Cultural Luciano Bastos completa 15 anos e convida o público para uma programação especial no próximo dia 11 de agosto de 2026 (terça-feira), que inclui a abertura da Exposição Javerson Spadarott Bullus e a apresentação musical de MPB Encontro Musical de Gerações: Jamil Curi e Antonio.

Venha comemorar conosco!


11 de agosto (terça-feira)

9h
Abertura da Exposição do artista plástico Javerson Spadarott Bullus
A exposição fica aberta até o dia 14/08/2026, com visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 11h30min e das 13h às 16h30minVisitas para grupos devem ser agendadas pelo e-mail: espacoculturallucianobastos@gmail.com

9h30min
Apresentação musical de MPB “Encontro Musical de Gerações: Jamil Curi e Antonio"



segunda-feira, 20 de julho de 2026

Vem aí o segundo encontro do VI Ciclo de Diálogos no ECLB!

                


O segundo encontro do VI Ciclo de Diálogos entre Filosofia, Ciência e Tecnologia acontece no Espaço Cultural Luciano Bastos.no dia 21 de julho, terça-feira, às 19h.

O evento propõe um diálogo aberto com a comunidade a partir das apresentações de trabalhos desenvolvidos por estudantes do IFF campus Bom Jesus do Itabapoana-RJ.

Nesta etapa, os estudantes do Curso de Pós-graduação em Educação, Desenvolvimento Territorial e Sustentabilidade estarão refletindo sobre vários temas:

- Inovação sustentável e valorização de culturas alternativas. Produção de Soja Edamame e desenvolvimento de produto vegano. Por Mariana Silva de Souza Malaquias

- Aplicação de práticas de manejo de resíduos e tratamentos de dejetos e efluentes na pecuária leiteira no município de Bom Jesus do Itabapoana. Por: Cínthia Garcia da Silva Campero.

- O papel das pequenas agroindústrias familiares no desenvolvimento territorial de Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Por: Maurício Silva Zanon.

- Um patrimônio cultural esquecido. Análise do clube social negro Tupy Dancing Club em Bom Jesus do Norte. Por: Beatriz Lumbreras Delatorre.                    

Além disso, será apresentado o trabalho desenvolvido pelos discentes da disciplina de Estatística do Curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia de Alimentos:

- Perfil dos consumidores do Agrícola. Por: Giulia Lomar de Moura Pinto, João Cesar Neto Marques, Kauã Richard Araújo Branco e Laís Silva Ramos.



Evento com certificado!

Aguardamos você!






segunda-feira, 13 de julho de 2026

VI Ciclo de Diálogos entre Filosofia, Ciência e Tecnologia no ECLB

                             


VI Ciclo de Diálogos entre Filosofia, Ciência e Tecnologia acontece no dia 14 de julho, terça-feira, às 19h, no ECLB.

O Espaço Cultural Luciano Bastos tem a alegria de receber o VI Ciclo de Diálogos entre Filosofia, Ciência e Tecnologia, promovido pelo Cine Clube Debates. 

O evento, coordenado pelo Prof. Rafael Tardin, retorna em sua sexta edição com uma programação voltada para os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes dos cursos superiores de Engenharia de Computação e Ciência e Tecnologia de Alimentos do IFF campus Bom Jesus do Itabapoana.

Nesta edição, o objetivo é também abrir espaço para trabalhos desenvolvidos pelos estudantes do Curso de Pós-Graduação em Educação, Desenvolvimento Territorial e Sustentabilidade do IFF campus Bom Jesus.

O Ciclo vai abordar:

- Desenvolvimento de maionese “low-fat” utilizando biopolímeros. Por: Sidclei Rangel

- Juventude rural e reconversão produtiva na construção da Indicação Geográfica dos cafés especiais do Alto Noroeste do Rio de Janeiro. Por: Lucas Moretz-Sohn David Vieira

- Sonhando coletivamente por outras realidades: um estudo de caso sobre o Centro Social São José no atendimento a crianças e adolescentes em Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Por: Denise Aparecida da Silva Pereira

- Horta Escolar como espaço de ensino Interdisciplinar: proposta de intervenção pedagógica na escola Municipal Mariquinha Batista em Bom Jesus do Itabapoana. Por: Weidimar da Silva Costa


Venha participar conosco!

