terça-feira, 24 de maio de 2016

Vice-Diretora do ECLB se qualifica em curso de Aperfeiçoamento de Gestão Pública e Agenciamento Cultural


No dia 21 de maio, na Biblioteca Parque do Rio de Janeiro, realizou-se o encerramento do Curso de Formação de Gestores Públicos e Agentes Culturais - PADEC Edição 2015, promovido pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro.

Paula Bastos e sua tutora, Ana Sobral

Alunos das regiões norte e noroeste fluminense: turma 01

A Vice-Diretora do ECLB, Paula Bastos, participou, junto com outros alunos das regiões noroeste e norte fluminense, da turma 01, que contou com o apoio da tutora Ana Sobral.




Para elaboração de seu artigo de fim de curso, Paula recebeu a orientação da museóloga Mariana Várzea, que foi Superintendente de Museus no Estado do Rio de Janeiro. Confira o resumo do artigo:


História, Cultura e Identidade(s) no Noroeste Fluminense - Como os museus podem fortalecer essa reflexão?
Um estudo de caso: o Espaço Cultural Luciano Bastos


A região noroeste fluminense é constituída por 13 municípios, possuindo um histórico comum de ocupação do território a partir de colonizadores mineiros, desenvolvendo uma importante economia cafeeira no século XIX. Seu patrimônio cultural é diversificado, destacando-se os festejos populares, a cultura popular e a música. Os museus existentes na região estão localizados nos municípios de Aperibé, Miracema, Natividade, Varre-Sai e Bom Jesus do Itabapoana. O Espaço Cultural Luciano Bastos (ECLB), em Bom Jesus do Itabapoana, foi abordado como estudo de caso para detectar como as instituições museológicas da região refletem e dialogam com a cultura em seu território. Constituído em uma área histórica, o ECLB está situado em antigo prédio onde funcionou o antigo Colégio Rio Branco (CRB). Seu acervo é variado, composto principalmente de objetos, documentos e fotos do CRB, além de maquinário de antiga gráfica de imprensa local. Muitos visitantes ex-alunos se emocionam ao reviver tempos de um passado, expressando a importância da permanência do ECLB. Diversas atividades culturais como apresentações musicais, lançamento de livros, oficinas, exposição de artesanato, dentre outros, acontecem ao longo do ano. O ECLB tem proporcionado espaços de reflexão sobre a(s) identidade(s) e memória da população local e regional, e uma integração entre os museus da região poderia fortalecer e ampliar essas ações.

Palavras-chave: instituições museológicas; museus; noroeste fluminense; Espaço Cultural Luciano Bastos.




Encerramento ocorreu no Teatro da Biblioteca Parque Estadual no Rio de Janeiro



Mestre Nico, de Santo Antonio de Pádua, apresentou o tradicional Mineiro-Pau


Apresentação do Mineiro-Pau


Paula Bastos confere a pesquisa de Dulce Tupy sobre as Folias em Saquarema


Paula Bastos e Rodrigo Rangel, de Tanguá: representantes no Sistema Estadual de Museus-RJ


Confira a notícia do encerramento do curso na página da Secretaria Estadual de Cultura (SEC):
http://www.cultura.rj.gov.br/materias/encerramento-do-curso-de-formacao-de-gestores-e-agentes-culturais-reune-realizadores-na-biblioteca-parque-estadual



Confira como foi o Circuito Difusão - 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos no ECLB




     No mês de maio o ECLB foi palco do Circuito Difusão - 10ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, exibindo seis filmes que abordam questões fundamentais, sob vários aspectos, para a cidadania. As sessões, gratuitas e com direito a suco e pipoca, atraíram um público diverso, mas com um ponto em comum: o interesse em refletir sobre temas pulsantes e fundamentais em nossa sociedade.

Alunos do Centro Educacional Santa Rita de Cássia assistem Félix, o Herói da Barra, no dia 04/05, em sessão escolar

Essa é a segunda vez que o ECLB participa da difusão da Mostra, e em 2016, as sessões noturnas contaram com a participação especial de dois ex-alunos do Colégio Rio Branco para conduzir o debate após a exibição dos filmes.


