O Voo do Pioneiro
Jandira Xavier Moreira
Um século de luz em cada traço,
Rasgando “O véu da manhã, cortando o silêncio,
Quem conhece da alma, o seu imenso,
Não teme a curva, o tempo ou o cansaço.
Elcio, pioneiro da terra e desses espaços,
Colheu das palavras o brilho mais intenso,
Deixando o rastro de um olhar suspenso,
No rio que corre e acalma o nosso passo.
Agora é voz que o vento transmigra,
Poeta solto em céu itinerante,
Onde a saudade, em gratidão, se abriga.
Não é partida, é voo de diamante:
A carne finda, mas a rima intriga,
Fazendo o ontem ser o hoje: adiante.
(Olhares de Branca.Jandira)
ONDE A PALAVRA PERMANECE!
Maria Beatriz da Silva
Hoje não caminho entre vocês,
mas envio minha voz em forma de verso
porque a poesia não conhece distâncias
ela atravessa o tempo, o silêncio
e encontra morada no coração.
Dizem que há dias que passam
mas há outros que permanecem
e este não é um dia qualquer:
é daqueles que florescem dentro da gente,
onde a poesia respira
e a memória se faz presente.
Homenagear um poeta
é mais do que lembrar seu nome
é reconhecer que ele ainda fala
em cada verso que nos atravessa
em cada emoção que não conseguimos dizer
até que a poesia fale por nós.
Hoje, ecoa entre nós
o nome de Elcio Xavier,
meu poeta maior,
aquele que fez da palavra abrigo
e do sentimento eternidade.
Há almas que não partem,
apenas se transformam em luz
espalhada nas entrelinhas do mundo.
E hoje, entre vozes, encontros e lembranças,
Elcio Xavier vive
no sopro de cada verso dito com amor.
Que cada poesia aqui declamada
carregue um pouco dessa eternidade.
Que cada verso seja ponte,
semente, abrigo e emoção.
E que, mesmo eu estando ausente
eu esteja presente naquilo que mais importa:
no sentir que nos une,
na poesia que nos guarda,
e no silêncio bonito
onde o Poeta Maior continua vivo entre nós.