Evento com certificado


VI Ciclo de Diálogos entre Filosofia, Ciência e Tecnologia
Data: 14.07.26 (Terça-feira)
Horário: 19h
Local: Espaço Cultural Luciano Bastos
Praça Amaral Peixoto 13, centro, Bom Jesus do Itabapoana-RJ




quarta-feira, 17 de junho de 2026

Colégio Rio Branco: Festa Junina 2005


MEMÓRIA ESCOLAR 2005: Festa Junina no Colégio Rio Branco é sempre uma boa recordação! Quadrilha, pipoca, cachorro-quente, bingo, tudo recheado com muita alegria!








quarta-feira, 13 de maio de 2026

Estudantes do CEJA Bom Jesus visitam o ECLB na Semana Literária


Ontem (12/05), a Semana Literária do CEJA Bom Jesus foi vivida fora de sala de aula, no Espaço Cultural Luciano Bastos.

Recebidos por Paula Bastos e Maria Cecília Costa Dias, do ECLB, os visitantes conheceram o prédio histórico, as exposições de longa duração e o rico acervo de objetos que contam um pouco da história do Colégio Rio Branco.

A visita foi uma iniciativa das professoras Maria Aparecida Cruz Xavier e Simoni Xavier da Costa Carvalho e contou com a presença das professoras Iracema de Moraes Araújo, Sandra Rosne Silva do Carmo Jamaica Cabral e Maria Aparecida Teixeira da Silva.

Convidada a participar desse momento, Paula Bastos conversou com os estudantes sobre a importância dos livros, destacando o acervo de nossa biblioteca.
Paula Bastos recebe da Profª Maria Aparecida Teixeira da Silva doação do livro "Uma História que Ouvi do Meu Avô", de autoria com a irmã, Maria Bernadete Teixeira.





Dia da Poesia Bonjesuense: o legado de Elcio Xavier


(Blog do Jornal O Norte Fluminense)

O Dia da Poesia Bonjesuense, celebrado em 3 de maio, no Espaço Cultural Luciano Bastos, foi mais do que uma homenagem. Foi um reencontro entre o passado e o futuro das letras de Bom Jesus. Uma tarde em que a poesia caminhou entre as pessoas como quem retorna ao seu lugar de origem, trazendo nos olhos a memória e no peito a eternidade.

Para o Dia da Poesia Bonjesuense vieram especialmente do Rio de Janeiro Rogério Loureiro Xavier, filho e guardião da memória de Elcio Xavier, acompanhado de sua esposa, Eloisa, e da filha, Elaine. Rogerio foi um dos homenageados com o Certificado de Honra e Louvor.

E sobre todos os versos pairava o nome de Elcio Xavier, o eterno Príncipe dos Poetas. Homem de palavras iluminadas, que fez da delicadeza um estilo e da sensibilidade um reino. Seu legado não repousa apenas nos livros ou nas lembranças: permanece vivo nas novas gerações de escritores e poetas que continuam transformando Bom Jesus numa terra de inspiração.

Elcio jamais deixou para trás a Serra do Tardin, as paisagens da infância, o cavalo Ventania. Levava consigo a simplicidade das montanhas, o silêncio dos rios e a grandeza invisível das coisas humildes. E talvez seja exatamente por isso que sua poesia continue tão humana e tão eterna.

A poetisa e escritora Jandira Xavier Moreira, uma das homenageadas do dia, trouxe para o Espaço Cultural Luciano Bastos o soneto “O Voo do Pioneiro”, em que transforma Elcio em ave de luz e permanência. Seus versos fizeram do poeta uma presença suspensa entre o céu e a memória, como alguém que não partiu, apenas atravessou o horizonte.