10/05: Porque Temos Esperança
Nas "Terça na Tela", o professor de filosofia Rafael Tardin (Cineclube Debates, do IFF) conduziu as sessões: Félix, o Herói da Barra; Porque Temos Esperança; 500 - Os bebês roubados da ditadura militar.
12/05: O Muro é o Meio



Nas sessões do "Curta às Quintas", a condução ficou a cargo do jornalista Pedro Salim Junior, com os filmes: O Abraço da Maré; O Muro é o Meio; O Outro Lado.



Como foi o evento? Com a palavra os debatedores:


Assim caminha a Humanidade

Pedro Salim Jr.
"A 10ª Mostra de Direitos humanos encerra mais uma vez e nos deixa a sensação que a nossa alma não é pequena diante dos temas oferecidos pelos filmes. A ideia edificada no coletivo quando se ouve que “direitos humanos é para defender bandidos” começa a ruir quando se entende que defender a dignidade humana é algo muito maior. Pobreza, miséria, preconceito e intolerância são discutidos amplamente sem necessariamente recorrer a piedade. Arte visual que passeia pela dor mostrando que a vida pode ser bem melhor.

Fique atento à programação do ECLB. Até a próxima!"

                                        Pedro Salim - jornalista



05/05: O Abraço da Maré
12/05: O Muro é o Meio

19/05: Do meu Lado


Rafael Ferreira Tardin:

Rafael Tardin

"A proposta da 10ª Mostra de Cinema de Direitos humanos, exibida e discutida numa ação conjunta entre o Espaço Cultural Luciano Bastos e o projeto de extensão Cineclube Debates do IFF Bom Jesus, era a de um olhar cuidadoso sobre questões não óbvias. Questões essas que emergem de uma forma poderosa diante de nós quando realizamos tal empreitada. Se propor a pensar as relações que envolvem os direitos humanos é sempre um ato de coragem, pois pressupõem-se ir além do que é visto e tido como real. Caminhar em territórios desconhecidos sempre causa certo receio.

03/05: Félix, o Herói da Barra
Refletir sobre algo é sempre um movimento complexo. Flexionar sobre si (reflexão) é antes de tudo envolver-se. Não há como discutir relações humanas e não sentir-se alvo das discussões. Pensar, antes de tudo e acima de tudo é ato, movimento. Diante disso, pensar os filmes da Mostra de Cinema de Direitos Humanos é nos colocar diante de questões não somente enquanto meros expectadores e sim como indivíduos comprometidos com a práxis, com uma ação em resposta à tomada de ciência de tais problemas e desafios. 

10/05: Porque Temos Esperança
Memória e identidade. Temas que compuseram a “coluna vertebral” desse evento que, a meu ver, também se configurou como uma convocação a todos que ali se encontravam. Não diria que o evento se configurou como somente “um convite ao pensar”, pois aqui, a partir da iniciativa livre de se propor a refletir, o que se tem é um verdadeiro comprometimento com o que se vê e se percebe. Ter ciência do embate dos moradores da Barra do Aroeira, da jornada de Marli e da luta das avós da Praça de Maio implica em posicionar-se; implica numa mudança de postura diante das coisas. Conhecer tais histórias, mais do que um privilégio, é se colocar mediante o confronto entre o dito e o não dito; o revelado e o não revelado; a justiça e a injustiça . O que testemunhei e compartilhei nessas três semanas foi muito mais que exibições, foram olhares minuciosos sobre lutas, embates e vidas que anseiam por reconhecimento existencial, por uma construção livre de sua identidade e pelo direito a cidadania. 

17/05: 500 - os bebês roubados da ditadura militar
Tendo em vista essa relação com as obras apresentadas (“Félix, o herói da Barra”, “Porque temos esperança” e “500 – os bebês roubados da ditadura militar”), a apreensão crítica direcionou nossos olhares para diversos caminhos, dentre os quais a Ética, que se manifesta enquanto fundamental e necessária numa conexão entre a vida dos que apreciavam os documentários e a vida dos que eram exibidos nos mesmos. Tal conexão é forte e imperativa. É no campo da Ética que as vidas se entrelaçam, se formam, ganham sentido e identidade, permanecendo por fim para sempre eternizadas na memória (ou não). Mas na memória de quem? Quem representa a memória, representa qual memória? A sua ou daquele que venceu? Quem guarda a memória das vítimas senão os sobreviventes?


É preciso se (re)pensar a própria memória. 

10/05: Porque Temos Esperança
Enquanto receptáculo da identidade, a memória por sua vez necessita ser compartilhada e nisso a Mostra de Cinema de Direitos Humanos cumpre a mais bela das missões: permitir que a memória dos sobreviventes seja revelada às pessoas que fazem parte desse mundo e que desconhecem de tal conexão com as mesmas. Do outro lado da tela, o público que esteve presente no Espaço Cultural para assistir aos documentários e discuti-los se deparou com a possibilidade de ser agente transformador daquilo que impede tais histórias de chegarem às pessoas. 

19/05: Do meu Lado
A Mostra de Cinema de Direitos humanos agrega dois projetos reflexivos em um: pensar como o audiovisual (Cinema) pode nos levar para além de uma visão puramente intelectual sobre as coisas e pensar sobre os direitos humanos como algo que preza pela preservação da alteridade, elemento basilar na construção das relações humanas.

03/05: Félix, o Herói da Barra
Enquanto audiovisual, o impacto não é meramente intelectual (racional), o que permite um envolvimento diferente com o que é apresentado. Esse envolvimento, conduzido pela emoção, culmina numa percepção sobre o cenário apresentado que perpassa a dimensão humana, promovendo dessa forma uma conexão que transcende tempo e espaço. Essa conexão alimenta a alteridade e pressupõe uma postura que se distingue do desprezo e indiferença em relação às lutas e os dramas vividos pelas pessoas (e não personagens) vistas na tela. O abalo que um documentário provoca é o da constatação de que aquilo que se vê não é ficção, ou seja, algo criado artificialmente que simula o real nos permitindo “brincar” de viver, provocando em nós reações que então são canalizadas em momentos da nossa própria realidade e não aqueles retratados na tela. 

03/05: Félix, o Herói da Barra
Assim sendo, os documentários nos apresentam vidas, existências que se enquadram no mesmo plano real que os espectadores, que então não se permitem “brincar” de viver num ambiente controlado, pois o ambiente é a própria realidade, fruto de ações e movimentos que na maioria das vezes escapam ao controle. No mundo real não é permitido “brincar” de viver. Quando o público se vê no mesmo plano daquele que está na tela, ele se assume como ator, cuja atuação pode ser no sentido de compactuar com o ocultamento daquela memória ou o contrário disso: aliar-se na luta pelo resgate da memória e da construção da própria identidade ao lado do povo da Barra do Aroeira, da Marli e das avós da Praça de Maio. 

10/05: Porque Temos Esperança
Trata-se de um recorte do real que desde já, em sua premissa mais básica, deixa claro que se trata de um projeto transformador: é preciso mostrar não para pura apreciação estética e sim para mudar. Enquanto outro projeto reflexivo, pensar os direitos humanos de uma forma que foge ao senso comum é admitir a luta e o embate como elemento essencial. Não se trata de uma luta que segrega direitos enaltecendo determinadas demandas em detrimento de outras, pelo contrário. O embate travado é sempre no intuito de exigir equidade, ou seja, a luta segue sempre na direção da alteridade como um “cuidar do outro como cuidar de si”. E novamente é possível analisar que, pensar a reconstrução das relações humanas por meio da luta pelos direitos humanos é uma questão Ética. 