Também veio de Laje do Muriaé, RJ, a voz sensível da poetisa Maria Beatriz Silva, trazendo palavras de profunda ternura em homenagem ao “Poeta Maior”. Seu texto lembrou que a poesia desconhece distâncias e que há homens cuja existência continua ecoando muito além do tempo. Em cada linha, Maria Beatriz fez da saudade um jardim iluminado pela gratidão.

E havia ainda os filhos da velha Pirapetinga de Bom Jesus igualmente homenageados: Lauro Amaral, Adalto Boechat Jr. e a própria Jandira Xavier Moreira. Todos carregando consigo as lembranças do torrão natal, os encantos da infância e o orgulho silencioso de pertencer àquela geografia afetiva onde a palavra nasce junto com o vento das montanhas.

A ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Letras, foi uma das grandes protagonistas do evento, ao lado do jornal O Norte Fluminense. A juventude literária mostrou que a chama acesa por Elcio Xavier continua viva e ardente. A jovem Beatriz Magalhães, filha de Giselle Magalhães, uma das homenageadas da tarde, brilhou durante toda a celebração, conduzindo homenagens ao lado de Rogério Loureiro Xavier, filho do Príncipe dos Poetas. Com ela estiveram os jovens Ana Alice Sátolo, Matheus Pimentel e Felipe. Suas presenças simbolizavam a continuidade da memória e da cultura.

A Tuna Luso Bonjesuense levou música e emoção ao encontro, enquanto o açoriano Francisco Amaro Borba Gonçalves trouxe palavras comoventes sobre Elcio Xavier, atravessando oceanos para participar daquele instante de comunhão poética. Também emocionou a presença de Lenice Xavier, com sua filha Renata. Lenice é prima de Elcio e sua trajetória literária igualmente honra a tradição das letras bonjesuenses. E no meio de acordes e memórias, destacou-se ainda Marise Figueiredo Xavier, fundadora da Escola de Música Cristo Rei, responsável pela formação musical de centenas de alunos ao longo dos anos. Sua presença iluminou a celebração, e sua delicada apresentação ao piano transformou o ambiente num instante de rara sensibilidade, como se a própria música dialogasse com a poesia e conduzisse, em notas suaves, a memória de Elcio Xavier através do tempo.

Livros circularam como sementes. “O Véu da Manhã”, “Rosaquarium”, e "Lembranças", de Elcio Xavier, além de “Saudades”, de Gedália Loureiro Xavier, foram distribuídos ao público, juntamente com "A Saudade que Não Passa", de Rogério Loureiro Xavier e "Alma Inquieta", da saudosa Raquel Loureiro Xavier Soares. Mais do que páginas impressas, eram fragmentos de memória entregues às mãos do povo.

Naquela tarde, Bom Jesus pareceu compreender algo raro: um povo sem poesia empobrece a alma; um povo que reverencia seus poetas constrói eternidade.

E assim, no Dia da Poesia Bonjesuense, Elcio Xavier foi elevado à condição de rei, não um rei de coroas e palácios, mas daquilo que realmente permanece: a palavra, a beleza, a cultura e a esperança.

Porque enquanto houver alguém declamando um verso às margens do Itabapoana, enquanto houver um jovem descobrindo a força de um poema, enquanto a memória da Serra do Tardin sobreviver no coração de seus filhos, Elcio Xavier continuará vivo.

Não apenas como poeta.

Mas como destino literário de Bom Jesus.

 

O Voo do Pioneiro

Jandira Xavier Moreira

 

Um século de luz em cada traço,

Rasgando “O véu da manhã, cortando o silêncio,

Quem conhece da alma, o seu imenso,

Não teme a curva, o tempo ou o cansaço.

 

Elcio, pioneiro da terra e desses espaços,

Colheu das palavras o brilho mais intenso,

Deixando o rastro de um olhar suspenso,

No rio que corre e acalma o nosso passo.

 

Agora é voz que o vento transmigra,

Poeta solto em céu itinerante,

Onde a saudade, em gratidão, se abriga.