Ferir o preceito da equidade é um crime que transcende cenários locais. Para ser mais preciso transcende os limites físicos alcançando aquela dimensão inteligível onde habita a noção de humanidade, compreendida então como aquilo que comporta todos os seres humanos, sem distinção alguma. Crimes contra a humanidade ferem os direitos humanos e como tais pressupõem uma agressão a todos os humanos. Lutar por esses direitos é um processo duplo: ao lutar pelo direito do outro, na mesma medida, luto por mim mesmo. Os direitos pelos quais o povo da Barra do Aroeira, Marli e as avós da Praça de Maio lutam também são nossos. É por meio desses direitos que nos conectamos enquanto existências que anseiam a mesma coisa, e é nesse ponto que podemos ter um pequeno vislumbre da conexão que a palavra humanidade remete. 
10/05: Porque Temos Esperança
Participar de um ciclo de discussões sobre esses dois projetos reflexivos nos impele a mergulhar em dimensões radicalmente humanas. Longe de toda forma mecanizada de pensar que camufla a humanidade em nós por meio de um discurso técnico que se propõe enquanto detentor absoluto da verdade sobre o real. 

Enquanto conexão desenvolvida nessas três semanas, afirmo com toda certeza que a história do povo da Barra do Aroeira, da Marli e das avós da Praça de Maio repercutiram em minha existência compondo desde então minha memória. Levo para o resto da minha vida a historia dessas pessoas e através do contato com elas a construção da minha identidade ganha um novo capitulo. Parabenizo ao Espaço Cultural pela iniciativa ao abrir suas portas e permitir que várias pessoas conhecessem essas grandes demonstrações de coragem e luta. Obrigado ao Espaço Cultural por compartilhar comigo esse momento tão especial."


Confira mais fotos do evento:


10/05: Porque Tempos Esperança





12/05: O Muro é o Meio
17/05: 500 - Os bebês roubados da ditadura militar
19/05: Do meu Lado
13/05: Félix, o Herói da Barra

O ECLB agradece a Pedro Salim Júnior e Rafael Ferreira Tardin, bem como a todos que estiveram conosco durante o Circuito Difusão, enriquecendo os debates e as reflexões.


Quer saber mais sobre os filmes apresentados? Confira: 
http://espacoculturallucianobastos.blogspot.com.br/2016/04/10-mostra-cinema-e-direitos-humanos-em.html

segunda-feira, 23 de maio de 2016

SUELEN RIBEIRO DEFENDE MESTRADO SOBRE COLÉGIO RIO BRANCO


Suelen Ribeiro defendendo dissertação de mestrado na UENF sobre o Colégio Rio Branco.


O Espaço Cultural Luciano Bastos parabeniza Suelen Ribeiro de Souza, Mestranda em Políticas Socias da Uenf (Universidade Estadual Norte Fluminense), pela defesa do seu mestrado com o tema "O ENSINO SECUNDÁRIO DO COLÉGIO RIO BRANCO DE BOM JESUS DO ITABAPOANA E OS ALUNOS BOLSISTAS: APONTAMENTOS SOBRE A HISTÓRIA E A POLÍTICA EDUCACIONAL​".

No último dia 13 de maio, Suelen fez a defesa de sua Dissertação de Mestrado no mini Auditório do CCH (Centro de Ciências do Homem), da UENF, em Campos dos Goytacazes (RJ).

A banca examinadora foi composta pelos professores Fernando Gouvêa (UFRRJ), Doutor em educação pela PUC-Rio, Renata Maldonado da Silva (UENF), co-orientadora, Doutora em educação pela UFF, Silvia Alicia Martínez (UENF), orientadora, Doutora em Educação pela PUC-Rio, Leandro Garcia Pinho (UENF), Doutor em Ciências da Religião pela UFJF e Giovani do Nascimento (UENF), doutor em Políticas Públicas e Formação Humana pela UERJ.

Estiveram presentes colegas e familiares da mestranda, bem como a diretora do Espaço Cultural Luciano Bastos, Paula Bastos. 

A equipe do ECLB sente-se muito feliz por esta conquista de Suelen, desejando sucesso em sua carreira.




Apresentando a dissertação





Suelen Ribeiro (centro) com a banca: Professores Fernando Gouvêa (UFRRJ), Renata Maldonado da Silva (UENF), co-orientadora, Silvia Alicia Martínez (UENF), Orientadora, e Leandro Garcia Pinho (UENF).