 

Não é partida, é voo de diamante:

A carne finda, mas a rima intriga,

Fazendo o ontem ser o hoje: adiante.

(Olhares de Branca.Jandira)

 

 

ONDE A PALAVRA PERMANECE!

Maria Beatriz da Silva 

 

Hoje não caminho entre vocês,

mas envio minha voz em forma de verso

porque a poesia não conhece distâncias

 ela atravessa o tempo, o silêncio

e encontra morada no coração.

 

Dizem que há dias que passam

mas há outros que permanecem

e este não é um dia qualquer:

é daqueles que florescem dentro da gente,

onde a poesia respira

e a memória se faz presente.

 

Homenagear um poeta

é mais do que lembrar seu nome 

é reconhecer que ele ainda fala

em cada verso que nos atravessa

em cada emoção que não conseguimos dizer

até que a poesia fale por nós.

 

Hoje, ecoa entre nós

o nome de Elcio Xavier,

meu poeta maior,

aquele que fez da palavra abrigo

e do sentimento eternidade.

 

Há almas que não partem,

apenas se transformam em luz

espalhada nas entrelinhas do mundo.

E hoje, entre vozes, encontros e lembranças,

Elcio Xavier vive 

no sopro de cada verso dito com amor.

 

Que cada poesia aqui declamada

carregue um pouco dessa eternidade.

Que cada verso seja ponte,

semente, abrigo e emoção.

 

E que, mesmo eu estando ausente 

eu esteja presente naquilo que mais importa:

no sentir que nos une,

na poesia que nos guarda,

e no silêncio bonito

onde o Poeta Maior continua vivo entre nós.

 

https://onortefluminense.blogspot.com/2026/05/dia-da-poesia-bonjesuense-o-legado-de.html











quinta-feira, 30 de abril de 2026

Vem aí o Dia da Poesia Bonjesuense!


No coração do Bonjesusense, onde o tempo parece repousar no meio de memórias e afetos, a poesia volta a florescer como expressão viva da identidade local.

No próximo dia 3 de maio de 2026, às 14 horas, o Espaço Cultural Luciano Bastos se tornará palco de um encontro entre passado e presente, celebrando o Dia da Poesia Bonjesuense, uma organização da ABIJAL, Academia Bonjesuense Infantojuvenil de Artes e Letras, e o jornal O Norte Fluminense.

A data não é apenas simbólica, marca o nascimento de Elcio Xavier, reverenciado como o “Príncipe dos Poetas”, cuja sensibilidade transformou palavras em legado e emoção em permanência. Sua presença, eternizada na memória coletiva, paira como inspiração sobre cada verso que ainda hoje ecoa entre gerações.

A programação promete mais que uma homenagem: será um convite à contemplação, à escuta e ao reencontro com aquilo que a poesia tem de mais essencial, a capacidade de traduzir a alma humana. No meio de leituras, lembranças e sentimentos partilhados, o evento reafirma que a poesia não pertence apenas aos livros, mas palpita viva nas ruas, nas vozes e na história de um povo.

Assim, o Bonjesusense celebra não apenas um poeta, mas a própria essência de sua expressão cultural, onde cada palavra escrita carrega o poder silencioso de se tornar eternidade.




POBRE JARDIM DA ALDEIA

Elcio Xavier



Pobre jardim da aldeia

onde deixei meus oito anos

junto ao chafariz de trevos:

leva-me ao teu grande mar

neste solitário fenecer!

Quero rever o castelo marinho,

a tempestade, o primeiro encontro,

as rosas-fadas que me amaram

e as queixas dominicais

de tuas sombras frescas.

Falta-me o azul de tuas tardes

e sinto que não verei o luar.

Não encontro meu sangue

nas lutas que partem da noite,

Não tenho memória dos tempos

nem vejo meu rosto na lagoa.

O mundo sucumbirá num suspiro

se minha infância não regressar.

(Blog do Jornal O Norte Fluminense)