Familiares presentes ao evento


Defesa contou com a presença de professores e convidados




Saiba mais em:
 http://espacoculturallucianobastos.blogspot.com.br/2015/09/colegio-rio-branco-e-tema-de-mestrado.html



sábado, 7 de maio de 2016

Feliz Dia das Mães!






















O Espaço Cultural Luciano Bastos deseja a todas as Mães um dia muito Feliz!

Juntos, mães e filhos visitam ou desfrutam diversos eventos culturais no ECLB ao longo dos últimos anos.




segunda-feira, 2 de maio de 2016

Gratidão a Luciano Bastos e ao Colégio Rio Branco

Matéria publicada no jornal O Norte Fluminense (04/10/2014)


Paulo Fernando Jordão e o reencontro com as dependências do antigo Colégio Rio Branco: "parte de minha formação moral e acadêmica devo ao dr. Luciano Bastos e ao Colégio Rio Branco"


Paulo Fernando Jordão é bonjesuense filho de Nilton Jordão e Nenê Carapina.

Formado em Ciências Contábeis e com o curso de Pós-Graduação em Consultoria de Investimentos, atualmente ele exerce o cargo de gerente da Caixa Econômica Federal no interior da empresa Vale do Rio Doce, sediada em São Luís do Maranhão, para onde se mudou há cerca de 26 anos.

De férias em Bom Jesus, fez questão de visitar as instalações do antigo Colégio Rio Branco, hoje transformado no ECLB, onde cursou os 1º e 2º graus.

Recepcionado pelos filhos de Luciano Bastos - falecido em 08/02/2011 - Claudia Bastos, sua ex-professora e diretora do ECLB, e Gino Martins Borges Bastos, Paulo Fernando diz que sempre acompanha as notícias de Bom Jesus do Itabapoana pelo blog de O Norte Fluminense. "Possuo uma dívida moral com o dr. Luciano Bastos e com o Colégio Rio Branco", salienta.

E continua: "Sou filho único. Minha mãe me criou lavando roupa. Graças ao dr. Luciano Bastos fiz todos os meus estudos no Colégio Rio Branco sem pagar nada. Recordo-me que, certa vez, a prefeitura deixou de dar bolsa para o educandário, mas o dr. Luciano disse à minha mãe: - fique tranquila porque, mesmo assim, seu filho não ficará sem estudo. A doação de bolsas aliada aos ensinamentos morais que recebi do dr. Luciano Bastos, me faz sentir com um dívida moral com ele", assinalou.

"Estudei o 1º grau e o curso Técnico de Contabilidade no Colégio Rio Branco. Casei-me com uma maranhense que veio a Bom Jesus e, depois, resolvi morar no Maranhão. Tenho dois filhos maranhenses: Débora, que estuda arquitetura, e Paulo Guilherme, que cursará engenharia. Quando cheguei no Maranhão, trabalhei inicialmente na Golden Cross. Posteriormente, fui aprovado em concurso público da Caixa Econômica Federal".

E prossegue: "Recordo-me que, certa vez, fui designado para trabalhar no município de Caxias, onde ocorreu a Balaiada, que foi a única revolta autenticamente popular no país. Duque de Caxias passou ser assim conhecido por sua atuação neste município maranhense. Resolvi, então, junto com amigos, visitar o Memorial da Balaiada. Ao chegar lá, fui informando datas e nomes dos personagens do conflito. Um dos amigos me perguntou: - Como você sabe isso? Eu respondi: - aprendi isso tudo em minha cidade de Bom Jesus do Itabapoana, na 6a. série do Colégio Rio Branco. Em meus estudos aprendi sobre todos os conflitos do país, como Sabinada na Bahia, Guerra dos Farroupilhas no Rio Grande do Sul. Até hoje tenha na memória os nomes de 170 capitais do país. Mas quando observo os estudantes de hoje, verifico que houve um retrocesso na educação", lamenta. "Hoje, vemos que a legislação, a pretexto de proteger crianças e adolescentes, estabelece o impedimento de que a família e a escola tenham uma atuação mais rigorosa com os mesmos. Ocorre que quando os mesmos alcançam a maioridade, a legislação simplesmente os abandona e aí, já não se pode mais fazer nada por eles. Não seria melhor resolver os problemas das crianças e adolescentes desde o início?" questiona.

Paulo se recorda de seus professores:"Teresa do Pitota, Rita de Cássia, Marli Silveira, Claudia Bastos, Deusdedith, dra. Nísia Campos, 'seu' Hildebrando, Maria Áurea, 'seu' Héliton Dias Pimentel, Norma, 'seu' Clênio e Caubi. Registro que os ensinamentos jurídicos do professor Caubi foram relevantes, de modo especial, em minha vida profissional".


A TEMIDA SALA DE VIDRO

A sala de vidro: "como ela ficava próxima da sala da direção e da secretaria, isso a tornava temida"

"A sala de vidro era a sala temida porque ficava próxima às salas da diretoria e da secretaria. Quando dava 7h30min, o portão de entrada dos alunos era fechado imediatamente. O dr. Luciano Bastos dizia: - Benedito, fecha o portão! - A partir de então, o aluno que chegava atrasado e tinha medo de ser repreendido pelos pais, procurava um meio de entrar na sala de aula sem ser percebido pela direção. Caso conseguisse ultrapassar a porta de entrada, tinha de percorrer na ponta dos pés o assoalho, pois este fazia barulho quando a sola do calçado tocava o mesmo. Seja como for, contudo, o aluno acabava, depois, recebendo, na caderneta, um carimbo vermelho de 'falta', através da funcionária Rosélia, e os pais acabavam repreendendo o estudante. Estudei os 2o. e 3o anos do curso de Técnico de Contabilidade nesta sala de vidro. Além disso, quando algum aluno mostrava indisciplina e, por conta disso, apresentava mal resultado nas provas, recordo-me que a secretária Norma chegava para o mesmo e dizia: - sua mãe não merece isso. Se não mudar, vou levar o caso para o dr. Luciano. E dizer para o aluno que ele iria ser levado para o dr. Luciano era como dar um xeque-mate no mesmo. O Colégio Rio Branco era como se fosse a razão de vida do Dr. Luciano Bastos, que não agia por causa de dinheiro, mas atuava motivado por um ideal", ressalta.

Claudia Bastos, Paulo Fernando Jordão, Gino Martins Borges Bastos e a foto de Luciano Bastos ao fundo


O Colégio Rio Branco funcionou entre 1920 e 2010

Veja a matéria completa em:

domingo, 1 de maio de 2016

Visita de ex-alunos do Rio Branco




No último dia 28 de abril a professora aposentada Hélida Guedes Monteiro, ex-aluna do Colégio Rio Branco, veio rever o local onde estudou. 
“Saudade dos amigos, professores, da Diretora Maria do Carmo e dos colegas. Esse Colégio faz parte da minha história, sou grata e feliz por ter estudado aqui”, disse ela, que veio acompanhada da nora Mayara Costa Dias e da netinha Alice. 
Um encontro de gerações de ex-alunos, que Maria Cecilia Da Costa Souza Dias, colaboradora do ECLB e mãe de Mayara, registrou emocionada.





Ex-aluna do Colégio Rio Branco, Mayara da Costa Souza Dias trouxe a filha, Alice, para uma visita ao ECLB.





Ex-aluna do Colégio Rio Branco, Izabela de Souza Crisóstomo esteve no dia 07 de abril visitando o ECLB. 
“Muito bom entrar aqui novamente e sentir o mesmo cheiro. Cheiro de recordação e ótimas memórias”, afirmou Izabela, que hoje está cursando o 9º período de Farmácia.
“Com certeza irei voltar e foi uma honra fazer parte dessa história que agora se mantém tão preservada”, disse ela.
Volte sempre, Izabela!



No  dia 3 de março, recebemos, com alegria, a visita da ex-aluna do Colégio Rio Branco Janice Rodrigues do Carmo.

O Espaço Cultural Luciano Bastos agradece a todos. 
Voltem sempre!